O meu neto que celebrou 7 anos em Março passado, não teve aulas na 3ª feira da semana passada. Mais uma vez!
O "famoso" (???) STOP fez com que isso acontecesse.
E então no campo dos serviços públicos brada aos céus.
Confesso que me espantou não terem convocado a coisa para uma 2ª Feira, ou uma 6ª Feira, como usualmente acontece. Adiante.
Adiante?
NÃO, vai não ter aulas outra vez nesta 6ª feira, 16 de Maio.
6ª FEIRA! Bom fim de semana, certo?
Já por diversas ocasiões abordei este tema, as greves.
O Constitucional direito à greve é indiscutível (opinião pessoal, naturalmente) mas, creio, requer alguma ponderação sobre o que vem sucedendo nos últimos 25 anos.
Desconsidero a patética verborreia recente de Pinto Luz.
Não me custa nada a admitir, MESMO NADA, que algum patronato, NÃO TODO, adoraria que não existisse esse direito constitucional.
Se isto corresponder a alguma realidade . . . cabecinhas muito DEPLORÁVEIS.
E não estou a falar disto porque Luís Montenegro palrou que se tem de alterar a lei da greve.
Falo nisto porque olho há anos para as greves que têm sido convocadas e cumpridas. E não tenho dúvida que quando é o PS que está no governo as greves são um pouco diferentes. Mais aligeiradas.
É malta de esquerda é a nossa malta, mas muitas vezes fazem políticas de direita!!
Não tenho dúvida alguma de que muitas greves são convocadas sobretudo com nítido perfil político: Greve porque sim, contra a direita que está no governo. E então agora perto de eleições . . . .
Vão-me ficando dúvidas se a convocação de muitas das greves se prendem exclusivamente com a genuína REPITO, GENUÍNA defesa dos legítimos interesses de trabalhadores.
Vão parecendo, crescentemente, quase só instrumentos de luta política.
E então no campo dos serviços públicos brada aos céus.
Depois venham falar de competitividade, de crescimento, de economia e desenvolvimento.
Não tenho certezas absolutas em praticamente nada na vida mas, no plano das funções do Estado, do que ao Estado cumpre assegurar aos cidadãos, tenho dúvidas se não se deveria ser mais rigoroso em certos aspectos da lei da greve.
Não tenho certezas absolutas em praticamente nada na vida mas, no plano das funções do Estado, do que ao Estado cumpre assegurar aos cidadãos, tenho dúvidas se não se deveria ser mais rigoroso em certos aspectos da lei da greve.
Passei de carro em certas zonas de Lisboa e vi o resultado da "concretização" de serviços mínimos. DEPLORÁVEL.
Neste aspecto particular, tenho a sensação que o grosso do cidadão comum está completamente desamparado.
No caso concreto da CP, a verificação de constantes atrasos, carruagens insuficientes, comboios a abarrotar, greves praticamente todos os meses, avarias constantes, etc., são certamente motivo mais que suficiente para se avaliar, SERIAMENTE,
- o que os sucessivos governos têm feito á CP e pela CP,
- a gestão da CP dos últimos 30 anos,
- e a lei da greve.
Como sempre, admito poder estar a ver mal as coisas.
AC
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