É engraçado observar as formas diferentes de defesa deste manhoso que nos desgraça.
Há os assanhados que, como os bichos que marram no vermelho, não conseguem com serenidade reconhecer/ confessar que aqui ou ali algo devia ter sido diferente e para melhor, regozijam-se apenas e sempre com o que é bem feito mas também com o que é mal feito.
Mas o que eu adoro mesmo é ver os cagões que só beberam do fino a vida toda, que também se julgam um bocadinho donos disto tudo, que têm cultura, que andaram por aí e lá por fora, e mostram aquela superioridade de salão como se não houvesse outrem que também conhece alguma coisa do mundo, dos hotéis, da cultura, dos restaurantes, das viagens, da política.
Sinecuras várias, conferências, conselhos de administração só de senhas de presença, apresentação de livros, e para dar a impressão de independência nunca pediram cartão do partido e, de vez em quando, até dão umas bicadas a parecer oposição.
Ah, e também há os cripto-convertidos, que do braço no ar passaram a gostar e muito de salões na Europa.
É sempre delicioso lê-los, mostrando a sua "bagagem", que indiscutivelmente têm e que aprecio, e de que lhes leio muita coisa com prazer.
É pena é escorregarem muitas vezes para aquelas opiniões vagas, meio sarcásticas em que, tudo espremido, fica a vaidade de salão da Lapa que permanentemente exalam, lugares comuns, e mais nada.
Fica-me aliás a sensação de que em parte o fazem porque lhes dá prazer observar quem os comenta, e ler com desprezo esses comentários, o desprezo dos "senhores" a olhar para a ralé. Pela minha parte lei-os com periodicidade, mas não os comento.
Esta minha opinião não refere os nomes, são vários, mas uns quantos muito fáceis de adivinhar.
AC
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