quarta-feira, 28 de outubro de 2026

P O E S I A
(cada vez com maior actualidade)

Sem que discurso eu pedisse,
Ele falou e eu escutei.
Gostei do que ele não disse;
Do que disse não gostei.

P'ra mentira ser segura
E atingir profundidade,
Tem de trazer à mistura
Qualquer coisa de verdade.

Mentiu com habilidade,
Fez quantas mentiras quis,
Agora fala verdade,
Ninguém crê no que ele diz.

Julgando um dever cumprir,
Sem descer no meu critério,
Digo verdades a rir
Aos que me mentem a sério


           António Aleixo



Pois eu estou cada vez mais como Aleixo.

Está a acontecer-me muito isto:

Gostei do que ele não disse;

Do que disse não gostei.


António Cabral

RECORDAÇÕES

Agora que,
- Nuno Melo se gaba de várias coisas, 
- chefes militares que deixaram recentemente o activo se pronunciam em certos jornais (??), 
- continuamos a não ter substituído o (inadequadamente na minha opinião) chamado Conceito Estratégico de Defesa Nacional, 
- persiste na esmagadora maioria dos cidadãos a noção de que defesa nacional é a mesma coisa que forças armadas, que não é,
- Marcelo não voltou a dizer que somos os melhores dos melhores, 
- estimáveis oficiais generais reformados legitimamente dão a conhecer aos portugueses algumas das suas apreensões, 

apetece-me ir escrevendo algumas eventuais asneiras sobre esses temas e, também, recordar textos que pessoalmente reputo de muito interessantes. 

É o que faço agora, recordo um texto (em baixo) de um homem (infelizmente já não entre nós) que fugazmente conheci na Guiné quando ele era capitão do Exército e homem importante nos comandos, e com quem nunca mais estive depois de 1973. 
Um homem sobre quem se podia concordar ou discordar nas suas posições e opiniões, mas de grande honestidade intelectual, grande  integridade e de vasta cultura.
AC

A Carta dos generais e Bizâncio

Em Bizâncio, há séculos, discutiam-se extravagâncias teológicas. O sexo dos anjos, por exemplo. 
Os sumo sacerdotes que discutiam esses temas levavam-se a sério e levavam-nos a sério e a peito, mas os assuntos importantes ocorriam noutro âmbito, noutro universo onde os assuntos a sério originavam guerras a sério. 
Não foi a discussão sobre a hierarquia da trindade do cristianismo entre pai, filho e espirito santo que originou cismas e mortes, foram interesses.

Eu tenho o maior respeito e consideração por todos estes oficiais generais, e penso que as Forças Armadas são um elemento essencial para mantermos a nossa soberania (a que puder ser), o que para mim significa no mínimo garantir a liberdade de decidir sobre o nosso destino e manter o padrão civilizacional que desenvolvemos ao longo da nossa história.

Julgo que cada vez mais as ameaças são globais e exigem respostas centralizadas (unidade de comando) e em tempo oportuno, com meios tecnológicos comuns aos vários elementos da estrutura de defesa, operados por profissionais competentes.

Do pouco que li e pela rama, os excelentíssimos generais portugueses estão a pensar num cenário já esgotado, no passado em que o soldado, o marinheiro, o aviador, o batalhão, a fragata e o caça são os elementos essenciais do combate, que os generais, os comandantes chefes traçam eixos de ataque e linhas de defesa em mapas e aí se travam batalhas e que as decisões para um Estado agir pela força num dado cenário (teatro — isto é tudo uma representação) se decide no quadrilátero Terreiro do Paço, Santa Apolónia, Alfragide e Belém o das sedes dos estados-maiores.

Eu interrogo-me sobre como deter a vaga de migrantes do norte de África e sobre quem os comanda, que é quem os manda e quem os manda é quem cria condições para eles terem de invadir outros espaços, o meu, o nosso… E quem criou o caos em Cabo Delgado, ou na Nigéria, ou no Congo, ou no Iraque, ou no Afeganistão?

