terça-feira, 16 de dezembro de 2025

Portugal, o país
- da economia do pastel de nata,

- da lei - aos amigos TUDO, para inimigos NADA, aos outros aplique-se a lei (faltou-lhe especificar que a lei seria sempre por ele criada com os seus), 

- da graxa, da cunha, do nepotismo, da informação privilegiada, 

- das eminências que por alturas das reuniões em Haia em 1991 a elas chegavam atrasadas por andarem às compras na Maison Bonneterie e agora debitam vacuidades sobre legislação, 

- com cada vez mais idosos e pensionistas e com cada vez menos trabalhadores, 

- da informação tendenciosa em vez de noticiosa, e opinativa em separado, 

- do faz de conta que (CRP, Art. 34º) a imprensa é realmente livre e não há concentração da titularidade dos meios de comunicação social, 

- do faz de conta que existe promoção para igualdade real entre os portugueses (CRP, alínea d) Art. 9º),

- do faz de conta (CRP, alínea e) Art. 9º) que se protege e valoriza o património cultural do povo português,

- do faz de conta que se incentiva a actividade empresarial e não a  proteção estatal, 

- do exibicionismo parolo e da promiscuidade negócios e política,

- da iniquidade fiscal,

- da crescente desigualdade entre portugueses,

- e da contínua falta de respeito pelas competências claramente estabelecidas na CRP para os titulares dos órgãos de soberania, e assim se passar o tempo com o folclore das interpretações e poderzinhos, 

é este Portugal que segundo algumas luminárias mais que patéticas
caminha para um futuro risonho. Será mesmo risonho? Bem gostava que fosse real.

Pessoalmente vejo caminhadas de exibicionismo, parolismo, incompetência, corrupção crescente, e uma vergonhosa ausência de sentido das responsabilidades e de sentido de Estado. 

Isto por parte da maioria dos sucessivos deputados, da maioria dos dirigentes dos partidos políticos, dos sucessivos governos e dos sucessivos PR.

Oxalá eu esteja redondamente enganado. 
António Cabral (AC)

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