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quarta-feira, 27 de maio de 2026

O  GALO 
Este encima a torre de Lucano ou torre do Relógio. 

É uma réplica, bastante maior, do verdadeiro "Galo de Prata"
que é este, bem mais pequeno, e está guardado.
O "Galo de Prata" foi o prémio atribuído à aldeia vencedora do concurso de 1938 entre inúmeras aldeias do Portugal - "Concurso a Aldeia mais Portuguesa de Portugal". 

Ganhou a aldeia de Monsanto que na final venceu a aldeia de Paul. Há imensos escritos sobre esse tempo, esse concurso e, tanto quanto sei, Paul protestou. 

Não conheço os contornos exactos disso, mas pessoa já infelizmente falecida contou-me (baseado no que lhe referiram ascendentes) que a discórdia da atribuição de vencedora à aldeia de Monsanto teria a ver em parte ao facto de afirmarem que Monsanto era vila! 

Ora Monsanto sempre foi aldeia. Acontece que, por tradição, as pessoas dos lugares à volta do monte onde está a aldeia e no topo o castelo (Carroqueiro, Adingeiro, Lagar Martins, Torre, Eugénia (não é a do Galamba)) ainda hoje dizem - vou à vila, pois na aldeia de Monsanto estava a farmácia, os CTT, a junta de freguesia, médico, etc.

Do que se sabe, o dito concurso foi idealizado por António Ferro, o homem forte do então existente Secretariado de Propaganda Nacional (SPN), para ser realizado de dois em dois anos, e teria como  objectivos olhar ao estado de conservação da aldeia/ habitações etc., como também, tradições, cultura, genuinidade, actividades desenvolvidas na aldeia, arte popular, artesanato, folclore etc. 

Como apenas se realizou o primeiro concurso, Monsanto ficou ad eternum com o "carimbo" a aldeia mais portuguesa de Portugal, tendo recebido o galo em 1939.

Nos dias de hoje isso pode ser discutível e como neste assunto sou parte interessada, não discuto se é ou não.

Aos olhos de hoje, e sabendo-se  que esse concurso foi idealizado por um dos homens fortes de Salazar, é evidente que teve por base o que na época o Estado Novo ia construindo.

Mas se em Monsantocomo em muitas outras aldeias do país (todas de visitar), existem vários pontos de interesse turístico (o Baluarte à chegada à aldeia a que alguns chamam miradouro dos Canhões, Igreja Matriz de estilo românico do século XV/XVI, Cruzeiro de São Salvador, Chafariz da Fonte Nova, largo da Misericórdia ou do Pelourinho, Igreja da Misericórdia, capela de Santo António, Porta de Santo António, Torre de Lucano ou do relógio, Porta do Espírito Santo ou de São Sebastião, Capela do Espírito Santo, casa onde habitou Fernando Namora, a gruta que foi uma antiga furda, o forno comunitário, castelo, capela de São Miguel, capela de Santa Maria, capela de São Pedro de Vir-a-Corça e, depois, em volta do Monte caminhos/ rotas diversas onde sobressaem os Penedos Juntos, a Laje das 13 Tijelas, a Pedra Bolideira etc.) 

Monsanto tem uma coisa que é difícil de bater: tem uma natureza geológica, física, brutal, fascinante.

Não por acaso "ele" disse e escreveu em livro
Esta reprodução (e outras) está escrita na parede do restaurante "Petiscos e Granitos", infelizmente encerrado há dois anos por trágico problema de saúde que atingiu o dono e principal cozinheiro.

António Cabral (AC)

sexta-feira, 1 de maio de 2026

GALO de PRATA


Este o prémio 
que em 1938 a aldeia ganhou no concurso - "A aldeia mais portuguesa".

Concurso que o Estado Novo nunca mais repetiu.

Nesta fotografia, a jovem senhora da aldeia que durante anos o
transportou em ocasiões festivas. No topo da Torre de Lucano mais conhecida por Torre do Relógio está uma reprodução do galo, bem maior, em chapa. 