Estando os nossos generais a discutir uma versão contemporânea e especializada da questão do Filioque, que foi tema do Primeiro Concílio em Constantinopla, se o Espirito Santo precede o Pai e onde entra o Filho, a questiúncula trinitária, eu pergunto-me qual a importância do tema para explicar a intervenção de forças armadas portuguesas no Afeganistão, no Iraque, nas provocações americanas à Rússia nos estados bálticos, no desmembramento da Jugoslávia e no ataque à Sérvia, no caos da Líbia, no apoio a Israel … 
A estrutura de comando das FA portuguesa teve alguma influência na decisão destas participações? Os nossos generais signatários da carta, todos, exceto um, antigos Chefes de estado-maior, tiveram algum papel nas decisões, individualmente ou em conjunto?

A manutenção ou a alteração da estrutura de comando, da hierarquia de chefias, terá alguma influência nas condições de defesa do Estado Português e dos seus cidadãos contra o domínio das bases de dados por parte das superestruturas das instituições financeiras que manipulam as cotações de divisas, de preços bens essenciais, o petróleo, o algodão, dos metais raros, que se assenhoreiam das fórmulas de químicos para a saúde e o bem-estar da população mundial, que determinam onde se constroem viadutos e linhas de fibra ótica, ou quem pode dispor de armas nucleares, ou a quem é interdito, a quem se pode comprar alta tecnologia ou não, quem manipula a opinião publica e leva multidões a acreditar que vem aí um salvador?

A discussão ora em curso esclarecerá quanto vale, em termos militares, um Steve Bannon, a Fox News, o Papa Francisco, um bispo da Iurd, o Putin? 
E se o Clube de Bildberg é amigo ou inimigo? 
Estes amigos-inimigos são estudados nos novos estados-maiores portugueses e as conclusões têm alguma importância, maior ou menor que a da hierarquia da Santa Trindade?

E a discussão trinitária, ou quaternária, que subjaz à carta esclarece se os estados maiores dos ramos ou o estado-maior conjunto estudam o potencial destruidor do banco Goldman Sachs, por exemplo, ou se é assunto para o novo CHOD? 
E cabe à Força Aérea, ou ao Exército, ou à Marinha a defesa contra o jiadismo? 
E quem determina a importância militar do pirata informático Rui Pinto, as forças terrestres, aéreas ou navais? 
E qual o ramo que recruta os melhores cérebros das matemáticas puras, base da moderna ação militar desde a descoberta da chave do Enigma nazi?

São questões estúpidas, as minhas, claro.  Bizantinices…

Há nomes que me custa a ver no final da carta, há nomes que não me admiro nada de lá estarem…

Carlos de Matos Gomes — anti-bizantino
16 Maio 2021
SÃO DOS NOSSOS ?

São dos nossos ?
São dos Nossos ?
São dos nossos ?

Se são não faz mal se nos servirem, aguenta-se, fecha-se os olhos !

Esta teoria prevalece na sociedade portuguesa.
Com o 25 de Abril de 1974 não acabou, bem pelo contrário mais do que veio para ficar.

Eu não gosto dele, mas se lhe der o toucinho a cheirar ele vai abocanhar.

Esta metáfora corresponde (opinião pessoal naturalmente) ao que o velhote matreiro pensou, ponderou, e avançou. 
E acertou nisso, e acertou que os gulosos extremistas iriam também na conversa.
Esqueceram-se que o vigarista era ainda mais do que supunham e secou-os planeadamente, e depois chutou-os borda fora.

Vem este arrazoado a propósito das recentes declarações de PS e BE que condenaram declarações do (ainda) presidente do IHRU sobre disponibilidade dos jovens para “sacrifício”.

Parece que uma das fortes foi esta - não saber “se a sociedade actual está disponível para o sacrifício” da anterior para ter casa. 

