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quarta-feira, 4 de agosto de 2021

A  PROPÓSITO da MAÇONARIA PORTUGUESA

Do que tenho lido sobre este tema, a maçonaria dita moderna terá surgido em 1717, com a formação da Grande Loja de Londres.

A Portugal, terá chegado nas primeiras décadas do século XVIII. Em 1804 foi criado o Grande Oriente Lusitano. Tanto quanto leio por aí, o liberalismo em Portugal triunfou em boa parte com a participação activa da maçonaria. Há registos e livros que indiciam participação activa da maçonaria na vida política nacional. A maçonaria foi perseguida em determinadas épocas da nossa história, umas vezes mais outras menos, teve altos e baixos. PARA LÁ DOS GRANDES FINS DESCRITOS e DEFENDIDOS, A REALIDADE..... CONDICIONAMENTO E PARTICIPAÇÃO ACTIVA NA VIDA POLÍTICA.

Quanto à participação na vida política nacional há inúmeros exemplos se se olhar ao período após as duas primeiras décadas do século XIX até 1935. Na sequência da lei de 1935, muitos dos bens por exemplo do Grémio Lusitano foram confiscados e ficaram à guarda da então existente Legião Portuguesa. Apesar de com antecedência por exemplo vários arquivos terem sido colocados a salvo, muitos bens e documentos passaram para à guarda da então existente Polícia de Vigilância e Defesa do Estado.

Pondo de lado a tacanhez e falta de jeito com que Rui Rio, por exemplo e para não citar outros "artistas", trata a maioria dos assuntos, a realidade é que a nossa história está prenhe de exemplos de intervenção de maçons na vida política nacional. 

A 3ª República, neste aspecto de interferências no poder legislativo E NA OBTENÇÃO DE INFORMAÇÃO PRIVILEGIADA, não tem sido certamente diferente do passado. Maçonaria, Opus Dei, certos serviços do Estado, certas corporações profissionais, etc.

Estarei enganado? Não tem sido esta vertente da sociedade um forte contributo para o estado a que isto chegou?

AC

sexta-feira, 23 de julho de 2021

ASSEMBLEIA  da  REPÚBLICA

De cada vez que observo o sítio da AR (normalmente 1 vez por semana), de cada vez que pondero os laboriosos trabalhos parlamentares, fico estarrecido com as prioridades de vários senhores deputados.

A este propósito estou a recordar-me de um tal deputado José Cabral de sua graça  (espero que não seja ascendente familiar) que em 19 de Janeiro de 1935 apresentou na Assembleia Nacional uma proposta de lei proibindo todos os cidadãos portugueses de fazerem parte de associações secretas, sob pena de sofrerem graves sanções, como por exemplo, penas de prisão ou mesmo o desterro.

Essa proposta mereceu parecer favorável por parte da Câmara Corporativa em 27 de Março desse ano. A proposta foi votada e aprovada por unanimidade em 6 de Abril de 1935. Apareceu assim a  lei nº1901 de 21 de Abril de 1935.

Outra prioridade interessante tem a ver com a questão do acesso a casas de banho nas escolas. Certamente um precioso contributo para as futuras gerações, as mais bem formadas de sempre.

A propósito de escolas secundárias e ensino ministrado, quando olho para o que se passa com o ensino, por exemplo, com o que na escola do meu neto mais velho se passa (a acabar o 11º) fico estarrecido. Mas obviamente sou eu que vejo mal o assunto, BE e Tiago Brandão é que estão certos. Como se verifica pelos resultados à vista! Um futuro promissor para este país.

No meio desta palhaçada, a oposição e principalmente o PSD distrai-se com uma proposta de revisão Constitucional reforçando que para tal precisa do PS. Melhor "haraquiri" não conheço.

No meio das distrações, a discutirem o Cabrita e outras criaturinhas deploráveis, o inarrável Costa passa incólume no chamado debate do estado da Nação. O estado é COMATOSO. Desgraçados dos cidadãos comuns como eu.

AC