Como muitos, que cumpriram com o seu dever independentemente de terem ou não uma posição clara quanto ao que se passava no país, conheci este oficial general do Exército.
Foi na Guiné.
Em Bissau, enquanto eu cumpria comissão de serviço, de 21 meses, calhando-me enfiado num navio, onde servi como oficial imediato e tendo como comandante um homem a quem devoto muito amizade e que não vejo há anos e, presumo, continuará por Angola e espero que esteja bem.
Cruzei-me com Almeida Bruno, então Major e um dos de maior confiança de António de Spínola naquela altura, em ocasiões diversas, informais, em Bissau, mas uma vez em casa de um coronel do Exército que eu visitava com alguma frequência sempre que o navio estava por uns dias em Bissau. Dessa vez ouve alguma conversa pela noite dentro.
Mas estive com Almeida Bruno numa ocasião com contornos especiais e com algo de caricato.
Dito de outra forma, ele chegou ao navio onde o comandante e eu com ele convivemos algum tempo, pois tinha vindo de uma operação especial que muita mossa fez ao PAIGC.
Foi no Norte, estávamos no rio Cacheu.
Ele e outros vinham estoirados e recordo, como se fosse hoje, um dos desabafos dele - tenho os pés todos f......
Passaram anos/décadas sem nunca mais o encontrar.
Até Cascais, na messe da Marinha, talvez há cerca de 5 ou 6 anos, ia almoçar com outros, e denotava muito o peso dos anos.
Não se lembrava de mim e de outros que comigo estavam, e o tinham igualmente conhecido. R. I. P.
AC

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