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quinta-feira, 12 de outubro de 2023

PLENO DIREITO  e  BIOLOGIA
Joana Amaral Dias, na sua página de Facebook, escreve o texto que  transcrevo em baixo, e coloco-o aqui tendo em conta que é uma Mulher que o escreve, uma Mulher e não outra coisa qualquer! Colorido bold é da minha responsabilidade.

"Um homem ganhou o concurso de Miss Portugal. 
Um homem disfarçado de mulher, ou mascarado, ou operado. Mas um homem
Alguém que nasceu com os cromossomas XY e que, por mais estética que aplique, por mais cirurgias a que se submeta, morrerá XY
Nunca, mas nunca, será uma mulher, uma XX. 
Um homem pode ser transgénero, pode querer aparentar ser mulher (ou mulher homo, homem tri, o que for), estando - enquanto adulto - no seu pleno direito, mas jamais será mulher
Não existem transexuais pela simples razão de que só existem dois sexos biológicos, genéticos e imutáveis.

O que também é extraordinário e perigoso nesta eleição de Miss é que os transgénero que fizeram a ablação do pénis são uma ínfima percentagem da população (0,2% ou 0,3%) e já vencem imensos concursos de beleza no ocidente. 
Puxa! Os homens são mesmo bons! São campeões! 
Melhores do que as mulheres em tudo, no desporto, na beleza, em todas as áreas, incluindo na área de ser mulher! Fantástico!
Um homem decide parecer mulher e, pouco depois, já aparenta ser uma mulher mais magnética, deslumbrante e perfeita do que qualquer mulher XX, que nasceu mulher, tem experiência como mulher toda a sua vida. 

Os homens conseguem ser melhores mulheres do que as próprias mulheres. São mesmo vencedores! Palmas
Ah, e, considerando a propaganda e publicidade constante e imersiva, pesando a lavagem cerebral em curso (que chega a negar o facto científico de que só existem dois sexos), é bem provável que a tal minúscula percentagem fermente rápido. Mesmo que a disforia de género seja uma perturbação psicológica/psiquiátrica rara.

Mas será só na beleza? Claro que não. No desporto tiram o pénis, e já está! Ei-los a derrotar implacavelmente as mulheres na natação, no ciclismo, nos pesos. Espetacular. Aguardem para breve novos recordes olímpicos femininos portugueses. Qual Patrícia Mamona, qual Telma Monteiro, qual Vanessa Fernandes, qual quê. Fernanda Ribeiro? Rosa Mota? Já foste. Não tarda nada e as mulheres acabarão acantonadas nos becos sem saída das nossas sociedades, emparedadas, reduzidas a restos porque os homens usurparam o seu lugar. Ficarão remetidas ao papel de prenhas e parideiras. Barrigas de aluguer de borla. Nem para relações sexuais servirão. E isto enquanto não chegam os úteros artificiais, claro. Depois, nem isso. Serão apagadas, silenciadas, enfiadas em alguma cozinha, porão ou cave.

E não venham com tentativas de silenciamento e exclusão, insultando quem isto denuncia de homofóbico, transfóbico, intolerante, anacrónico. Se a invasão dos homens nas esferas das mulheres e se o esbulho dos nossos talentos, méritos ou dons não é machismo, patriarcado, opressão, então o que será?!

Não se trata de discurso de ódio
Aliás, há mais ridicularização das mulheres por homens que se fazem passar por nós, apresentado-se em modo caricatura e cravejados de maneirismos e meneios disformes, do que em qualquer problematização desta agenda. 
Aliás, é evidente que martelar esta ideologia serve sobretudo para dividir e reinar. 
Eis os orgulhosamente anti-mulher. Orgulhosamente Sós. Só eles. Os neófitos orgulhosamente sós. Ao pé disto, qualquer ficção de Margaret Atwood parece um históriazinha. Para meninas."
António Cabral (AC)

quinta-feira, 14 de setembro de 2023

JOANA AMARAL DIAS (JAD)
Eis que, finalmente, o país discute o Conselho de Estado. Pena que seja pelas más razões. Pelos piores motivos. É que esta luta de galarós Belém/Bento pouco interessa aos portugueses, afogados nas prestações bancárias e na inflação.

Seria melhor que se preocupassem com o facto de ser uma Maçonaria ou uma Máfia, onde os seus membros gozam de múltiplos regimes de excepção e podem até não ter que responder à mão pesada da justiça. Tão pouco à sua cegueira. Sabia que estes conselheiros vivem acima da lei? Sobre isso, ninguém fala. Como aí todos vão ao pote, já guardam segredo e já não há fugas de informação. Mas já lá vamos.

Para já, diga-se em abono da verdade que Marcelo transformou esse órgão num arraial, convidando estrangeiros e outras atracções de circo, tornando-o num ringue para disputa de egos e poderios, por vezes quase num antro de alcoviteirice e calhandrice. Sobretudo, desde que começou o braço do ferro a reboque de galamba. Quanto mais impotente se sente, mais abusa.

Também é verdade que António Costa só se desagrada com a ruptura do sigilo nesse conclave quando lhe convém, e que tem zero capacidade de ouvir reparos, como já demonstrou, por exemplo, com o idoso que o criticou na rua. Que dois. Só se estraga uma casa - Portugal.

Mas vamos ao que importa: o Conselho de Estado é um fungo de tráfico de influências e deve extinguir-se. Já. Que importa a maledicência palaciana, os debates sobre a igualdade de género e etária na mais inútil instituição da República Portuguesa, ou mesmo as discussões fulanizadas sobre a dignidade de certa pessoa para pertencer ao clube?" Sepulte-se esta excrescência secular que só serve para distribuir prebendas e meter egos na engorda. Onde a suposta nata da nação fantasia com decisões colegiais, goza-se de regalias como livre trânsito; acesso a dados públicos; passaporte e cartão de cidadão especiais; porte de arma sem licença. Sabia? Inclusive, de uma imunidade absurda (mais ampla que a dos deputados), só exposta em 2011, quando uma petição apelou a Cavaco (então PR) para excluir Alberto João Jardim devido a dívidas ocultas de mil milhões (apenas saiu em 2015, só então perdendo essa prerrogativa que, durante anos, manteve-lhe suspensos vários processos graves). Este super poder é tipo carta do monopólio "livre da prisão": o membro suspeito apenas vai a tribunal quando deixar de ser conselheiro. Entretanto, é como se fosse impune e intocável. Uma cultura de privilégios babada pelas nossas elites párias e feudais, antagónica à democracia evoluída que tem a ética republicana, a transparência, a prestação de contas como pilares fundacionais.

Mas Marcelo, em vez de reconhecer este anquilosado tique luso, adicionou tralha. Inclusive declarou que a reserva seria apenas uma questão da consciência de cada elemento e não um estrito dever (já as actas permanecem restritas três décadas). Se o Presidente da Republica quer mesmo inovar e dar ares cosmopolitas, em vez destas afirmações ou em vez de tingir o órgão num escrutínio ao governo, pugne pela mudança constitucional e arrume com este jarrão oneroso de uma vez por todas.

Quanto a Costa, no que ao conselho de estado diz respeito, podiam seguir-lhe o exemplo. Afinal, se todos entrassem mudos e saíssem calados, por maioria de razão, depressa estado extinguir-se-ia. Silêncio. Que bênção.

Psicóloga clínica.

JAD escreveu este texto. 
Os sublinhados são da minha responsabilidade.
Apreciava o seu pai, mas não aprecio, nada, a jornalista JAD.
Mas creio que ela tem aqui pontos certeiros.
AC