Saltou-lhe logo o Fabiano bem conhecedor do imenso sacrifício por que passou há uns tempos um companheiro dele para vender um grande imóvel.

Há uns malvados como eu que suspeitam que, se as câmaras municipais estivessem nas mãos de socialistas, não tinha havido acampadas e outras parvoíces, ainda que com as rendas a permanecerem insuportáveis, e etc.

Claro que não interessa para nada que a crise habitacional, 
- se arraste há décadas, 
- porventura em crescendo desde 1991, 
- porventura dramática a partir de 2011, 
- porventura que além de constantes promessas e informar que páginas iam sendo viradas, praticamente nada tenha sido feito entre Janeiro 2016 e 2024 e, 
- daí para cá se somem algumas bacoradas e dislates.

Para alguns é ofensivo afirmar que a escassez e carestia da habitação nas maiores cidades sente-se ainda mais desde que começou a geringonça. 
Claro que no tempo da geringonça a estagnação foi enorme, os problemas com a questão habitação eram já enormes. . . .  mas "eles eram dos nossos"!

Carneiro ouve a voz do povo no Rossio.

Carneiro, em 2023 (deixa ver se me lembro o que é que ele era . . . . . ah. . . . . já sei, era MAI) dizia que agredir os homens das forças de segurança era . . . . era o quê ?  Era . . . uma ofensa a todos nós e ao Estado de Direito.
Em 2026 . . . . POIS! 

Enfim. Não saímos disto.
Desgraçados de nós cidadãos comuns.
AC

CAMINHADA   NOTURNA

4,7 km
AC

"Depois de quando deixei de pensar em depois, minha vida tornou-se mais calma"

"O que há em mim é sobretudo cansaço"

(Álvaro de Campos)

António Cabral (AC)

OUTONO


AC

CLARINHO como ÁGUA

AC

SEGUNDA-FEIRA, 26 DE OUTUBRO DE 2026

Contra a corrente (14): Sobre a liberdade de manifestação

1. Não sem surpresa, vejo difundir-se como artigo de fé, mesmo na área do PS (que não é propriamente um "partido de protesto"), uma conceção absolutista e latitudinária da liberdade de manifestação, sem limites, de clara filiação anarco-libertária, a qual, a meu ver, carece de fundamento constitucional e assenta em alguns equívocos que importa esclarecer.

Num Estado de direito constitucional, as liberdades não podem ser exercidas à margem da Constituição e da lei, desde que compatível com aquela. Nem as manifestações mais justas — como estas contra a falta e o custo da habitação — estão dispensadas de cumprir as regras constitucionais e legais aplicáveis. Pelo contrário, o confronto ostensivo (e quiçá propositado) com a legalidade pode retirar-lhes credibilidade e impacto político, como está a verificar-se.

2. O primeiro equívoco consiste em considerar como restrição inconstitucional à liberdade de manifestação toda e qualquer limitação do modo de a exercer. Ora, está há muito tempo assente na doutrina e na jurisprudência constitucional a distinção entre restrições substantivas e limitações do modo de exercício de um direito.

As primeiras consistem na redução do âmbito subjetivo do direito (excluir certas pessoas ou entidades do direito de se manifestarem) ou do seu âmbito objetivo (excluindo temas de objeto de manifestações), enquanto as simples limitações ao seu modo de exercício (como a informação prévia, as regras de tempo e de lugar, etc.) visam salvaguardar outros direitos e interesses constitucionalmente protegidos, incluindo, por exemplo, a fruição coletiva do espaço público, que a todos pertence, a tranquilidade e o sossego noturno dos cidadãos, etc. Uma coisa é usar o direito de manifestação, outra coisa é abusar dele.

