Não é de agora mas, crescentemente, cada vez lhe dão mais tempo de antena, seja em intervalos na Assembleia da República, seja em conferências de imprensa convocadas pelo próprio, seja em sucessivas entrevistas nos canais de TV.
Naturalmente, é próprio do nosso regime e ainda bem, para todos sem excepção, liberdade de opinião, liberdade de pensamento, liberdade de expressão, etc.
A ninguém deve ser vedado que apresente as suas condições, opiniões, a defesa das suas causas.
Mas, democraticamente, devem combater-se com frontalidade as posturas, as causas, as demagogias, as mentiras, TUDO AQUILO que, claramente, afronte ou contrarie normas valores e princípios consagrados na nossa Constituição.
Mas creio que é obrigação de todos os jornalistas não se enxofrar com ordinarices, como as de Sócrates, com os seus "números" e falta de educação, e com as de vários outros, acometidos ou não de estranhos problemas de saúde.
Agora, choca-me pessoalmente verificar o espaço que legitimamente se dá a um político mas, por outro lado, verificar que as direções e as redações dos OCS não se deram ao "incómodo" de mandar cobrir decente e razoavelmente o velório e funeral de Garcia dos Santos. Tão só um homem que foi fundamental e decisivo na madrugada de 24 para 25 de Abril de 1974.
Dessa ausência que considero lastimável (opinião pessoal, naturalmente), devo legitimamente concluir que, premeditadamente, se está a contribuir para ver se rapidamente se esquece o dia celebrado por Sophia?
Será?
Estou a ser injusto com o jornalismo português?
António Cabral (AC)
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