Se tentaste fazer alguma coisa e falhaste, estás em bem melhor posição que aqueles que nada ou pouco tentam fazer e alterar e são bem sucedidos. O diálogo é a ponte que liga duas margens. Para o mal triunfar basta que a maioria se cale. E nada nem ninguém me fará abandonar o direito ao Pensamento e à Palavra. Nem ideias são delitos nem as opiniões são crimes. Obrigado por me visitar
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sábado, 30 de setembro de 2023
quarta-feira, 15 de março de 2023
QUEIJOS
Outro dia dei com isto e, para lá do que vejo nos lugares 8º e 43º, lembrei-me de uma tarde em Setembro de 1979, na aldeia, na propriedade de um primo direito da minha sogra, com quem eu tinha prolongadas e diversificadas conversas. Às vezes horas, em que ele me contava muitas histórias, de família e do seu passado profissional.
Engenheiro agrónomo, ele esteve décadas ligado à agricultura, ao vinho e ao azeite.
Nessa tarde de Setembro falou-me de um evento que ele realizara em 1977 se a memória não me falha.
Por razões profissionais, ele conhecia muita gente do "metier" designadamente em Espanha, França, Itália e Grécia. Tinha nesses países bons amigos naturalmente ligados ao mesmo negócio e profissão.
Um dia convidou vários amigos para virem em simultâneo passar uma semana de férias a Portugal, devendo trazer bons vinhos e queijos dos seus países. Ele organizaria logo no início dessas férias uma prova/ concurso de vinhos e queijos. E assim foi.
Ele arranjou pães diversos, enchidos dos bons, bons vinhos tintos rosés e brancos e espumantes todos nacionais.
Na sua quinta organizou-se a "festança".
Todos as garrafas de vinhos foram tapadas, por fora via-se apenas um número e a dizer tinto, branco, rosé ou espumante.
Quanto a queijos, fizeram coisa idêntica para não se detectar de imediato a origem.
Resultados das provas:
> o queijo da Serra da Estrela que ele arranjou ficou em 1º lugar.
> os nossos espumantes e vinhos brancos não tiveram classificação especial
> os tintos diversos ficaram sempre no podium, vários 2º e alguns 3º.
Se fosse hoje repetida a cena, os nossos brancos teriam de certeza lugares de honra.
Enquanto o Tó viveu sempre me considerou o seu favorito de entre os familiares jovens. Eu e ele fizemos várias mini patuscadas destas, abrindo preciosidades da adega dele.
E com bom pão e bons queijos, Estrela, Azeitão, Castelo Branco, Nisa, Soalheira, Portalegre, Alcains, Celorico da Beira.
E muitas horas de conversas, incluindo sobre livros, agricultura, e caça, e algumas vezes mexendo nas diferentes e diversas armas de que era detentor.
E olhar a adega? Um regalo.
Bons tempos.
António Cabral
sexta-feira, 28 de fevereiro de 2020
Q U E I J O S
Há queijos e queijos.
Há queijos para todos os gostos. Há queijos de ovelha, de cabra, de mistura, à ovelheira, à cabreira, mais curados, menos curados, picantes, mal cheirosos, etc.
No nosso País, no Continente e nos Açores, há queijos fantásticos.
No nosso País há pães fantásticos.
No nosso País há vinhos fantásticos.
Recordo-me que algures no início dos anos 90 do século passado, um primo direito da minha falecida sogra (engenheiro de formação, homem há muito ligado aos vinhos e aos azeites e ás instituições dessas áreas) resolveu convidar amigos (ligados a esses sectores) de França, de Itália, da Grécia e de Espanha, a passarem uns dias na sua quinta aqui perto da aldeia, e num dado dia fizeram uma prova tipo concurso, com vinhos nossos e desses países, com queijos nossos e de França e de Itália, condimentando a "coisa" com enchidos e pães nacionais de proveniência diversa.
Naturalmente, aos vinhos taparam-se os rótulos, e cada garrafa ficou com um algarismo. Aos queijos fez-se coisa idêntica para não poderem ser facilmente identificados.
