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quinta-feira, 8 de outubro de 2026

ENERGIA.  ENERGIAS LIMPAS.
CENTRAIS SOLARES.  NEGOCIATAS.
E por exemplo a Central - Mega Parque Sophia

O projecto megalómano crismado Sophia (terá sido em homenagem a alguma senhora, ou à Sophia de Istambul ?) vai estar de novo em consulta pública de 8 a 21 de Outubro depois de, aparentemente, ter tido uma remodelação ou lá como lhe chamam. É Reformulação.

A Agência Portuguesa do Ambiente (APA) deu a conhecr que a Central Solar Fotovoltaica de Sophia e LMAT associadas ou melhor o projecto de comstrução e implantação desse mastodonte foi reformulado.

E, portanto, no período acima referido definido pela APA para consulta pública, começando hoje, todos os elementos relativos a este monstruoso projecto e inerente pedido de licenciamento (que cabe à APA) podem e devem ser escrutinados.

A APA fez saber que serão consideradas e apreciadas todas as opiniões e sugestões apresentadas por escrito, desde que relacionadas, especificamente, com o dito projeto que anda em avaliação. 

Formalmente, há a possibilidade de impugnação administrativa, através de reclamação ou recurso hierárquico.

Tudo muito lindo!

O que está para trás? Tanto quanto sei estava por trás as negociatas de uma multinacional, a BP.
Com testas de ferro em Portugal. Um ou outro conhecido.

Quer a BP quer outra multinacional qualquer estão a morrer de amores pela Beira-Baixa ? Duvido muito.

Com a reformulação a BP quer mesmo avançar, ou vai tentar vender antes?

Por outras palavras, será que a BP Lightsource, promotor do projeto Sophia, é um parceiro estável para o território da Beira Baixa?

O que consta por aí, é que a BP quer reduzir o seu endividamento endividamento e focar-se novamente no petróleo e no gás. Consta por aí que está a desinteressar-se pelas tais ditas energias limpas.
por outras palavras, negócio puro e duro, quer alívio financeiro. Falemos de obrigações e dívidas.

Consta que por cá vendeu a central solar Cibele (130 MW) à Exus Renewables no início de 2025 e parece querer desistir do projeto solar da Beira por eventual falta de viabilidade.

A mim, que não percebo nada destas coisas, vejo é questões de dinheiro, despachar a Lightsource.

Não me admiraria que a Sophia fosse vendida antes do processo de consulta pública terminar, a passar a haver perante autarquias,  proprietários e população outro/ outros interlocutores.

Uma coisa aposto, a APA virá a licenciar, o resto que se lixe. 
A bem da Nação!

AC

sexta-feira, 20 de junho de 2025

SUSPEITO, . . . . NATURALMENTE . . . 

“Talvez… Monsanto”: o Portugal sagrado e profano de Ruy Belo e Ricardo Pais
No ano em que cumpre 80 anos, o encenador revisita as hierofanias de um país misterioso, numa comoção onde ressoam os séculos, mas não o nacionalismo.

A ecletíssima Luísa Cruz é a figura central de Monsanto, desdobrando-se em voz poética, adufeira, fadista, cantadeira, mulher sacrificial e mensageira dos deuses, sacerdotisa, fantasma

Quem chega a Monsanto, aldeia granítica da Beira-Baixa, fruto de misteriosos humores tectónicos ali no meio da planície, conhece o assombro provocado pela visão daquela nave de pedra, o cérebro estremece com imagens dos Altas carregando aquela forma em eras remotas, animais fantásticos, deuses intempestivos, lendas, medos. Memórias que sobrevivem em formas espantosas, como as vozes das mulheres que cantam litanias, orações e salmos, adufes orgiásticos como que chamando a guerra ou as festas dionisíacas, bosques estivais onde correm faunos e bacantes ou meninas com os seus segredos de “mato fechado”, como se ali se guardasse a infância mítica da humanidade antes da queda.

É aqui, a Monsanto, que regressa Ricardo Pais, para uma peça de teatro vivo, erguido sobre a poesia de Ruy Belo, do fado, do cancioneiro popular de Lopes Graça e Giacometti cantado por mulheres sem idade. Talvez… Monsanto, estreado em 2020 no Teatro Nacional de São João, aterra esta quinta-feira, no CCB, em Lisboa, onde fica até domingo
.

Naturalmente, eu sou mais que suspeito neste assunto.

Porquê?

1º - Porque sou de Monsanto (pelo coração, desde Novembro de 1969)
2º - Porque à aldeia de Monsanto estou ligado pelo coração, pois a minha mulher lá tem raízes, lá nasceu o avô materno, médico
3º - Porque lá vou há décadas, porque lá passei muitas férias na casa da minha sogra
4º - Porque há 25 anos tenho/temos casa própria, uma das únicas duas ou três que não está pegada a outra, bem dentro do casco velho da aldeia
5º - Porque adoro o interior e a Beira-Baixa, algumas das raízes nacionais
6º - Porque adoro teatro, sempre me interessei por cultura
7º - Porque nas poucas adufeiras que ainda existem, uma delas porventura a sua grande dinamizadora desde há décadas, é minha vizinha na casa da aldeia.

É no CCB, depois de actuação no Porto.
Temos bilhete comprado o ano passado.
Lá estaremos no Sábado, 21 de Junho.

António Cabral (AC)

quinta-feira, 4 de abril de 2024

Pela ZEBREIRA
Abandono imenso, incúria vária, tem uma padaria que produz um pão fantástico.
AC

sábado, 27 de maio de 2023

ONTEM, ALMOÇO 

CASTELO BRANCO, RESTAURANTE PINGUIM, AMBIENTE SIMPLES MUITO ACOLHEDOR, FIGADO GRELHADO, BATATAS MUITO BEM FRITAS E NADA GORDUROSAS, MUITO BOM, VINHO A CONDIZER, SERVIÇO SEMPRE RÁPIDO E ATENCIOSO. SOBREMESA E CAFÉ. 

HÁ MUITOS ANOS QUE NUNCA ME ARREPENDO.

AC

quinta-feira, 13 de maio de 2021