sexta-feira, 16 de setembro de 2016

LEMBRANDO EÇA de QUEIRÓS
E o seu Conde de Abranhos - "este governo não cairá porque não é um edifício, sairá com benzina porque é uma nódoa"
Naturalmente que os tempos são outros.
Mas este governo está a parecer-me (como aliás outros antes deste) aquele soldadinho com o passo trocado no batalhão desfilando em frente à tribuna, e a mãe do rapaz, babosa - "vejam, todos com o passo trocado, só o meu António marcha com garbo"
O dramático é que não vendem nada hoje em dia com nome benzina.
Certos ministros, como o que se julga ministro da defesa nacional, naquele seu estilo inconfundível de camisa meio esgargalada e habituado a mandar interromper isto e aquilo, no caso em apreço não o pode fazer, pois integra a coisa.
Este Portuense fica-se por, entre outras coisas, botar discursatas curiosas na AR e para os jornais.
Que pachorra, para tudo isto.
AC



quinta-feira, 15 de setembro de 2016

CASA ARRUMADA OU DESARRUMADA?
"a primeira coisa a ter em conta numa casa são as necessidades de quem a habita"
Esta frase simples devia ser um dos guias dos políticos nacionais.
Mas não, pensam neles e na vidinha deles, apenas.
AC
A propósito de casas, que tal esta?


quarta-feira, 14 de setembro de 2016

DA CATEGORIA e ELEVAÇÃO da Política, em Portugal
Parece-me cada vez mais confrangedor a discursata dos chamados políticos.
Talvez seja defeito meu, admito, mas a sensação que recolho das sucessivas declarações da gentinha que por aí anda, do governo e seus apoiantes e das oposições, é confrangedora.
Imitando palavras recentes do intrujão mor, e se fossem todos procurar gambuzinos?
AC
Proa de barco de pesca, que já não pesca
É no tal célebre País de marinheiros. Marinheiros?
País de banhistas, e muitos são manhosos.
AC

segunda-feira, 12 de setembro de 2016

FINAL DE DIA
 AC

O ESTADO.
O social, o corporativo, o "estado a que chegámos".
E de onde não saímos?
"Recomeça..........se puderes, sem angústia e sem pressa, e os passos que
deres, nesse caminho duro do futuro, dá-os em liberdade, enquanto não 
alcançares não descanses, de nenhum fruto queiras só metade." MIGUEL TORGA.