As restrições propriamente ditas das liberdades carecem de autorização constitucional (e a CRP não prevê nenhuma para a liberdade de manifestação, salvo as de organizações racistas e as de ideologia fascista, constitucionalmente proibidas); quanto ao poder de regulação do seu exercício, ele decorre implicitamente da competência constitucional do legislador para estabelecer o seu regime e harmonizar o seu exercício com os referidos valores (como sucede com as demais leis reguladoras das liberdades públicas, desde a lei de imprensa a lei da liberdade de associação), devendo as medidas limitar-se igualmente ao estritamente necessário para esse efeito.

Até agora, neste processo, não houve nenhuma restrição da liberdade de manifestação,  no sentido próprio acima definido, e as limitações ao seu modo de exercício, nomeadamente a proibição das "acampadas", parecem-me plenamente justificadas (como expliquei AQUI). 

3. O segundo equívoco consiste na ideia de que o diploma legislativo de 1974 que veio consagrar e regular a liberdade de reunião e de manifestação — revogando a sua negação sob a ditadura do Estado Novo — caducou, por ser anterior à Constituição e ter sido supostamente afastado por esta.

Mas não é assim. Primeiro, todas as normas anteriores à Constituição, como estas, foram expressamente salvaguardadas pela CRP, salvo se «contrárias à Constituição ou aos princípios nela consignados», pelo que não sofrem de nenhuma "capitis deminutio" quanto à sua força vinculativa, sendo a sua relação com a Constituição igual à do direito ordinário posterior, havendo que ver, caso a caso, se há normas que devam desaparecer, por inconstitucionalidade —, o que incumbe à justiça constitucional. Em segundo lugar, algumas das limitações ao exercício da liberdade de manifestação que têm estado mais em foco, como a proibição de "acampadas", não têm origem nessa lei, mas sim em normas constitucionais e legais posteriores sobre a fruição do domínio público.

Voltei a ler a referida lei e encontrei efetivamente algumas normas francamente inconstitucionais, como a que proíbe genericamente as reuniões e manifestações que, «pelo seu objeto, ofendam a honra e a consideração devidas aos órgãos de soberania e às Forças Armadas», o que se traduz numa verdadeira e própria restrição substantiva. Mas há vários preceitos sobre o modo e os limites de exercício da liberdade de manifestação, que, a meu ver, nada têm de inconstitucional.

4. O terceiro equívoco consiste na ideia de que o Governo e a polícia não deveriam fazer cumprir preceitos legais alegadamente inconstitucionais, mas ainda não declarados como tais pela justiça constitucional (como, por exemplo, a proibição de prolongamento de manifestações para além das 00:30 horas).

Ora, por princípio, a polícia está, antes de mais, obrigada a fazer cumprir a lei, não lhe competindo (nem à Administração em geral) escusar-se a cumpri-la, por alegada inconstitucionalidade. Se a norma aplicada for inconstitucional, cabe aos interessados impugnar judicialmente a validade dos atos policiais com essa base, fazendo atuar a justiça administrativa e constitucional.

Porém, enquanto não houver nenhum ato de impugnação da sua aplicação e um juízo de inconstitucionalidade sobre elas, essas normas continuam a vincular a polícia — e os manifestantes.

5. O quarto equívoco consiste na ideia de que a polícia só deve intervir em caso de violência ou de ser ela mesma provocada.

Na verdade, porém, segundo a Constituição, cabe-lhe em geral «defender a legalidade democrática, a segurança interna e os direitos dos cidadãos» contra atos que infrinjam esses valores, independentemente de praticados com ou sem violência, podendo, depois de esgotados outros meios de dissuasão, ordenar a sua cessação e, em caso de recusa, impô-la, se bem que as medidas de polícia só podem incluir o uso da força, se e quando prevista na lei, e quando estritamente necessária.

Uma coisa é condenar, como se tem feito, o desrespeito pelos princípios constitucionais da necessidade e a proporcionalidade das medidas de polícia adotadas, quando tal se verificar (como foi, manifestamente, o caso do Porto); outra é questionar a sua própria legitimidade constitucional e legal, que não pode ser contestada.