Foi uma tarde estupenda e animada.
Já não recordo com rigor as classificações mas lembro que nas diferentes categorias de vinhos e de queijos, tivemos alguns primeiros lugares e vários 2ºs e 3ºs.
Vem tudo isto a propósito de queijos, que procuro não comer em excesso, mas como ando imensas vezes pelas Beiras como por inúmeros outros locais do Continente, quer vinhos quer queijos são sempre uma tentação. Tentação às refeições, em restaurantes ou aqui em casa na aldeia. Tentação nas voltas e compras aqui e acolá.
Queijos compram-se em muito lado.
Aqui na zona, "elas" estão tão perto, olho a Gardunha e a Estrela.
À sua volta existem muitos locais onde bem estoirar uns euros com iguarias.
Queijos bons, muito bons. Mas também há vinhos.
Mas voltando aos queijos, um local (entre muitos outros) onde garantidamente não se sai defraudado na zona da Estrela é no Museu do Pão junto a Seia. Uma loja com tentações infindas e que depois tem um restaurante em frente onde se come muito bem.
Outro local aqui da zona, é na Soalheira, onde os queijos fazem também sorrir de contentamento.
Aqui ainda mais perto, um óptimo sítio para queijos é este de que ilustro na fotografia a entrada da herdade, a queijaria Carvão, nos arredores da terra de Ramalho Eanes, Alcains.
Eles fazem subir um pouco o colesterol, mas........caramba, alguns queijos são de chorar por mais.
AC
Há queijos e queijos.
Há queijos para todos os gostos. Há queijos de ovelha, de cabra, de mistura, à ovelheira, à cabreira, mais curados, menos curados, picantes, mal cheirosos, etc.
No nosso País, no Continente e nos Açores, há queijos fantásticos.
No nosso País há pães fantásticos.
No nosso País há vinhos fantásticos.
Recordo-me que algures no início dos anos 90 do século passado, um primo direito da minha falecida sogra (engenheiro de formação, homem há muito ligado aos vinhos e aos azeites e ás instituições dessas áreas) resolveu convidar amigos (ligados a esses sectores) de França, de Itália, da Grécia e de Espanha, a passarem uns dias na sua quinta aqui perto da aldeia, e num dado dia fizeram uma prova tipo concurso, com vinhos nossos e desses países, com queijos nossos e de França e de Itália, condimentando a "coisa" com enchidos e pães nacionais de proveniência diversa.
Naturalmente, aos vinhos taparam-se os rótulos, e cada garrafa ficou com um algarismo. Aos queijos fez-se coisa idêntica para não poderem ser facilmente identificados.
Foi uma tarde estupenda e animada.
Já não recordo com rigor as classificações mas lembro que nas diferentes categorias de vinhos e de queijos, tivemos alguns primeiros lugares e vários 2ºs e 3ºs.
Vem tudo isto a propósito de queijos, que procuro não comer em excesso, mas como ando imensas vezes pelas Beiras como por inúmeros outros locais do Continente, quer vinhos quer queijos são sempre uma tentação. Tentação às refeições, em restaurantes ou aqui em casa na aldeia. Tentação nas voltas e compras aqui e acolá.
Queijos compram-se em muito lado.
Aqui na zona, "elas" estão tão perto, olho a Gardunha e a Estrela.
À sua volta existem muitos locais onde bem estoirar uns euros com iguarias.
Queijos bons, muito bons. Mas também há vinhos.
Mas voltando aos queijos, um local (entre muitos outros) onde garantidamente não se sai defraudado na zona da Estrela é no Museu do Pão junto a Seia. Uma loja com tentações infindas e que depois tem um restaurante em frente onde se come muito bem.
Outro local aqui da zona, é na Soalheira, onde os queijos fazem também sorrir de contentamento.
Aqui ainda mais perto, um óptimo sítio para queijos é este de que ilustro na fotografia a entrada da herdade, a queijaria Carvão, nos arredores da terra de Ramalho Eanes, Alcains.
Eles fazem subir um pouco o colesterol, mas........caramba, alguns queijos são de chorar por mais.
AC
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