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segunda-feira, 15 de abril de 2019

O PAÍS ESTÁ PERIGOSO
(escreve João Gonçalves no JN, sublinhados meus)

Os estaleiros de Viana do Castelo produziram um navio de recreio. Costa e Siza Vieira, pelo Governo, e o presidente socialista da Câmara homónima - ex-agente funerário do PS aquando da assinatura dos protocolos que resolveram a questão - apareceram na festa de apresentação do barco vestidos a rigor e despidos de qualquer sombra de vergonha na cara. O cantor (???) Abrunhosa e Carla Bruni embelezaram o acto com cantorias. A Bruni não sabia, nem tinha de saber, que estava rodeada de farsantes, a começar pelo colega músico que, poucos anos antes do evento, dera a "voz" por um ridículo "salvem os estaleiros" no preciso momento em que o então ministro da Defesa, José Pedro Aguiar Branco, os salvava sem espectáculos políticos bafientos e degradantes. Tudo foi feito e exibido como se os farsantes presentes tivessem sido os recuperadores da dignidade económica dos estaleiros, e não uns meros parasitas circunstanciais de iniciativas alheias. Nem uma palavra, claro, para o Governo de Passos Coelho, nem um convite a Aguiar Branco e, para culminar, a maioria de Esquerda parlamentar ainda chumbou um voto de congratulação pelo sucesso dos estaleiros proposto pelo PSD.

Nada que espante. Uma legislatura assente na amoralidade política e na hipocrisia funcional não podia proceder de outra forma. A mesma maioria amoral, pela calada das votações, também aprovou um diploma para poder meter a pata na Casa do Douro. Querem transformá-la em associação pública de inscrição obrigatória dos lavradores, produtores e comerciantes, recuando a antes de 1756, altura em que foi criada a Companhia Geral da Agricultura dos Vinhos do Alto Douro sem participação da então Fazenda Real. Sem esta, ou seja, sem o Estado, a Região Demarcada contribuiu em quase 600 milhões de euros para a economia nacional, através das suas exportações, só no ano passado. Em 2014 - altura em que o Governo estatuiu a Casa como associação de direito privado, de inscrição voluntária e com gestão resultante de concurso - sobrava uma dívida de 160 milhões ao Estado. Nem ao Marquês de Pombal ocorreu um diploma sovietizado como o desta maioria, totalmente desconhecedor da situação económica da região, das suas capacidades e da sua evolução institucional, sobretudo entre este regime e o antecedente. Pacheco Pereira podia explicar-lhes, pois teve um ilustre avoengo do século XVIII na fundação da Companhia. Resta (???) Marcelo, o timorato, que já só pensa numa recandidatura albanesa que não hostilize o PS. O país está perigoso.
(O autor escreve segundo a antiga ortografia, jurista, membro do partido Aliança)
António Cabral (AC)

Comentário - concordo com tudo o que João Gonçalves escreve excepto quanto à última frase: o país está perigoso. 
NÃO, sempre esteve, agora está definitivamente muito pior.

domingo, 7 de abril de 2019

PODERÁ SER, DESCARAMENTO, DESFAÇATEZ, ETC
Nota prévia
> tenho em péssima conta Aguiar-Branco; 
> não sei se o processo de privatização dos estaleiros decorreu de forma legal, limpa, e com equidade; 
> não sei se os novos proprietários pagaram pelos estaleiros o que devia ter sido pago; 
> não sei se nos despedimentos dos trabalhadores que então existiam nos estaleiros foi escrupulosamente respeitada a legislação pertinente.
> tenho uma noção da fraca produtividade dos estaleiros antes da privatização, bastando por exemplo analisar o programa e penosas entregas de navios para a Marinha nacional;
> pelo que se vai vendo, não só me parece que a produção de navios para a Marinha nacional voltou a uma situação normal, como outros produtos vão saindo dos estaleiros.

Ver agora as fotografias (vestidinhos a preceito) do intrujão político - mor com a mulher, a pegar na miniatura do barquinho construído nos estaleiros em Viana do Castelo, ir ao arquivo relembrar as imagens de vários de há 6 e 7 anos, como o presidente da Câmara de Viana do Castelo e políticos de grande (??) renome que lá foram dar cobertura, entre outras coisas, ás palhaçadas de uns quantos nessa altura, e aos gritos de abaixo a privatização, só dá vontade de aqui escrever em bom e ordinário vernáculo o que esses de então e os de agora sorridentes e pouco habituados a vestir certas fatiotas (assim que podem colocam nas costas das cadeiras) são na realidade.
Mas a boçalidade, a falta de educação, a falta de vergonha na cara, o descaramento, a desfaçatez, a incoerência, e muitas outras coisas e adjectivação específica aplicável, ficam com essas criaturas. 
Basta mexerem-se e abrir a boca para se perceber bem o que são, verniz estalado à superfície, cheiro nauseabundo por baixo.
Há quem aprecie, eu desprezo gente desta.
Uns tristes, sempre à mesa do orçamento, eles e as famílias. 
Como vem dos governos passados, variando o grau de podridão.
AC

terça-feira, 23 de maio de 2017

CREIO, UMA BOA NOTÍCIA PARA O PAÍS
Pelo que li, mais ou menos em doze meses, está a flutuar a "carcassa" de mais um navio para a Marinha Portuguesa, que carente está de mais meios. 
Mais um patrulha oceânico, atracado já nos estaleiros em Viana do Castelo, e agora há que o "rechear", para poder partir para as missões no mar. 
Um MAR que este País tem, um MAR que nunca mais acaba. Aliás, se Deus quiser e as cobiças alheias não nos tramarem, viremos a ter, além do mar que já temos, uma enorme extensão da Plataforma Continental. Aguardemos.
AC