Como de costume vários a fazer prova de vida na bolha.
Até já o inarrável Nóvoa vem falar de retrocessos.
Pessoalmente estou completamente farto de ouvir (e faço os possíveis por quase não ver TV) este Nóvoa, Cavaco Silva, Augusto Santos Silva, António Costa, Núncio, Mortágua, Real, Ventura, o inarrável MRPP Durão Barroso, Santana Lopes, e dinossauros repelentes que não gostam das linhas vermelhas de Montenegro.
E completamente farto estou de tantos outros de ideologia variada mas, sobretudo, de uma descarada ausência de vergonha na cara, TODOS.
É obviamente verdade o que refere PNS quanto a direitos, porque de facto nada é eternamente garantido. Na vida a única coisa garantida é a morte, por velhice, doença, guerra, acidente.
É obviamente verdade o que refere PNS quanto a direitos, porque de facto nada é eternamente garantido. Na vida a única coisa garantida é a morte, por velhice, doença, guerra, acidente.
Mas, começando por ele, nada me garante que se vier o PS a ganhar as eleições e, posteriormente, PNS ser convidado a formar governo, nada me garante que este Betinho neto de sapateiro se venha a comportar diferentemente do que evidenciou às claras durante anos, para já não falar do muito que não sabemos.
Vem isto a propósito do anúncio do documento que por aí está, já assinado pelos do costume, os da bolha.
Assinado por muitos daqueles que, felizmente para eles e elas vivem fora da Lapa, Sintra, Cascais e Estoril, e fora de tantas outras localidades similares do Portugal Continental, tudo zonas de grande insegurança, ambiente difícil, alguma criminalidade.
Preocupam-se essas superiores criaturas com a possibilidade de mudança de rumo conseguida pelos governos dos últimos basicamente 9 anos, governos Costa, que garantiram avanços notáveis ao país como a excelente convivência cívica e paz social (????, se calhar já houve mais greves que de 2011 a 2015), paz social e acalmia que, infelizmente, não se vive naquelas supra indicadas, muito martirizadas localidades.
Como é público e notório, nunca mais depois de 2015 se sentiu austeridade. Nunca mais houve greves como antes de 2015.
Pessoalmente tenho muitas dúvidas sobre algumas propostas anunciadas por Montenegro. Mas daí a dizer que são um falhanço total. . . . é capaz de haver algum exagero.
Que desafios que o país enfrenta de há muito, foram resolvidos depois de 2015 sob a batuta de Costa?
Habitação? Saúde? Forças Armadas? Forças de segurança? Ordenamento territorial? Florestas? Justiça? Redução efectiva da dívida e não a história do rádio sobre o PIB? Reindustrialização do país? Portos? Barragens? Combate efectivo da corrupção e do crime de colarinho branco? Comunicação social? Construção naval? Impostos? Educação? Políticas de imigração? Diminuição da população pobre? Etc. Etc. Etc.
Por isso considero que, para me continuar a poder ver ao espelho, devo repetir-me:
Por isso considero que, para me continuar a poder ver ao espelho, devo repetir-me:
- estou cansado de ouvir gentalha como a que no início apontei,
- como também cansado estou de ouvir os que conhecem os bons restaurantes e os alojamentos caros e debitam conselhos amiúde,
- cansado dos que viajam constantemente de Falcon (também viajei uma vez, apanhei boleia, de Ponta Delgada para Lisboa),
- cansado dos que se vangloriam de não ser do partido e não terem cartão de militante do partido, embora não parem de saltar de empresa para empresa, de sinecura para sinecura exactamente arranjada pelo partido,
- cansado dos que têm muito mais exigências morais e cívicas e políticas que a média dos concidadãos como eu, nós pobres criaturas que não estamos ungidos como eles pela arrogância, pesporrência e superioridade moral,
- cansado dos que periodicamente assinam pomposos documentos dentro e para a bolha, sempre dentro da bolha.
Por tudo isto e por muito mais não me revejo em Pedro Nuno Santos, nem em Alexandra Leitão e outros, que lutam para que os filhos abram horizontes em escolas . . . . . . . privadas!
Não terão o meu voto.
O que está em causa nestas eleições, em Portugal, MAIS UMA VEZ, é ver se a decência desce sobre a política caseira. DESCERÁ?
DECÊNCIA! Até hoje não tem havido. Aguardemos.
António Cabral
António Cabral
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