terça-feira, 8 de julho de 2025

S E G U R A N Ç A

Seguro - ex secretário-geral do PS.

Seguro - candidato às eleições presidenciais de Janeiro de 2026.


Bom, Vamos ao que interessa.

Seguro - firme; preso; livre de cuidados e de riscos; certo; indubitável; garantido. 

Segurar - tornar seguro; firmar; conter; acautelar.

Segurança - acto ou efeito de segurar; confiança; tranquilidade de espírito; garantia; firmeza; certeza; amparo.

Segurança - de indivíduo, de colectividade, de instituição, de organização, de comunidade, de Estado.

Segurança - em termos latos, pode dizer-se /descrever-se, creio eu, como o estado de um "sujeito" que se estima não ameaçado por este ou aquele perigo, ou que pensa ter os meios necessários e suficientes para adequadamente responder, se se concretizar o perigo.

Será de recordar - . . . a declaração dos direitos do homem e do cidadão, integrada em 1793 na Constituição do Ano I (França) indicando a segurança dentro dos "droits naturels et imprescriptibles", e definição como "la protection accordée par la société à chacun de ses membres pour la conservation de sa personne, de ses droits et de ses propriétés". 

Portanto, garantir a vida e a liberdade de cada um, como já Rousseau defendia.
Assegurar a segurança de um grupo é, portanto, assegurar a segurança dos que o compõem.

A segurança de um Estado implica, a defesa concreta, do seu território, da sua população, da sua soberania. 

Significa manter relações com os outros Estados de igual para igual, numa postura política que afaste ameaças, e é aqui, também, que entra a diplomacia.

Em Portugal, no presente, e particularmente nos últimos anos surgem as considerações e declarações as mais díspares sobre segurança e criminalidade. E sobre a segurança do Estado. E sobre defesa nacional.

Temos agora a história dos 2%, ou dos 3,5 % ou dos 5 %, tudo martelado e financeiramente "enginheirado". Onde o povão entende que é para gastar com a "tropa".

Temos o inarrável Chega com os "seus números" quanto à imigração que, é indesmentível, tem sido descontrolada desde 2017.

Tivemos os governos de Costa e o de Montenegro e mais o inquilino em Belém a gritar sempre bem alto - Portugal é um dos países mais seguros do mundo

Mas quanto a rigor, responsabilidade, sentido do dever, sentido de Estado, tudo sempre relegado para o lixo. 

Sempre dentro da sua bolha, sempre dentro da sua insuportável superioridade moral e da sua ética republicana, preferem entreter-se com demagogia, mentiras e causas fracturantes. E a empurrar tudo com a barriga e, se necessário, esconder tudo varrendo para debaixo do tapete. Sempre assobiando para o ar.

Voltarei ao tema.

António Cabral (AC)

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