Não me canso de dizer, porque o pratico: respeito, SEMPRE, a opinião de outrem. Depois, umas vezes concordo, outras discordo.
Estas palavras por causa do dia de hoje, do futebol, o Sporting e o Benfica. FUTEBOLÊS.
E sobre o futebol tenho a noção de que estou, provavelmente, em minoria. Em oposição a uma grande parte dos meus concidadãos.
Digo-o pelo passado de décadas de futebol.
Digo-o por várias coisas que vejo, de que muito discordo.
Digo-o, também, olhando a exemplos familiares.
Nunca liguei ao futebol.
Ao longo dos anos fui duas vezes a um estádio de futebol.
Por mera casualidade, sempre a Alvalade.
A primeira vez, não recordo o ano nem o opositor do Sporting, por razões profissionais tive de acompanhar um estrangeiro importante que veio cá e era maluquinho de futebol.
Acompanhei-o ao velhinho estádio de futebol do Sporting, para ver um jogo que não recordo qual foi, mas era da Taça das Taças. Há décadas.
A segunda vez, ao actual Alvalade, em Agosto, talvez há 15 anos, fui para o lugar cativo do meu genro, pois o jogo calhava no dia de aniversário da mãe dele e tinha que ir ter com ela ao Algarve.
Perguntou se eu não queria ir. Fui.
Jurei nunca mais ir, Alvalade ou outro. mesmo bilhete oferecido.
O que vi, a claque, megafones, a berraria, sobretudo selvajaria, do pior dos humanos, e etc. Chegou-me.
Nos idos áureos tempos do Eusébio e o Benfica já tinha as duas taças Europeias, o meu avô materno tinha três tipos de frases quando lhe perguntava no final de cada Domingo como tinha corrido o jogo do Benfica.
* A mais usual - há lá equipa como esta (usualmente ganhava)
* Mais rara - coitados dos rapazes, tiveram tanto azar (das poucas vezes que empatava)
* Ainda mais rara - malandro do árbitro (quando raramente perdia)
O meu genro é um homem calmo, ferve pelo Sporting, mas nunca o vi exaltado. Conversa amenamente por exemplo, com o pai da minha nora, que é do Benfica, outros homem calmo. Ambos fervorosos adeptos dos respectivos clubes, mas serenos.
O meu cunhado mais velho (casado com a irmã mais velha a seguir á minha adorada cara metade) é Benfiquista, o do meio (médico reformado, irmão da minha adorada cara metade) também, e o mais novo também (casado com outra irmã). O mais novo e o mais velho são doentes, quase acamados.
Com o do meio pode conversar-se.
Os meus netos mais velhos, filhos da minha filha, são lagartos civilizados, vibram, mas são equilibrados.
Já um sobrinho meu, filho do meu cunhado mais velho, não é doente do Benfica, é mesmo acamado, à espera que chegue o padre para extrema unção!
Por estes familiares, pelo que leio, pelo que vejo há décadas, estou no lado oposto deles todos.
Por exemplo quando observo as discussões sobre os treinadores do Benfica, ou sobre Luís Filipe Vieira . . .
Ah, no Porto, tenho um primo médico que era um dos que tinha fotografias ao lado do Pinto da Costa. Também um doente!
Portugal é um país doente, a caminho de Estado exíguo, com vontade de ser Estado falhado.
O futebol, não sendo causa nº 1 ou nº 2 também muito tem ajudado.
É a minha opinião, naturalmente.
Admito, como sempre, estar a ver mal as coisas.
Mas, quando a propósito do futebol do dia de hoje, vejo pelas gordas que leio via NET, que estações de metro vão fechar antes do início dos jogos de futebol, que restaurantes e etc. também, o que querem que eu pense?
Que na sociedade portuguesa só uma pequena franja é de bandalhos, arruaceiros, energúmenos, com ausência de civismo e respeito pela propriedade e pelos outros?
A minha convicção é oposta: uma grande parte são uns selvagens. Como aliás se vê por todo o país, a propósito de tudo e mais alguma coisa.
O exemplo do apagão, as compras de supermercado, serve?
Veremos os estragos depois dos jogos, noite fora de Sábado para Domingo.
Sobre os selvagens que danificassem carros, monumentos, lojas, etc. etc. as forças de segurança deviam carregar sobre eles, com toda a violência.
Mas lá está, se calhar sou eu que estou a ver mal as coisas.
Admito.
Bom dia, tenham um bom Sábado, saúde e boa sorte.
António Cabral (AC)
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