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sexta-feira, 26 de maio de 2023

DEFINIÇÃO  de  BANQUEIRO 

Para lá da definição clássica, erudita, há aquela mais curiosa e que reza  assim - "um banqueiro é um homem que te empresta um guarda-chuva quando faz Sol, e to tira quando chove."

Creio um pouco injusta esta definição.

Porque apesar do guarda-chuva que é emprestado estar todo esburacado, ainda assim dá uma certa proteção contra o Sol, assim ajudando a prevenir problemas de pele.

O banqueiro tira-o quando chove pois, estando muito esburacado, a molha é certa. Não vale portanto a pena estar a segurar nele à chuva e ao vento encarado que se fica.

Ao tirá-lo, o banqueiro demonstra solidariedade pois elimina o desnecessário e prejudicial esforço fisico no braço durante a intempérie.

AC

quinta-feira, 13 de novembro de 2014

O guarda-chuva e o RR (Rolls-Royce)

Existe pelo menos um modelo de RR que tem incorporado numa das portas um magnífico guarda-chuva.
Vem isto a propósito daquela marota definição de banqueiro - "o homem que te empresta um guarda-chuva quando faz Sol e to tira quando chove".
Uma grande injustiça, está definição.
Porque, apesar do gc emprestado estar bastante esburacado, ainda assim dá uma protecção residual contra o Sol,  ajudando a prevenir problemas de pele. Tirar-nos o dito gc quando chove é uma boa acção pois, chovendo e com vento, não só ficamos molhados na mesma como podemos arranjar um problema no braço ou no pulso com a força exercida para aguentar tão esburacado utensílio.
Já o banqueiro não tem grande problema com as intempéries ou o Sol, pois o seu gc enfiado na porta do RR não só é leve como tem o condutor para o ajudar a segurar o gc. Claro que, pequeno detalhe, para ter o sofisticado gc é requerido comprar o tal RR. Uma maçada.
Declaração de interesses: a meu ver, sociedade contemporânea, civilizada, desenvolvida, requer sistema bancário sólido, sem o qual a economia se ressente. Mas a mesma sociedade, se for civilizada, desenvolvida, e com políticas claras e concretas no sentido da gradual diminuição das injustiças e desigualdades entre os cidadãos, terá também um forte sistema de justiça e sistema regulatório que, com rapidez e eficácia, meta juízo nas cabeças dos que se tenham por donos disto tudo ou, se necessário, os meta a ver o Sol aos quadradinhos, poupando-os a terem que segurar um guarda-chuva. Como se constata neste desgraçado País.
Somos todos do mesmo barro, mas não da mesma fôrma. Mas devemos ser todos iguais perante a lei.
AC