sábado, 2 de junho de 2018

30000 (só?), SEF, política nacional, governos?
Não há muito tempo ouvi no rádio do carro uma notícia relatando uma concentração de milhares em frente a SBento. 
Existirão no nosso País dezenas de milhares de pessoas estrangeiras, indocumentadas. Muitos, ao que parece, trabalhando. Ao que se ouviu no rádio, vários descontarão para a segurança social. Ainda do rádio, ouvi culpar este governo.
Não sei onde anda a realidade, a rigorosa.
O nº supra referido não me admira, cheira-me até estar muito por defeito. Muitos trabalharão, imagino, em condições nada dignas.
Descontam? O que lhes pagam? 
A máquina do Estado sabe disto tudo ou não?
Este governo é culpado? 
Naturalmente que terá culpas, tem de certeza, mas todos os anteriores de todas as cores também.
Porque os políticos nacionais especializaram-se, entre outras coisas, na grandiloquência, nas grandes tiradas, alguns vão até lá fora apoiar os "compagnons" mas depois, convenientemente, esquecem-se e disfarçam essas épocas.
É sabido que muitos dos que nos invadem são fugidos de desgraças nas suas terras de origem.
Mas, isso deve implicar que um Estado soberano não tenha regras, que não filtre estas invasões aparentemente pacíficas, investigue se, por exemplo, não chega também criminalidade?
E, independentemente das tragédias de outrem, enquanto sociedade, não temos o direito de controlar, mesmo de rejeitar? 
Por exemplo, "e Fazendo um suponhamos", entram 2000 especialistas em pavimentar ruas e auto-estradas. 
Precisamos de todos? De alguns? É a nossa sociedade que os deve reconverter? E os nosso desempregados, não deverão ter prioridade?
Os senhores governantes continuam a fingir que é melhor para muitos estar a receber subsídio de desemprego em vez de trabalhar, que muitas empresas se calhar abusam de vários dos que por aí andam aos tombos e aceitam portanto qualquer miséria, sendo mal tratados, e muito mais se passará, e os governantes nada fazem além de berrar na AR, de dar entrevistas ao DN e outros, empurrando tudo com a barriga gorda dos almocinhos e acusando sempre os antecessores.
Não admirará que estejamos, quase, a chegar ao culpado de tudo, o corneteiro de Afonso Henriques que, por ter sido decapitado na peleja, já não pôde tocar a " fim do saque". 
Saque que continua nos dias de hoje.
António Cabral (AC)

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