BOAS PRÁTICAS E TRANSPARÊNCIA
Um sempre muito bem informado amigo acaba de me telefonar e entre as várias coisas conversadas disse-me (como eu muitas vezes digo também ) isto não parece ter conserto.Disse-me por exemplo que o Banco de Portugal terá feito um contracto por ajuste directo com uma das maiores empresas de advocacia instaladas em Portugal, a conhecida espanhola Cuatrecasas.
O valor do ajuste directo será bem superior a um milhão de Euros e que se desconhece o teor do contracto.
O valor do ajuste directo será bem superior a um milhão de Euros e que se desconhece o teor do contracto.
Desse modo, fica-se a não se saber se o que o Banco de Portugal argumenta para justificar o ajuste directo é verdadeiro isto é, se corresponde ao detalhado no contracto.
A justificação verbal parece ser que apenas a Cuatrecasas tem habilitações para os serviços/ apoios que o Banco de Portugal quer que lhe seja prestado.
A mim há décadas que nada me espanta.
Como nada me espanta que o assunto nada incomode os corredores e gabinetes e conversas no Palácio de Belém, e como noutros locais i.e., Palácio de S. Bento, Presidência do Conselho de Ministros, Ordem dos Advogados, ou os vários advogados que aparecem nas TV's a perorar sobre tudo e mais alguma coisa, incluindo futebolês.
E que órgãos de comunicação social afloram o assunto?
Eu escrevi - afloram - pois estou convencido que nada irão investigar.
O povão não quer saber disso, o que interessa é o futebolês e o calor e as praias.
AC