sexta-feira, 11 de julho de 2025

ELOQUENTE
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"Vivemos num país que não consegue gastar o dinheiro que a Europa lhe dá porque não é capaz de cumprir a tempo todos os trâmites burocráticos que criou para os processos de atribuição. Que assiste, paralisado, ao sucessivo quebrar de recordes na subida dos preços das casas, enquanto continua a sufocar a construção de novos imóveis com toda a espécie de entidades, vistorias, licenciamentos, autorizações de câmaras, polícias, CCDRs, autoridades ambientais e arqueológicas, associações de moradores e abaixo-assinados em geral. Gostamos de culpar os políticos por isto – às vezes, especificamente o neoliberalismo (como se alguma vez esse cometa tivesse passado sequer ao largo das Berlengas). Mas, quando somos nós, sociedade civil, a criar, no século XXI, associações cujo fito é taxar fotocópias de partituras, estamos conversados quanto à origem do problema. Está-nos na massa dos ossos. Somos pequenos em dó menor.
Um dia destes, vamos a enterrar. E não vai haver dinheiro para pagar sequer a “Marcha Fúnebre” ao Chopin". (Alexandre Borges)

Eloquente exemplo de Estado alegremente a caminho de falhado. 

AC

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