Não existe Estado de direito sem forças de polícia capazes de fazer cumprir a legalidade democrática contra atores ou forças sociais ou políticas apostadas em subvertê-la ou ignorá-la, mesmo se com motivos justos. Por mais louváves que sejam, os fins não justificam todos os meios.

Adenda.
Um leitor pergunta concretamente se eu não considero «inconstitucional o limite noturno das manifestações» estabelecido na lei. Não, não considero; penso que a liberdade de manifestação pública em meio urbano deve ser compatibilizada com o direito de todos à tranquilidade e ao sossego noturno, e que não é essencial a sua continuação madrugada dentro. As manifestações podem repetir-se dia a dia, mas não vejo por que hajam de ser contínuas. Penso, aliás, que, entre as alterações à lei, devia contar-se a obrigação, por parte dos promotores de manifestações, de indicação da hora de início e do fim das mesmas, desde logo para permitir à polícia assegurar a sua logística (por exemplo, regulação do trânsito) e garantir a sua segurança (designadamente, para impedir possíveis contramanifestações).
28  OUTUBRO  2026
DIA MUNDIAL DA TERCEIRA IDADE
> 1856 - Inaugurado o primeiro troço da linha férrea Lisboa-Carregado
> 1869 - Criação do Comando Geral da Armada
> 1886 - EUA, inauguração da Estátua da Liberdade
> 1919 - EUA, início da proibição de venda de bebidas alcoólicas
> 1922 - Início da Marcha sobre Roma dos fascistas italianos
> 1955 - Nasce Bill Gates
> 1958 - Cardeal Roncalli eleito Papa, adoptou o nome de João XXIII
> 1962 - Fim da crise dos mísseis em Cuba
> 1995 - Cavaco Silva estabelece neste dia o recorde de tempo como Primeiro-Ministro, esteve no cargo desde 6 de Novembro de 1985
> 2018 - Eleições presidenciais no Brasil

Bom dia, tenham uma boa 4ª Feira
Saúde, o verdadeiro Euromilhões da vida.
Boa sorte, felicidades.

AC

terça-feira, 27 de outubro de 2026

R E C O R D A N D O 

"PELO  VOO  SE  CONHECE  A  AVE.

E  ANDA  POR  AÍ  CADA  AVE"

AC

1939 - 1945

Recordando

Relativamente perto de Danzig, Polónia, existiu um dos primeiros campos de concentração do odioso regime nazi, de seu nome Stutthof.

Para além de tudo o mais, deste campo haveria de sair "matéria - prima" a partir de cadáveres humanos para fazer sabão no instituto da academia médica de Danzig.

AC

SUGESTÃO para RAPAZIADA

Arranjem isto é, peçam a alguém, porque desgraçadinhos que são não podem comprar na Decathlon. 

Peçam umas boas dezenas de tendas e vão montar as ditas simultaneamente e em locais diferentes, por exemplo : 

- nos jardins em frente ao Palácio de Belém

- em vários passeios na Lapa

- no Intendente

- no Largo do Município em frente à CMLisboa

- na Av da Liberdade em frente à sede do PCP

- no Terreiro do Paço

- no Marquês de Pombal (serve para futebol, serve para vocês)

- no Parque das Nações nas zonas perto do Oceanário

- nos jardins que vão até ao Casino do Estoril

- dentro do Jardim Zoológico

- no Jardim da Estrela

- na Praça de Espanha

- em frente ao Palácio de S.Bento mas naquela zona onde estão as fanfarras em dias festivos (malvados polícias que puseram lá grades)

e neste locais sempre sem impossibilitar a passagem de viaturas e deixando alguma zona para passagem de peões.

Os da Lapa, como bons apreciadores de bons restaurantes e bons whiskies se calhar não vão apreciar a coisa, apesar de vários serem de esquerda e detentores de imbatível superioridade moral.

