segunda-feira, 25 de fevereiro de 2019

A PROPÓSITO do BREXIT
Aparentemente, na Europa e em particular em Bruxelas, para muitos cidadãos a questão Brexit está cada vez mais intrigante.
Pessoalmente continuo a pensar que algo mais do que parece está por detrás da coisa.
Para começar, olho a uns textos antigos sobre a "City".
City - a square mile between the Thames, Smithfield and Liverpool streets, Strand and Tower Hill. (diz-se, um poder dentro de outro poder)
A City é qualquer coisa mais que um poder.
Se 1215 foi ano marcante na ascensão da City, daí para cá sedimentou-se. O bombardeamento na II GG destruiu vários edifícios, reconstruídos depois nos mesmos locais e na mesma exacta forma, dimensões e características.
Mas, e as funções financeiras?

Quatro, eram então (reproduzo):
> The City gathers in the country's savings and provides channels and machinery for the investment;
> it provides a safe, speedy and convenient means of payment without the actual use of banknotes or coins;
> through the medium of the ForeignExchange Market it makes it possible to exchange one currency for another;
> it provides the organisation to finance, transport and insure foodstuffs and raw materials on their way from producer to consumer.
 Depois, mais próximo de nós, veio a globalização, o incremento dos "offshores", a digitalização, o saltitar do dinheiro de conta para conta. A "City" é uma praça financeira fort
íssima, ainda.

Dizem alguns que as economias são relativamente robustas se se fizerem as "coisas certas" isto é, política orçamental expansionista e desvalorização cambial.
Dizem alguns, também, que um Brexit sem acordo (como vai parecendo mais provável) pode ser coisa boa se for adequadamente usada a soberania reconquistada.

Com o sr Corbyn? Que agora parece defender novo referendo?
Para já, e de acordo com o que um amigo meu vivendo no UK me vai passando, várias empresas já passaram as sedes respectivas para a Irlanda e outras estão em via disso.
Pelo que se vê nos OCS, a indústria automóvel baseada no UK parece estar a debandar ou em vias disso. Serão milhares de desempregados directos e  outros largos milhares indirectos.

Hard or soft Brexit?
Não sei. 
O que me parece é que a espuma dos dias e o que nos é entregue pelos OCS nacionais e internacionais é capaz de ter pouco a ver com certas realidades, nuas e cruas, a viver-se já no dia a dia das pessoas no Reino Unido.
Aguardemos.
AC

Sem comentários:

Enviar um comentário