1. Lutar contra ventos e marés. Por meios legais. Obrigação cívica. Escrever em blogues e jornais, ir à rádio e à TV. Mas tarefa ingrata, para a esmagadora maioria dos concidadãos, sobretudo se, ao longo dos anos, muitos daqueles com as maiores responsabilidades civis e militares actuaram como se nada se passasse de gritante e desequilibrado, e não tivesse consequências para quase todos. Se privilegiaram a submissão à subordinação. Se periodicamente pressionaram alguns dos que com retidão e lealmente, em privado, se atreveram a colocar dúvidas e a chamar à atenção para a necessidade de resolver situações. Se as mais das vezes preferiram rodear-se do cinzentismo dos "yes boys de olhos azuis".
2. Parece lastimável o "ESTADO" geral a que chegámos. Está, a meu ver, à beira de explosão social. Uns dirão que não, porque agora mandam as esquerdas. Alguns brandem números em antagónicas demonstrações. Outros fingem-se amnésicos, quanto a erros e desvios do passado. Ainda que saltitões do passado digam agora que as medidas no passado decididas foram erradas. Não é lindo?
Para vários, como sempre gostaram de fazer, só conta a sua redoma, tomam-se de Pilatos. Lançam alertas, depois de objectiva e decisivamente terem ajudado a talhar o caminho para o precipício à beira do qual estamos. Mas brandem sempre o rigor, a excelência, a transparência e a elevada competência dos seus desempenhos, em todos os cargos públicos e privados por onde se espraiaram. E criaram dívida!!!
3. Para espanto e "aparente" desgosto de uns quantos que agora, provavelmente, esquecidos da sua atitude de pesporrente passividade do passado não muito longínquo, e fazendo-se esquecidos também de como, por vezes, olharam os discordantes mas leais.
4. Sempre me enojou o tolo brandir intimidatório do poder formal das hierarquias, as civis e as militares. Sempre me enojaram os que criam emprego aos berros ou por decreto.
Enoja-me os que procuram arrasar actores secundários fingindo desconhecer os responsáveis primeiros dos buracos nacionais. Buracos, sejam eles monstruosamente financeiros ou de índole estrutural de uma sociedade que devia ser saudável. Não deve ser esquecido, que alguns desses responsáveis primeiros, pisam as alcatifas dos actuais poderes formais.
5. Quando uns, como muita responsabilidade cívica, integraram certas organizações, quando o tráfico de influências passou a ser crime apenas (creio) desde 1995, quando se permitem sucessivos pedidos de aclaração de sentenças, quando um assaltante de multibanco poderá ter uma condenação mais pesada que alguém que possa ter contribuído para o descalabro financeiro a que nos conduziram, quando é "delicioso" olhar o grau de acatamento concreto das decisões de tribunais superiores, designadamente Tribunais Constitucional e de Contas, quando se apregoa o mar mas com portos caros e sem construção naval ou frota de pesca que se vejam, quando se recebem ameaças de multas por fraca fiscalização, quando os que insultam instituições e desprezam valores superiores se consideram e permanecem de facto intocáveis, é nesta sociedade que desde 1991 em movimento uniformemente acelerado se maltratam cidadãos como por exemplo, doentes, reformados, jovens, militares.
6. Uma sociedade assim, em que a esmagadora maioria de responsáveis políticos quando no poder espezinha há décadas, quer os desaparecidos em combate, quer os estropiados, quer a dor dos que ficaram, quer os traumas que advieram, quer os anos longe da família em ambientes hostis, e que desdenha de um dos pilares de qualquer estado saudável, é uma sociedade em decomposição acelerada. Por isso, encantador o espanto, a indignação, de alguns, perante o estado actual das coisas. Tanto mais encantador quanto me recordo de quando e de quem lhes conferiu poder, e do que podiam ter reformado e proposto que fosse reformado nas instituições que chefiaram, e não o fizeram.
7. Uma sociedade que se desgasta todos os anos com manuais escolares sempre novos, com concursos de professores sempre discutíveis, com reformas (??) para a frente e para trás e para a frente e outra vez para trás, com pais a bater em professores, com professores a não impor autoridade, com estruturas do Ministério da Educação como o que se continua a ver, é uma sociedade desgraçada, condenada ao desastre.
8. Uma sociedade em que os responsáveis mentem descaradamente, com cofres cheios ou vazios, com austeridade ou com a página da dita já voltada, ou com o desaparecimento do empobrecimento, ou onde arde quase tudo e mais alguma coisa, é uma sociedade a precisar de restauro urgente.
9. De uma visita a Santarém, muitos anos atrás, recordo como se fosse hoje, as suas palavras, a lucidez e o brilho dos olhos de um cidadão e militar que tinha uma coluna vertebral digna de vir em compêndio de Anatomia. Infelizmente a doença ceifou-lhe a vida a destempo. Por isso não assiste ao desgraçado estado actual deste País.
Só há debate de ideias e reformas dignas desse nome quando as pessoas querem debater seriamente. Dê-se-lhe espaço. Que inimigos, de quaisquer reformas? Que rumo estratégico para Portugal? Que Estado? Que defesa nacional? Que FA? Que justiça?
Por agora fica mais um desabafo. E continuarei à espera para ver se as verdades vêm ao de cima e assim prestigiar as instituições. Não é Sr Presidente da República Portuguesa?
António Cabral (AC)

domingo, 11 de setembro de 2016

11 SETEMBRO 2001
Passaram 15 anos. O mundo mudou, alterou-se quase radicalmente a partir desse dia.
Aconteceu 11 dias depois de aterrar em Lisboa (31Agosto), regressado da minha comissão de 3 anos  em serviço nos EUA.
Nesse dia estava de férias, na minha aldeia na Beira-Baixa, e alertado para o que se passava, liguei o televisor a tempo de ver logo pouco depois o segundo avião esparramar-se na torre.
15 anos, parece que foi ontem. Desmoronou-se muito daquilo por onde eu passara uns dias antes com o meu filho mais novo. E desmoronou-se, irremediavelmente, muito do nosso modo de vida até então.
AC.