Nos outros locais, como passarão viaturas e pessoas e como não há violência da vossa parte podem estar lá até vos apetecer. Ah não berrem muito e não  . . . . coiso. . . . e . . . . coiso.

Assim satisfarão Susana, certos juristas, Carneiro, Fabian, Moreira da Silva, etc.

Ah, e porque não montar umas tendas em frente ás habitações dos dirigentes mais salientes do PS e dos partidos à sua direita?

Eu achava lindo!

AC

TAL  PAI  TAL  FILHO 

Disseram-me depois de almoço que o Bolsonaro que concorreu às eleições presidenciais com Lula da Silva e PERDEU, andará já fugido, estará na quinta TRUMPA.

Eu não percebo nada da política brasileira (não são estadias de duas semanas em 1969 no Rio de Janeiro e Santos, ou ter conhecido alguma coisa do Rio de Janeiro, São Paulo, Santos, Recife, Ilhéus, Maceió, São Salvador) que me conferem qualquer competência para me pronunciar com segurança.

Isto dito, algumas coisas me parecem óbvias quanto ao Brasil e certos personagens:

- o magnífico filme que vi há tempos retratando o período da ditadura militar no Brasil é eloquente sobre aquela ditadura mas também mostrou coisas outras do que é o Brasil,

- este Bolsonaro, que parece estar a treinar inglês, confirma a justeza de não ter ganho as eleições, e daí que eu titule este breve texto - tal pai tal filho.

- Lula ganhou as presidenciais. Mas uma pergunta me parece razoável e faz-me lembrar certas coisas que na Tugolândia se passam: Lula é pela 4ª vez Presidente. 

- Ora então, como explicar a situação do Brasil há tantos anos em vários domínios? É tudo culpa do execrável Jair (que ficou mais do que evidente nunca devia ter sido Presidente)?

Um país com as potencialidades e recursos e riquezas como as que tem, está como está porquê ?

Continuo como várias vezes aqui escrevi: creio que tirando o presidente Fernando Henrique Cardoso, a decência anda muitas vezes longe de elites e dirigentes brasileiros. 

Como sempre, admito poder estar enganado, mas se estiver enganado não há problema, sigo há muito o exemplo do digno cidadão e excelente matemático que foi Bento de Jesus Caraça, reconheço e corrijo-me. 

AC

CAMINHADA  NOTURNA

4,7 Km
AC 

PORTUGAL

OLHEI  PARA  ESTES  BARCOS  E,  SENDO  DIFERENTES, FIQUEI  A  IMAGINÁ-LOS  REPRESENTATIVOS  DE  PAÍSES DIFERENTES.

PROCUREI  IMAGINAR  QUAL  O  QUE  REPRESENTARIA  PORTUGAL. 

DEPOIS  DE  LENTAMENTE  RECORDAR  A  ACÇÃO  DOS VÁRIOS  TITULARES  DE  ÓRGÃOS  DE  SOBERANIA  DESDE  1991  E  PARTICULARMENTE  DESDE  2015,  E  FACE  AO  QUE SE  VAI  PASSANDO  NO  PRESENTE,  CREIO  QUE  ENCONTREI  A  RESPOSTA:  

É  O  QUE  ESTÁ  EM  PRIMEIRO  PLANO  NA  FOTOGRAFIA


AC

E   VEIO   TER   COMIGO

Eu não podia ir à praia, mas ao lanche a praia veio ter comigo.

AC 

 F L O R E S

AC

Uma coisa que ao ouvir (felizmente ouço o menos possível) jornalistas (???) televisivos é que uns ditos "manuais de resistência à polícia" são . . . . . . . literatura !

Ao que chegou a cultura de certa gente . . . . e já agora, a imbecilidade e indigência.

