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domingo, 28 de setembro de 2025

Há, PORTUGUÊS, PORTINHOL, MIRANDÊS 

E há, também, quem pense que falar para o cidadão comum em Mandarim é a melhor solução.

Não é!

Parecendo-me que, como de costume, a esquerdalhada grita o mais que pode relativamente às medidas anunciadas sobre a questão habitação e rendas e mercado, medidas que muito provavelmente têm alguns méritos e, também, aspectos criticáveis, registo mais uma vez a falta de jeitinho para designarem certas coisas.

A que propósito chamar renda moderada ?

Registo a nova definição de renda moderada!

Tive um bom amigo que, durante a guerra na Guiné, algures em 1972 e face a certas decisões emanadas do então inarrável Comando da Defesa Marítima da Guiné teve, entre outras, esta exclamação - se fossem apanhar naquele sítio onde as galinhas põem o ovo!

É o que, no imediato, me ocorre face a este linguajar, face a esta imaginação, face a esta ideia de chamar rendas moderadas!

Aqui, na Tugolândia, quer governos, quer MP, especializaram-se em encontrar títulos PARVOS para assuntos e para processos! 

PARECE! Ou não?

AC

quinta-feira, 14 de março de 2024

HABITAÇÃO
Disse o então e ainda PM António Costa que nos 50 anos do 25 de Abril o problema da habitação estaria resolvido. 
Não foram estas as palavras exatas, mas claríssimo o sentido e objectivo traçado. Falou, com a costumeira arrogância.

Certamente querendo convencer que oito anos foi de preparação da política habitacional e agora nos oito seguintes o PS cumpriria o plano, mas Marcelo não deixou. 
É que nos 50 anos sobre o 25 Abril faltariam talvez. . . . 30 ou 40 casas!

Dizem alguns ligados às esquerdas, 
que "a crise habitacional é o resultado de políticas da habitação equivocadas e de opções de política recentes que privilegiaram o corte desnecessariamente abrupto e acelerado do défice e da despesa pública, que induziram a retracção do investimento público e promoveram, em sua substituição, a especulação imobiliária e o turismo desenfreado". 

Acrescentam, " é sobejamente sabido que em Portugal nunca existiu uma política de habitação capaz de garantir uma oferta pública capaz de resolver as necessidades habitacionais. Optou-se por transferir para as famílias esta responsabilidade. Tal opção foi decisivamente reforçada a partir da década de 1990, quando se enveredou por medidas de apoio ao crédito para a aquisição de casa própria, através da bonificação do crédito bancário e de concessão de benefícios de natureza fiscal. As famílias com maiores recursos puderam, então, aceder à habitação, endividando-se". 

Naturalmente todas as opiniões devem ser respeitadas, eu respeito, discordo de muitas, concordo com muitas outras.
Creio que o que supra está em bold tem razão de ser.

Parece-me evidente mesmo sem ser especialista em políticas sociais ou urbanismo ou engenheiro ou autarca, que as crises financeiras e os períodos de contração económica dificultaram imenso a política de habitação. 

Alguns referem que
 a retracção da compra de casa própria não foi acompanhada pela expansão do arrendamento. 
Porquê? NÃO HAVIA DINHEIRO, para construir para esse fim e mesmo para pagar rendas.

Depois, alguns argumentam com a Lei Cristas, argumentos eivados de uma boa dose de desonestidade intelectual e ausência de rigor quanto a datas e objectivos.

Quando se aponta a crítica ao mercado de luxo dirigido a uma procura internacional abastada, pessoalmente creio que há aqui muito que podia ser aprofundado. 

Gostava de perceber porque se fala em termos genéricos e não se apontam indícios concretos. 
Cascais e arredores, por exemplo, não era interessante perceber o nível  de compras de endinheirados do Brasil e da Rússia?

Mas, 
creio não estar enganado se disser como outros que em boa parte  muito é capturado por cidadãos estrangeiros com elevado poder económico e, se muitas críticas podem ser apontadas aos governos dos últimos anos e particularmente quem mais governou nos últimos 30 anos, penso que muitas autarquias poderiam ter feito muito mais. Penso que algumas quase nada ou nada fizeram. 
Admito poder estar enganado.
AC

segunda-feira, 4 de maio de 2020

COISAS como COVID Criam NEVOEIRO
Criam muito nevoeiro, desaparece de cena muita coisa.
É sabido que com o frenesim e as modas a abordagem por parte de OCS/ jornalistas à esmagadora maioria de temas em qualquer das sociedades na Terra fica-se as mais das vezes pela superficialidade quando não absolutamente desprezadas. 
Então se não "fraturarem".....
Quando surgem desgraças, como é o caso presente, a tendência aprimora-se, desaparecem de vista todas as carências, todas as dificuldades, etc.
Vem isto a propósito do que se passa no nosso formalmente chamado mundo de Paz, mas que é uma Paz que existe em poucos lados do planeta.
E vem isto a propósito de inexistentes, políticas de imigração, políticas de controlo de gente que aparece por cá por razões as mais diversas e em que muitas poderão não ser nada amistosas a prazo, políticas de integração, entre muitas outras coisas.
Vem isto a propósito de noticias, por exemplo da Alemanha, em que as autoridades por lá, aparentemente, mostram agora não estar nada confortáveis com rapaziada Hezbollah e quejandos.
Vem isto a propósito do que se tem passado na Europa desde há décadas como se fosse possível acreditar que a Europa encaixa toda a gente que cá chega por vias ilegais e legais, como se fosse possível continuar com este estado lamentável de campos  e "bidonvilles modernos". 
Por cá, alegremente, os autarcas parecem continuar a conviver bem com os "hostels" e com as pensões e com certos guetos, com os maravilhosos resultados que cada vez mais se observam.
Gritam "ninguém fica para trás", cantam amanhãs e loas mas, depois da retórica berrada...........no dia a dia............
AC