GUERRA, GUINÉ, BOLAMA, MEMÓRIAS
Esta fotografia, que vi num blogue que visito amiúde porque o preciso e a quem respeitosamente peço vénia pelo "roubo", recordou-me tempos idos.
Bolama era um sítio sempre agradável onde ir atracar o navio (eu cumpri 21 meses de comissão na Guiné como oficial imediato de um dos patrulhas que a Marinha lá tinha) para curtos períodos de descanso entre missões.
Bolama tinha onde se comer bem, era local de treino de forças, tinha um ambiente curioso.
Bolama, creio, foi sítio de concentração de parte das forças que depois intervieram na operação a Conakry em Novembro de 1970 salvo erro, operação onde entre outros resultados positivos se libertaram prisioneiros portugueses.
Operação que em grande parte acabou por em parte se saldar num fracasso pois as informações em que a força se baseou mostraram-se completamente desactualizadas, nem apanharam Sekou Touré, nem Migs, etc.
Bolama tinha uma particularidade no plano das marés e nas facilidades de atracação.
Os navios de maior deslocamento só podiam ficar atracados e amarrados directamente ao cais num período relativamente pequeno dada a pouca profundidade e grande amplitude de marés.
Mas conseguia-se ficar lá muito tempo desde que entre o navio e o cais ficasse uma lancha de desembarque média dado o seu fundo quase chato.
Diziam na altura certas más línguas que havia um navio que emitia bons relatórios de missão e inerente navegação . . . . sempre atracado em Bolama. Desconheço a realidade.
Em 28 de Julho próximo passam 51 anos desde que de lá vim.
Fui para lá a 29 Outubro de 1971.
Parece que foi outro dia!
AC
Sem comentários:
Enviar um comentário