Disse o então e ainda PM António Costa que nos 50 anos do 25 de Abril o problema da habitação estaria resolvido.
Não foram estas as palavras exatas, mas claríssimo o sentido e objectivo traçado. Falou, com a costumeira arrogância.
Certamente querendo convencer que oito anos foi de preparação da política habitacional e agora nos oito seguintes o PS cumpriria o plano, mas Marcelo não deixou.
É que nos 50 anos sobre o 25 Abril faltariam talvez. . . . 30 ou 40 casas!
Dizem alguns ligados às esquerdas,
Naturalmente todas as opiniões devem ser respeitadas, eu respeito, discordo de muitas, concordo com muitas outras.
que "a crise habitacional é o resultado de políticas da habitação equivocadas e de opções de política recentes que privilegiaram o corte desnecessariamente abrupto e acelerado do défice e da despesa pública, que induziram a retracção do investimento público e promoveram, em sua substituição, a especulação imobiliária e o turismo desenfreado".
Acrescentam, " é sobejamente sabido que em Portugal nunca existiu uma política de habitação capaz de garantir uma oferta pública capaz de resolver as necessidades habitacionais. Optou-se por transferir para as famílias esta responsabilidade. Tal opção foi decisivamente reforçada a partir da década de 1990, quando se enveredou por medidas de apoio ao crédito para a aquisição de casa própria, através da bonificação do crédito bancário e de concessão de benefícios de natureza fiscal. As famílias com maiores recursos puderam, então, aceder à habitação, endividando-se".
Naturalmente todas as opiniões devem ser respeitadas, eu respeito, discordo de muitas, concordo com muitas outras.
Creio que o que supra está em bold tem razão de ser.
Parece-me evidente mesmo sem ser especialista em políticas sociais ou urbanismo ou engenheiro ou autarca, que as crises financeiras e os períodos de contração económica dificultaram imenso a política de habitação.
Alguns referem que a retracção da compra de casa própria não foi acompanhada pela expansão do arrendamento.
Parece-me evidente mesmo sem ser especialista em políticas sociais ou urbanismo ou engenheiro ou autarca, que as crises financeiras e os períodos de contração económica dificultaram imenso a política de habitação.
Alguns referem que a retracção da compra de casa própria não foi acompanhada pela expansão do arrendamento.
Porquê? NÃO HAVIA DINHEIRO, para construir para esse fim e mesmo para pagar rendas.
Depois, alguns argumentam com a Lei Cristas, argumentos eivados de uma boa dose de desonestidade intelectual e ausência de rigor quanto a datas e objectivos.
Quando se aponta a crítica ao mercado de luxo dirigido a uma procura internacional abastada, pessoalmente creio que há aqui muito que podia ser aprofundado.
Gostava de perceber porque se fala em termos genéricos e não se apontam indícios concretos.
Cascais e arredores, por exemplo, não era interessante perceber o nível de compras de endinheirados do Brasil e da Rússia?
Mas, creio não estar enganado se disser como outros que em boa parte muito é capturado por cidadãos estrangeiros com elevado poder económico e, se muitas críticas podem ser apontadas aos governos dos últimos anos e particularmente quem mais governou nos últimos 30 anos, penso que muitas autarquias poderiam ter feito muito mais. Penso que algumas quase nada ou nada fizeram.
Mas, creio não estar enganado se disser como outros que em boa parte muito é capturado por cidadãos estrangeiros com elevado poder económico e, se muitas críticas podem ser apontadas aos governos dos últimos anos e particularmente quem mais governou nos últimos 30 anos, penso que muitas autarquias poderiam ter feito muito mais. Penso que algumas quase nada ou nada fizeram.
Admito poder estar enganado.
AC
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