sexta-feira, 5 de agosto de 2016

OS FIGURÕES
Não é a primeira nem será a última vez que, em público, ou em ambiente mais restrito, certas pessoas se pronunciam com a maior desfaçatez, em completo desrespeito por quem os ouve.
Por exemplo, a frase - "nada me pesa na consciência".
São os figurões.
Vivem na maior impunidade que lhes proporciona, o sistema de justiça nacional cheio de alçapões elaborados por muitos dos figurões, e a irresponsabilidade da maioria dos cidadãos que se perdem com futebol telenovelas e outros anestesiantes assuntos.
A miséria moral implantou-se na sociedade portuguesa em que, por exemplo, os jornalistas dão tempo de antena a figurões e não lhes fazem perguntas simples e directas que o comum dos cidadãos compreenderia.
Tudo a ver com a vida concreta, do que se vive, o que se faz, e porque se fez.
A sociedade portuguesa está prenhe de figurões e de personagens menores, desde os que por terem estado uns tempos em Bruxelas, se assumem como quase senadores da República, aos que usam o "vale tudo".
Diz-se, e creio que está bem perto da verdade que, antigamente mau grado muitos aspectos condenáveis, muitos cumpriam por imperativo das suas consciências.
E que haveria uns quantos que o faziam com o temor de serem apanhados se o não fizessem.
Creio bem que no presente pouco disto se passa.
A avaliar pelos figurões que por aí se pavoneiam.
AC

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