sábado, 9 de março de 2024

LIBERDADE
A revolta militar de 25 de Abril de 1974, rapidamente transformada em revolução dada a adesão popular, levou à consagração do nosso texto Constitucional e nele, a consagração constitucional da LIBERDADE.

Uma República baseada na dignidade da pessoa humana, na vontade popular, com respeito pelos princípios do Estado de Direito Democrático, Constitucionalmente obrigada defender a democracia política e a promover o bem-estar e a qualidade de vida dos portugueses.

Uma República em que o povo exerce o poder político através do sufrágio universal, directo, secreto e periódico, e em que os partidos políticos concorrem para a organização e para a expressão da vontade dos portugueses.

Uma República onde o domicílio e o sigilo de correspondência e outros meios são invioláveis, onde todos têm direito à liberdade de expressão, onde a liberdade de consciência religião ou culto é inviolável, onde os cidadãos têm direito de reunião e manifestação e liberdade de associação.

Amanhã vota-se para eleger uma nova Assembleia da República, e ao partido mais votado o PR pedirá para que indique um putativo PM, e a este será pedida a formação de novo governo.

Vamos ver como correm as coisas, que equilíbrio ou desequilíbrios resultarão do apuramento final do acto eleitoral.
Pessoalmente estou preocupado.

Que resposta darão amanhã os meus concidadãos?
Eu, apesar de estar de momento com poucas forças, só falharei o dever de ir votar se algo inesperado acontecesse. Espero que não.

O boletim de voto tem salvo erro 17 partidos, formalmente autorizados a tal serem pelo poderoso Tribunal Constitucional.

Há, portanto, formalmente, diversidade de escolha. 
Mas, convenhamos, no fundo no fundo trata-se de governabilidade ou, melhor, trata-se arranjar governabilidade e trata-se de ver se a decência por uma vez desce à política e se, de facto, vão pugnar pelo nosso bem-estar e qualidade de vida.

Até hoje estamos longe de situação confortável.
Aguardemos.
António Cabral (AC)

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