sábado, 10 de setembro de 2016

POR AÍ
AC
FOI FRAGATA DO TEJO
Porque me lembrei disto, e fui aos meus arquivos fotográficos?
Porque olho para o meu desgraçado País, para os titulares dos orgãos de soberania, para as instituições e vejo, infelizmente, muitas semelhanças. Terrível.
Olho por exemplo para o que aconteceu no curso de comandos e para o patético MDN e cada vez fico mais preocupado.
AC
POR AÍ

AC

segunda-feira, 5 de setembro de 2016

A SAÚDE. SERVIÇO N. SAÚDE. A PRIVADA.
Sempre disse que a questão mais importante num País é a saúde.
Umas centésimas abaixo, a organização, a justiça, a educação/formação, e por aí fora.
Ter boa saúde, adequada á idade, é que é o verdadeiro euromilhões da vida.
Os sucessivos governos, não apenas mas particularmente depois do 25 de Abril, têm rebentado com o interior e, depois do estoiro das autoestradas, IP,s, IC,s, vias rápidas, ainda mais rapidamente o afluxo ao litoral se incrementou.
Depois é ouvir loas acerca disto e daquilo, agora é que vai ser, repovoar, levar por exemplo médicos para o interior, etc.
O pior é quando se vai bater com a realidade. Isto tudo a propósito de quê?
Simples, uma questão de saúde. Não muito grave mas preocupante, até pela falta de ar que se acentuava.
Pois tendo residência na aldeia, onde passamos largas temporadas, o médico no posto de saúde disparou com ar insolente - a senhora não tem direito a assistência aqui! -
Felizmente para a criatura eu não estava presente.
Mas a coisa vai ser tratada pelas vias adequadas e, se preciso for, dar publico eco da alarvidade.
Porque de alarvidade se trata, dado que na sede de conselho foi adequada e atenciosamente atendida.
A saúde é um euromilhões. E quanto não valem os médicos amigos?
AC


sexta-feira, 2 de setembro de 2016

PAÍS de TANGA.........QUASE TUDO de TANGA.......PS?
Creio que foi Durão Barroso o "inventor" da frase - "País de tanga".
DB nunca me foi um concidadão simpático, mas isso muito antes de ser PM em 2002.
Não gostei dele como PM. Continuo a não apreciar a criatura. Mas alguns aspectos nessa época realçados tinham muito de verdadeiro.
Mas havia, houve, muita falta de jeito, muita atitude desastrada e pesporrente. Adiante.
Vem isto a propósito das notícias acerca das dificuldades financeiras do partido PS.
Não faço ideia do que se passará de facto, mas nada me custa a crer que, à boa maneira "sucialista" , andem há anos a levar uma vidoca à tripa forra que alguém há-de pagar.
Pois é, esqueceram-se que já náo podem pagar a desbunda como o fizeram anos atrás.
Como não estou em casa,  junto dos meus arquivos, não posso jurar, mas creio lembrar-me que quando Constâncio foi para o comando do PS a rataria tinha uma dívida que não estaria muito longe dos 500 mil CONTOS! Passado não muito tempo, a coisa desapareceu dos noticiários e, penso eu de que.....a arvore que nessa altura tudo socorria resolveu a coisa. Mas não tenho a certeza, não posso afirmar definitivamente.
Uma coisa é certa, hoje a árvore não pode salvar ninguém.
Outra coisa: apesar de muitos persistirem em reafirmar a todo o instante que os OCS estão dominados pelos direitolas, aposto que este caso vai desaparecer rapidamente dos notíciários.
AC
A propósito das recentes Olimpíadas
Há cerca de 5 anos isto via-se perto da Praça Mauá, perto das zonas de chegada dos cruzeiros.
Como estará agora?
AC

quinta-feira, 1 de setembro de 2016

A POUCA VERGONHA NA POLÍTICA PORTUGUESA
ALGUNS FALAM EM SERIEDADE
Na calmaria quente do interior profundo perto da raia Beirã, de vez em quando faço umas visitas retrospectivas ao lixo que enche os ocs nacionais e muito também de alguns internacionais. Por cá continua a ser delicioso observar a lata desavergonhada com que alguns e algumas se manifestam como garantia de seriedade. Seriedade porque não se riem?
Estabilidade porque não se desiquilibram no púlpito enquanto debitam as enormidades habituais?
Que pachorra!
AC