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segunda-feira, 16 de fevereiro de 2026

A  PROPÓSITO . . . . . 
A propósito de coisas da vida e de sempre.

Na vida, em todas as sociedades à superfície terrestre, há muita coisa que acontece no recato dos escritórios, no recato dos hotéis, no recato dos salões reservados, no recato das propriedades privadas, no recato de certas associações reservadas, no recato dos palácios, no recato das sumptuosas habitações de certos senhores, no recato das alcovas, etc.

Por isso é difícil provar que ocorreu isto e aquilo.
Por isso se passam anos e séculos e as coisas sucedem-se.
Por isso alguns, hoje, quando acusados de algo, não explicam o que sempre foram fazendo, por exemplo como facilitadores.

E a propósito do que sempre se passou, temos por exemplo o assédio. O assédio praticado por uns quantos mas, no presente, também, o assédio praticado por umas quantas. Deixemo-nos de fantasias, de exclusivos.
O assédio sexual.

Indo até ao início dos anos 50 do século passado, por exemplo na Beira-Baixa, praticou-se até aí, de vez em quando, sem ser a norma mas casos, o direito de pernada?

Vem nos livros que isso terá sido um costume particularmente em voga na idade média, porventura praticado durante muito mais tempo, porventura até tempos contemporâneos.
Terá sido praticado muitas vezes no âmbito da escravatura.
Supostas tradições.

O "direito de pernada" concederia ao senhor feudal o direito de ter relações sexuais com a noiva de um servo na véspera noite de núpcias.
É norma isso ser considerado mito, sem provas históricas, e certamente que não terá havido norma legal em país nenhum.

O que não invalida que fosse frequentemente praticado. UM ABUSO!

Claro que não se consegue provar que na Beira-Baixa (ou em qualquer outra área do mundo) como insinuo acima, até muito tarde, tenha havido casos de recurso ao direito de pernada: um "senhor" poderoso ter relações sexuais com uma jovem humilde na noite anterior ao seu casamento.  

Certamente casuístico, e obviamente um ABUSO repugnante, nunca um direito.

Mas lá está, recorrendo aos espanhóis - não acredito em bruxas mas que há . . . há - e a realidade é que havendo como havia grandes senhoriais, proprietários de quase toda a região (Beira-Baixa), portanto os empregadores maiores na altura, não custa a crer que por vezes o mito possa ter sido ocasionalmente convertido em realidade.

Lembrei-me disto não propriamente pelo que décadas atrás ouvi de anciãos, mas particularmente por causa de um artigo de João Miguel Tavares (JMT) publicado em 7 de Fevereiro do corrente no jornal Público.
Sobre assédio sexual e o partido Iniciativa Liberal (IL).

JMT começa o artigo com a pergunta; "porque é que a IL admitiu agora que teve queixas por assédio sexual, nenhuma contra Cotrim de Figueiredo, não fez essa declaração/ confissão antes da primeira volta da eleições presidenciais?"

JMT não dá a explicação para o atraso de quase 3 anos da confissão da IL mas não é preciso ter mais que o 4º ano de escolaridade para tirar a conclusão óbvia.

JMT termina o artigo afirmando - Uma omissão mentirosa, acompanhada de ameaça judicial. É muito feio

É uma educada e ligeira conclusão que acompanhou com - então a IL serve para quê?

Estamos no campo do costume: assédio sexual, mentira, opacidade, descarada ausência de vergonha na cara sempre da parte de quem mais pode.

Há dias, Margarida Davim escrevia na Visão - . . . "ele a mim nunca me fez nada", como se fosse preciso que o fizesse a todas para ser verdade que o fez a alguém" . . . 

Direito de pernada
Nunca houve, muito menos em Portugal, muito menos na Beira-Baixa.

Bom dia, bom início de semana.
Saúde e boa sorte

António Cabral (AC)

quinta-feira, 2 de abril de 2020

SEXO,  TABACO,  POSTURA, RESPEITO
Da minha vida de três anos em serviço nos EUA, 1998-2001, retive muitas "cenas", muitas histórias.
No departamento em que trabalhei, tive colegas de várias nacionalidades, a saber: Inglês, Norueguês, Espanhol, Alemão, Holandês, Canadiano (o Boss), Americano, Dinamarquês.
Sem querer ferir susceptibilidades/ nacionalidades, um deles era fumador inveterado, tinha de ir para fora dos gabinetes várias vezes, mas acontecia amiúde que acendia o cigarro ainda antes de sair completamente porta fora, o que irritava bastante um outro colega que tinha secretária ao lado da dele, pelo que decidiu um dia colocar o letreiro em baixo bem à vista no separador entre as duas secretárias. (letreiro que vi usado em muitos outros locais)
AC

segunda-feira, 13 de maio de 2019

FUMADORES e ORTODOXOS
Fumar faz mal. É sabido há muitos anos.
Não, não estou a fazer campanha pelo PAN.
Quando estive deslocado nos EUA, em serviço, a questão do fumo era uma das delicadas, tal como era usual colocar whiskey ou vinho tinto dentro de uma lata de coca-cola para não ofender os ortodoxos.
Voltando ao fumo, evidentemente que em todo o edifício onde durante 3 anos trabalhei era proibido fumar. 
Havia quem escapasse para os terraços mas sobretudo para as casotas de madeira no exterior exactamente concebidas para albergar os envergonhados fumadores.
Apesar de ser interdito fumar nos gabinetes, o meu colega Norueguês tinha o sinal em baixo, para irritar sobretudo o nosso colega espanhol, um dos mais nervosos quanto ao fumo.
Outros tempos, parece que foi outro dia, já de lá vim a 31 de Agosto de 2001. 
Costumo dizer, com humor negro, que o Osama esperou que eu saísse de lá.
AC

