ESTRANGEIRISMOS
Classicamente, é costume apontar-se os seguintes estrangeirismos consagrados na nossa língua:
> provençalismos e galicismos muito antigos (até sec XIV)
> castelhanismos (sec XV a XVII)
> italianismos (sec XVI)
> galicismos (sec XVIII)
> anglicismos (sec XIX)
Pelo que se vai vendo por aí, designadamente nas TV embora não só, abundam outros "ismos", como os "broncogalicismos" do tipo, "Tá", "Teve", ou que ouvi casualmente na SIC durante o relato sobre uma tragédia ocorrida na praia da Ursa, "Alemãos".
Será que o nome URSA, influenciou?
AC
Se tentaste fazer alguma coisa e falhaste, estás em bem melhor posição que aqueles que nada ou pouco tentam fazer e alterar e são bem sucedidos. O diálogo é a ponte que liga duas margens. Para o mal triunfar basta que a maioria se cale. E nada nem ninguém me fará abandonar o direito ao Pensamento e à Palavra. Nem ideias são delitos nem as opiniões são crimes. Obrigado por me visitar
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segunda-feira, 19 de março de 2018
sábado, 11 de novembro de 2017
NÃO RESISTO
Também li a VISÃO e não tencionava escrever nada a propósito da Web Summit, evento certamente importante mas que, cumulativamente é na minha modesta opinião, um conjunto de coisas muito discutíveis apadrinhadas por parolos.
Só publiquei num post uma fotografia retirada dos media.
Só publiquei num post uma fotografia retirada dos media.
Mas, ao fazer a passagem periódica pelo que escrevem no seu blogue alguns que estimo e considero, não resisto a publicar, com a devida vénia, uma interessante e oportuna reflexão sobre estrangeirismos e concretamente sobre as start-ups, sendo que para essa reflexão o texto de Ricardo Araújo Pereira ajuda.
Muito me revejo nesta reflexão.
Muito me revejo nesta reflexão.
António Cabral (AC)
"Estrangeirismos
Reflexão de um reformado, antiquado e não filólogo.
Não aprecio, antes pelo contrário, que de há uns tempos para cá se venha utilizando de forma crescente, em particular nos meios de comunicação social mas não só, estrangeirismos absolutamente desnecessários na nossa língua materna. Não incluo evidentemente nesta constatação os termos novos, consequentes da evolução científica e tecnológica, para os quais não exista já na língua portuguesa vocábulo que exprima o conceito.
Interrogo-me sobre a razão de tal fenómeno: snobismo, manifestação de cultura (parola…), ignorância, preguiça mental ou qualquer outra?
Recentemente, entre essas pérolas vocabulares que por aí grassam, assentou arraiais o termo “start-ups”, que rapidamente se infiltrou na sociedade portuguesa de tal modo que não há bicho careto de empresário ou candidato a tal, moderno e atirado para a frente, que não o utilize.
Mas o que são as “start-ups”? Ora hoje clarifiquei ideias sobre o seu conteúdo, ao adoptar para consumo próprio a definição dada na última “Visão” pelo Ricardo Araújo Pereira que com a devida vénia não resisto a transcrever":
“… start-ups, que são empresas que abrem, recebem umas injecções de capital, consomem esse capital, e fecham. De vez em quando, uma destas empresas torna-se multimilionária e, em nome de um mundo novo e melhor, adopta todos os procedimentos das empresas multimilionárias do mundo velho e pior, como a tentação do monopolismo e aversão ao pagamento de impostos.”
"Estrangeirismos
Reflexão de um reformado, antiquado e não filólogo.
Não aprecio, antes pelo contrário, que de há uns tempos para cá se venha utilizando de forma crescente, em particular nos meios de comunicação social mas não só, estrangeirismos absolutamente desnecessários na nossa língua materna. Não incluo evidentemente nesta constatação os termos novos, consequentes da evolução científica e tecnológica, para os quais não exista já na língua portuguesa vocábulo que exprima o conceito.
Interrogo-me sobre a razão de tal fenómeno: snobismo, manifestação de cultura (parola…), ignorância, preguiça mental ou qualquer outra?
Recentemente, entre essas pérolas vocabulares que por aí grassam, assentou arraiais o termo “start-ups”, que rapidamente se infiltrou na sociedade portuguesa de tal modo que não há bicho careto de empresário ou candidato a tal, moderno e atirado para a frente, que não o utilize.
Mas o que são as “start-ups”? Ora hoje clarifiquei ideias sobre o seu conteúdo, ao adoptar para consumo próprio a definição dada na última “Visão” pelo Ricardo Araújo Pereira que com a devida vénia não resisto a transcrever":
“… start-ups, que são empresas que abrem, recebem umas injecções de capital, consomem esse capital, e fecham. De vez em quando, uma destas empresas torna-se multimilionária e, em nome de um mundo novo e melhor, adopta todos os procedimentos das empresas multimilionárias do mundo velho e pior, como a tentação do monopolismo e aversão ao pagamento de impostos.”
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