AC

quarta-feira, 19 de julho de 2023

sexta-feira, 23 de junho de 2023

O  GALO
Este encima a torre de Lucano ou torre do Relógio. 
É uma réplica, bastante maior, do verdadeiro "Galo de Prata"
que é este, bem mais pequeno, e está guardado.
O "Galo de Prata" era o prémio a atribuir à aldeia vencedora do concurso de 1938 entre inúmeras aldeias do Portugal - "Concurso a Aldeia mais Portuguesa de Portugal". 
Ganhou a aldeia de Monsanto que na final venceu a aldeia de Paul. Há imensos escritos sobre esse tempo, esse concurso e, tanto quanto sei, Paul protestou. Não conheço os contornos exactos disso, mas pessoa já infelizmente falecida contou-me (baseado no que lhe referiram ascendentes) que a discórdia da atribuição de vencedora à aldeia de Monsanto teria a ver em parte ao facto de afirmarem que Monsanto era vila! Ora Monsanto sempre foi aldeia. Acontece que, por tradição, as pessoas dos lugares à volta do monte onde está a aldeia e no topo o castelo (Carroqueiro, Adingeiro, Lagar Martins, Torre, Eugénia (não é a do Galamba)) ainda hoje dizem - vou à vila, pois na aldeia de Monsanto estava a farmácia, os CTT, a junta de freguesia, médico, etc.

Do que se sabe, o dito concurso foi idealizado por António Ferro, o homem forte do então existente Secretariado de Propaganda Nacional (SPN), para ser realizado de dois em dois anos, e teria como  objectivos olhar ao estado de conservação da aldeia/ habitações etc., como também, tradições, cultura, genuinidade, actividades desenvolvidas na aldeia, arte popular, artesanato, folclore etc. Como apenas se realizou o primeiro concurso, Monsanto ficou ad eternum com o "carimbo" a aldeia mais portuguesa de Portugal, recebeu o galo em 1939.

Nos dias de hoje isso pode ser discutível e como neste assunto sou parte interessada, não discuto se é ou não.

Aos olhos de hoje, e sabendo-se  que esse concurso foi idealizado por um dos homens fortes de Salazar, é evidente que teve por base o que na época o Estado Novo ia construindo.

Mas se em Monsanto, como em muitas outras aldeias do país (todas de visitar), existem vários pontos de interesse turístico (o Baluarte à chegada à aldeia a que alguns chamam miradouro dos Canhões, Igreja Matriz de estilo românico do século XV/XVI, Cruzeiro de São Salvador, Chafariz da Fonte Nova, largo da Misericórdia ou do Pelourinho, Igreja da Misericórdia, capela de Santo António, Porta de Santo António, Torre de Lucano ou do relógio, Porta do Espírito Santo ou de São Sebastião, Capela do Espírito Santo, casa onde habitou Fernando Namora, a gruta que foi uma antiga furda, o forno comunitário, castelo, capela de São Miguel, capela de Santa Maria, capela de São Pedro de Vir-a-Corça e, depois, em volta do Monte caminhos/ rotas diversas onde sobressaem os Penedos Juntos, a Lake das 13 Tijelas, a Pedra Bolideira etc.) Monsanto tem uma coisa que é difícil de bater: tem uma natureza geológica, física, brutal, fascinante.
Não por acaso "ele" disse e escreveu em livro

António Cabral (AC)

quinta-feira, 22 de junho de 2023

ESTE  GALO  TEM  A  GOELA  ABERTA . . .
Mas não canta, mantém-se silencioso, porque está farto dos "galarotes" que por aí abundam, diariamente, a cacarejar vacuidades.
AC

domingo, 9 de outubro de 2022

HÁ  VARIAÇÕES  EM  DÓ e …. e .....

HÁ VARIAÇÕES EM ...... GALO!

O primeiro, em granito, por Raul Mendonça.
O segundo e terceiro, o verdadeiro, em prata, o prémio de 1938, fotografado em ocasiões diferentes.
O quarto, a réplica, de maiores dimensões, "empoleirado" na Torre de Lucano ou Torre do Relógio. 

Que saudades já, caramba!
António Cabral

quarta-feira, 11 de maio de 2022

O  GALO

Num concurso entre várias aldeias para atribuir o título de "aldeia mais portuguesa", em 1938 se a memória não me falha, ganhou a aldeia de Monsanto. O prémio, um galo de prata. O que se vê na fotografia em baixo e está guardado, aparecendo ao público em ocasiões festivas.
Uma réplica do galo, de dimensões bastante maiores, não é de prata, encima a Torre do Relógio.
AC

segunda-feira, 14 de janeiro de 2019

POR AÍ, ao luar
A fotografia, do ponto de vista técnico, ficou mázinha, por despiste/ culpa minha, mas ainda assim ficou curiosa.
AC