quinta-feira, 11 de abril de 2019

QUALIDADE da CONSTRUÇÃO CIVIL
Ainda temos muito que "andar" até que os prédios sejam construídos decentemente, e designadamente quando a isolamento acústico e térmico.
Naturalmente que, com a idade, as pessoas começam a dormir menos bem.
Mas se a qualidade fosse a exigível, e concretamente quanto a isolamento acústico das casas, o pobre do velhote vizinho de baixo não tinha que vir olear as molas do colchão do jovem casal.
É a vida, como dizia o outro pândego.
AC

sábado, 27 de outubro de 2018

POIS,........PODE ACONTECER.......
(já nem sei de onde retirei isto, mas convém ter presente......................)
É um bocado como as IMPRESSÕES, pode acontecer o aparentemente impossível, inesperado)
AC

domingo, 7 de outubro de 2018

FUTEBOL e JOGADORES de FUTEBOL
O futebol, um dos soporíferos/ analgésicos/ placebos/ sal da vida  da maioria dos portugueses é tido, como indústria, ou como entretenimento, ou como instrumento de vida sã, e por aí fora.
Não tenho conhecimentos para concordar, comentar, discordar.
Registo apenas que existem injeções diárias sobre futebol em todos os canais TV (que não vejo, não sigo), que pelo menos um dos jornais desportivos dizem ter uma das maiores tiragens.
Por boas razões mas a maioria das vezes por execráveis razões, o futebol, os dirigentes dos clubes, das instituições que dirigem o futebol, os árbitros, e os jogadores, estão sempre a aparecer nos media nacionais e internacionais. As contratações, os ordenados pornográficos, as férias, as transferências, os casamentos, o arrumar das botas, os prejuízos das SAD, os casos de polícia, etc.
Agora anda na boca do mundo o jogador Ronaldo.
Ora se o presidente Marcelo e o ministro dos ministros de nome Costa já teceram comentários sobre Ronaldo, antes que apareçam nos tablóides considerações sobre o mesmo tema saídos da boca santa do presidente da Assembleia da República, ou dos presidentes do Supremo Tribunal de Justiça, do Tribunal de Contas ou do Tribunal Constitucional, deixem-me também acabar estas linhas.
Recorrendo à terminologia Nortenha, estou convicto de que esta coisa de lidar com "fruta" tem muito que se lhe diga.
É que ainda por cima, cheira-me, rapaziada existirá que come fruta de todo o "género" e qualidade, esquecendo por exemplo, que comer figos verdes desarranja a barriga por vários dias.
Ronaldo é um santo, criminoso, ingénuo?
Não faço ideia, e por ele não ponho nada no cepo!
Aparecem por aí uns e umas artistas a condenarem-no violentamente, uma até começa a arenga classificando-o como o nosso Cristo. Haja pachorra.
Pessoalmente, dos jogos internacionais que tenho visto, tenho-o por um magnífico atleta, tenho a convicção que sempre trabalhou muito para conseguir o que conseguiu no plano desportivo.
Quanto à sua vida privada, como aliás em relação à vida privada da maioria dos futebolistas, juristas, políticos, titulares de orgãos de soberania, jornalistas masculinos e femininas, etc, nada ponho no cepo por eles. Certo, aparentemente, é a existência de videos de Ronaldo com raparigas em discotecas ou lá o que é, e designadamente com a que o acusa agora, 9 anos depois, já emocionalmente refeita, segundo se lê por aí.
Logo se verá o que acontece no plano da justiça, e se a justiça provar a culpabilidade de Ronaldo, que a pena seja bem pesada.
Não tenho a menor dúvida que haverá muita libertinagem nesse e em outros mundos. 
Não tenho a menor dúvida de que existirão muitas mulheres violentadas por esse mundo fora, coisa absolutamente deplorável, inaceitável, a combater.
Não decreto nem a santidade de Ronaldo nem a sua culpabilidade.
Mas, confesso, a propósito deste caso e de outros, continuo ainda intrigado por nunca ver noticiado alguma mulher a queixar-se de um pobre que eventual e alegadamente a tenha violado.
Continuo ainda também intrigado com aquela "atriz" que se queixa de ter sido violentada por um rapazola.
Continua a fazer-me espécie, também, aquela "glamorosa" atriz inglesa que, segundo dizem, um dia andou a dar conselhos sobre sexo anal.
Enfim, entre muitas outras, estas coisas também me intrigam um bocadinho.
Pronto, agora que já desabafei, aguardarei com interesse as declarações dos restantes titulares de orgãos de soberania sobre este caso do Ronaldo em Las Vegas. 
Como aguardarei com muito interesse e curiosidade o desfecho do caso Ronaldo versus a jovem de Las Vegas.
Presumo que a coisa se resolva de modo diferente da vertiginosa rapidez da justiça portuguesa.
AC