AC

CRP, ESTADO, DEMOCRACIA, LIBERDADE, LEI

Telefonaram-me - António, vai ver a TV, o Seguro já proferiu declarações públicas, verbais.

Já fui ver e acabei de ver também uma tola de cabelo loira supostamente jornalista a referir que o PR afirmou que não gostou do que viu mas, é claro, a lastimável jornalista diz que ele não gostou de ver a carga policial.

Vá lá, não se atreveu a dizer que Seguro disse não ter gostado da carga policial.

Do que ouvi ao PR a minha conclusão é a seguinte:

- não gostou do que viu, como eu e certamente muitos, não gostou da violência e da destruição dos ditos manifestantes e do notório estado de provocação e continua desrespeito pela lei, e não gostou de ver que houve carga policial,

- e ficou para mim muito claro que, Seguro não subescreve que partidos (e, digo eu, agremiações políticas ridículas face aos votos que conseguem) usem a rua e não o Parlamento e, opinião pessoal naturalmente, está cheio de razão.

Mas é claro que o fabiano e outros do género querem é berrar na rua; apresentarem propostas legislativas concretas para procurar uma solução para a crise habitacional a, no mínimo, dez anos, e discuti-la no Parlamento, isso é que não.

Nas próximas eleições legislativas ganhem-nas.

Mas é claro, está na massa do sangue de certa gentalha incoerente e inconsequente querer apenas berrar na rua, APENAS, e se adequado (para eles) destruir tudo e mais alguma coisa e o fabiano andar sempre de mãos postas a fazer-se de anjinho.

AC

RACIOCINAR,  PENSAR

Tenho a mesma sensação de Miguel Esteves Cardoso, que me  parece ter muita razão. Pensarem ?

Basta olhar para a praça pública, basta observar o que é transmitido (que pouco vejo) pelos chamados canais televisivos, basta atentar no que se passa na Assembleia da República, basta atentar em certas declarações de dirigentes de ordens profissionais, partidários, sindicais, etc.

AC

Ups . . . . 

Decreto-Lei n.º 406/74
de 29 de Agosto

A fim de dar cumprimento ao disposto no Programa do Movimento das Forças Armadas, B, n.º 5, alínea b);
Usando da faculdade conferida pelo n.º 1, 3.º, do artigo 16.º da Lei Constitucional n.º 3/74, de 14 de Maio, o Governo Provisório decreta e eu promulgo, para valer como lei, o seguinte:

Artigo 1.º
- 1. A todos os cidadãos é garantido o livre exercício do direito de se reunirem pacificamente em lugares públicos, abertos ao público e particulares, independentemente de autorizações, para fins não contrários à lei, à moral, aos direitos das pessoas singulares ou colectivas e à ordem e à tranquilidade públicas
.

Constituição da República Portuguesa (CRP)

Pois é, não há dúvida nenhuma
A esquerdalhada que anda por aí tem toda a razão.
E os juristas avençados também.

Dois textos completamente diferentes. 

A CRP diz uma coisa e esta lei fassistaaaa diz coisas completamente opostas.

Os excertos da CRP estão a azul

Ora vejam as enormidades, as diferenças ABISSAIS:
- o livre exercício do direito de se reunirem
- o direito de se reunir

- lugares públicos, abertos ao público e particulares 
- lugares abertos ao público

- para fins não contrários à lei, à moral, aos direitos das pessoas singulares ou colectivas e à ordem e à tranquilidade públicas.
- pacificamente e sem armas

"Só  BESTAS  FASSISTAS é que não percebem que este DL limita completamente o meu direito e dos manos de nos manifestarmos, embora por acaso não diga que é sem armas que nós devemos andar, e isto já é problemático" (declaração provável de um grunho).

Não há dúvida que PCP, BE, Livre, PAN, PS, PSD, CDS, IL, Chega devem com muita urgência submeter este DL fassistaaaa ao rigoroso e isento olhar do Tribunal Constitucional.

AC