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sexta-feira, 26 de junho de 2026

RESTAURAÇÃO   CASEIRA

Ainda que muito pouco refiro aqui a minha vida pessoal, e nunca nada como me dizem acontece nos Instagram, Facebook e etc. de que não tenho conta, de vez em quando dou conta de caminhadas aqui ou ali, de algumas passagens por certos locais, fotografias diversas, de culinária caseira.

Alguns poderão espantar-se com algumas referências aos meus petiscos, aos meus cozinhados. Alguns, legitimamente, poderão duvidar dos meus dotes culinários. 

Garanto que, sem ser um "chef", se um certo perito em gastronomia e  conhecedor de bons restaurantes em Portugal e lá fora e aqui a casa viesse jantar, estou certo que não deixaria de assinalar com gosto o tratamento recebido. 

Ok, prosápia, presunção e água benta etc., mas acreditem.

Nos meus quase dezasseis anos colocaram-me em frente a um fogão, vivíamos então no alto da Parede. E saiu bem, com as indicações e ajuda. Além de que as ervilhas  e ovos nessa altura não eram o que infelizmente são hoje.

Para serem preparadas, as ervilhas não precisavam de panela de pressão como hoje. As batatas eram bem mais saborosas. 

Os ovos apanhei-os no quintal, o chouriço era muito bom, os coentros e a salsa apanhados no quintal, as cebolas eram outra coisa. 

Adivinharam (já no passado creio que o confessei aqui), ovos com ervilhas e chouriço.

Para além de ter começado cedo, tenho algum jeito. Minha mãe cozinhava muito bem. Minha sogra ainda melhor e a filha ultrapassou-a. Ora cá em casa já se ouviu - oh mãe, cuidado, o pai está a passar-te em algumas coisas.

Em cima, dossiers meus com imensas receitas, alguns dos livros e exemplos breves de receitas de livros muito mas muito antigos. Na primeira foto, as duas lombadas escuras são de livros antiquíssimos: um da minha sogra, outro que ela herdou. 

Bom dia, boa 6ª Feira, bom início de fim de semana.
Saúde, o verdadeiro Euromilhões da vida.
Boa sorte, felicidades.

AC

domingo, 7 de junho de 2026

Republico texto com algum tempo

HABILIDADES  NA  COZINHA

Por razões várias mas, desde logo, porque a minha mãe me colocou a cozinhar aos 15 anos* (a poucas semanas de fazer 16 e para grande escândalo do meu avô materno, já antes escandalizado por fazermos nós a cama) e ao meu irmão como manhoso ajudante, desde cedo que me familiarizei com a cozinha, com os utensílios de cozinha, com receitas, com o preparar e confecionar refeições, pratos de peixe, de carne, entradas, doces, saladas variadas. E nas sopas não me saio nada mal mas é sector onde a minha mulher me bate sem sombra de dúvidas.

No resto e atrás referido, poucas são as coisas onde me superiorizo pois ela é uma excelente cozinheira. Mas em algumas ganho. 
Se já era batido até 1990, a partir daí e em boa parte em consequência da minha vida profissional, tornei-me bastante razoável como cozinheiro e pasteleiro.

Temos em casa excelentes livros de cozinha, alguns bem antigos e sobretudo muitas receitas muito antigas. Daquelas onde aparece - uma chávena disto, meia chávena daquilo - ou então e pior - um poucochinho de, mais um poucochinho de, etc.

Para além de há décadas o casal se ajeitar muito bem neste ambiente da casa, tivemos a felicidade de usufruir da experiência da velhinha Cecília que, infelizmente, há muito nos deixou.

E vem isto a propósito dela e de um utensílio de cozinha. A Cecília entre as inúmeras excelentes refeições que preparava, os seus pastéis de massa tenra recheados com carne variada eram das coisas mais fabulosas que comi na vida. E comi muitas vezes, e é receita a que periodicamente recorremos.

E aqui entra o tal utensílio, o rolo da massa. A Cecília usava em casa da minha sogra um muito antigo rolo de madeira. Nós também temos o clássico. Mas nos últimos anos tenho recorrido mais a este, pesadote, de boa marca, e muito prático e eficaz. Rolo da massa moderno, de que certamente a Cecília se riria e, provavelmente, se recusaria usar. Mas consigo estender a massa para os pasteis de forma fantástica, fica finíssima.


António Cabral
 (AC)

* Foi há muitas décadas que isso se passou. No tempo em que os vegetais e concretamente as ervilhas eram tenras, não precisavam de ser cozinhadas na panela de pressão como hoje fazemos. 

E a refeição foi ervilhas guisadas, cozinhadas num velhinho fogão a gás, num tacho banal, com a cebolada e o alho e o azeite e o sal e os coentros e a salsa, como a mãe indicara, e depois de cozinhadas e provadas, dois ovos inteiros lá para dentro. E foi o que almoçámos, enquanto os pais sairam depois de verificado que tínhamos almoço de facto.

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Mas muitos mais utensílios há cá por casa.

Com o cutelo antigo, um dos raladores mais recente, o velhinho separador de gema /clara, algumas das muitas facas, o medidor de quantidade de esparguete, etc. etc.

sexta-feira, 10 de abril de 2020

CULINÁRIA. LIVRO de RECEITAS
Livro de recitas antigas. Melhor dito, uma agenda de 1934, na qual estão escritas ou coladas imensas receitas antigas.
AC

sábado, 9 de março de 2019

COZINHAR   em  CASA
Para amigos ou só família, e sobretudo só para mim e minha mulher, os residentes deste magnifico restaurante privado.
Gosto imenso de cozinhar em casa. 
Tenho os meus dossiers com receitas, vários, que muito me serviram quando exilado no estrangeiro em comissões de serviço.
Cozinhei sempre para mim, só, intervalando co alguns fins de semana na restauração local, ou convidado para casa de companheiros também temporariamente exilados.
Tenho à mão receitas da minha idosa mãe.
E tenho também os magníficos livros de receitas da minha mulher, que os herdou da mãe, que por sua vez tinha muitas receitas de ascendentes velhinhos. Algumas coisas para aí com um século.
Gosto imenso de cozinhar.
Para alguns pratos, um dos condimentos / ingredientes é o vinho,  branco nuns casos, vinho tinto em outros.
Sobretudo para o tinto, não uso vinho corrente.
Uso mesmo vinho na comida, contrariamente ao indicado neste engraçado cartoon recebido de um amigo. 
Como razoável "chef" que me considero, enquanto cozinho petisco e bebo. Naturalmente.
Ah, isto é propaganda caseira eu sei, eu não vou ao programa da Cristina.
Não nos conhecemos, não sou chefe dela, e não preciso de fazer rolar as dívidas enganando o pagode e incautos que se deslumbram com as aparências. 
E dispenso amiguinhos intrujões.
AC