HOJE, 5ªFeira, MAIS PARECIA 6ª Feira 13
Um tempo horroroso, sair de casa, de manhã muito cedo com grande antecipação, para conseguir chegar a horas à consulta em Lisboa.
Um tempo horroroso, sair de casa, de manhã muito cedo com grande antecipação, para conseguir chegar a horas à consulta em Lisboa.
Um trânsito deplorável.
Caótico.
Ponte Vasco da Gama, horrível, faixa da direita cortada em quase todo o percurso.
Saída da ponte na 1ª saída à direita, para ir por aí fora até conseguir chegar à avenida João XX1.
UM CAOS.
Cheguei 15 minutos antes da hora marcada no dentista, eram 0945, depois de longo sofrimento como condutor.
Depois uma espera de 8 minutos, devia ser 1000 horas, começou 1008 horas, atraso tipo estabelecimento do SNS!
Depois, porque não podia adiar o que tinha de tratar na Rua do Arsenal, desci à Baixa Lisboeta.
Resolvi escolher como caminho, sair do parque de estacionamento na Avenida de Roma, e seguir pela Praça de Londres, subir até junto ao ISTécnico, descer para apanhar a avenida Almirante Reis, praça da Figueira, Rossio, rua do Ouro, descer até poder entrar no parque de estacionamento da rua Nova do Almada, para ir depois a pé até à rua do Arsenal.
Circular em Lisboa está cada vez mais caótico.
Na avenida Almirante Reis até ao Martim Moniz param de repente, alguns com outros sem fazer sinal, fica a faixa bloqueada.
os semáforos estão com uma temporização que a mim parecem um pouco estranhos.
Descida da avenida imensamente lenta, deu todo o tempo para ir observando os passeios de um lado e de outro.
Às tantas pensei se estaria na Índia, em África, no Bangladesh ou em Portugal.
Por exemplo, a dada altura, na zona dos Anjos, decidi fotografar.
Eram cerca das 1130 horas.
Fiquei com a noção exacta do que é a excelente política de inclusão defendida por certa gente que por aí anda.
Fiquei com a noção exacta do tipo de pessoas que tanta ajuda estão a dar, à economia nacional, à segurança social.
Tendas. . . . .
Alojamento claramente inferior aos das centenas dos apanhadores das amêijoas no Tejo que, segundo se diz, nos concelhos de Alcochete, Barreiro, Moita, Montijo, não vivem em tendas como as que se observam nas fotografias: vivem aos montes em casas (??) nos "cascos" velhos dessas localidades, ou em contendores em certas quintas fora de vista.
Uma 5ª Feira para esquecer.
E não estou a contar tudo por que passei hoje, até às 1430 horas.
Claro que há coisas bem piores, eu sei.
Mas apeteceu-me desabafar.
Mesmo sabendo que fui no meu carro, mesmo sabendo que ainda que com algum esforço financeiro pude pagar a conta da estomatologia, mesmo sabendo que estava bem melhor agasalhado que muitos concidadãos que vi na rua, mesmo sabendo que voltei a comer numa pastelaria eram 1150 horas, mesmo sabendo que poderia ter almoçado num restaurante em Lisboa mas quis regressar à residência fiscal.
Mesmo sabendo que sou um felizardo quando observo muitos dos meus concidadãos, a vida em Lisboa está deplorável.
Aparentemente os turistas adoram.
Mas também não me admira muito, observando o tipo de turistas que vi nas ruas da Baixa Lisboeta, ou no Rossio, ou nos Restauradores, ou na avenida de Roma, ou na Praça de Londres.
Melhores dias virão. Há que ter esperança.
Numa certa perspectiva o dia correu lindamente.
Cheguei bem a casa, onde almocei um pouco para o tarde, e andando nas ruas em Lisboa não deparei com nenhuma arruada dos políticos.
É precisa muita paciência democrática.
Tenho bastante, mas foram umas horas bem chatas.
António Cabral (AC)





Sem comentários:
Enviar um comentário