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sábado, 2 de março de 2024

Ai  FRANCISCO . . . . .
O que foste dizer.
Vou esperar até este Domingo para ver o que vão começar a dizer de ti!
Papa Francisco falou numa conferência no Vaticano, intitulada “Homem e Mulher, Imagem de Deus”.
O Papa considerou esta sexta-feira que o pior perigo nos tempos atuais é a ideologia de género. De acordo com Francisco, esta anula as diferenças entre homens e mulheres.
“Gostaria de sublinhar uma coisa: é muito importante que se realize este encontro entre homens e mulheres, porque hoje o pior perigo é a ideologia de género, que anula as diferenças”, afirmou o Papa numa intervenção lida por um dos seus colaboradores na conferência no Vaticano, intitulada “Homem e Mulher, Imagem de Deus”.

AC

quinta-feira, 12 de outubro de 2023

PLENO DIREITO  e  BIOLOGIA
Joana Amaral Dias, na sua página de Facebook, escreve o texto que  transcrevo em baixo, e coloco-o aqui tendo em conta que é uma Mulher que o escreve, uma Mulher e não outra coisa qualquer! Colorido bold é da minha responsabilidade.

"Um homem ganhou o concurso de Miss Portugal. 
Um homem disfarçado de mulher, ou mascarado, ou operado. Mas um homem
Alguém que nasceu com os cromossomas XY e que, por mais estética que aplique, por mais cirurgias a que se submeta, morrerá XY
Nunca, mas nunca, será uma mulher, uma XX. 
Um homem pode ser transgénero, pode querer aparentar ser mulher (ou mulher homo, homem tri, o que for), estando - enquanto adulto - no seu pleno direito, mas jamais será mulher
Não existem transexuais pela simples razão de que só existem dois sexos biológicos, genéticos e imutáveis.

O que também é extraordinário e perigoso nesta eleição de Miss é que os transgénero que fizeram a ablação do pénis são uma ínfima percentagem da população (0,2% ou 0,3%) e já vencem imensos concursos de beleza no ocidente. 
Puxa! Os homens são mesmo bons! São campeões! 
Melhores do que as mulheres em tudo, no desporto, na beleza, em todas as áreas, incluindo na área de ser mulher! Fantástico!
Um homem decide parecer mulher e, pouco depois, já aparenta ser uma mulher mais magnética, deslumbrante e perfeita do que qualquer mulher XX, que nasceu mulher, tem experiência como mulher toda a sua vida. 

Os homens conseguem ser melhores mulheres do que as próprias mulheres. São mesmo vencedores! Palmas
Ah, e, considerando a propaganda e publicidade constante e imersiva, pesando a lavagem cerebral em curso (que chega a negar o facto científico de que só existem dois sexos), é bem provável que a tal minúscula percentagem fermente rápido. Mesmo que a disforia de género seja uma perturbação psicológica/psiquiátrica rara.

Mas será só na beleza? Claro que não. No desporto tiram o pénis, e já está! Ei-los a derrotar implacavelmente as mulheres na natação, no ciclismo, nos pesos. Espetacular. Aguardem para breve novos recordes olímpicos femininos portugueses. Qual Patrícia Mamona, qual Telma Monteiro, qual Vanessa Fernandes, qual quê. Fernanda Ribeiro? Rosa Mota? Já foste. Não tarda nada e as mulheres acabarão acantonadas nos becos sem saída das nossas sociedades, emparedadas, reduzidas a restos porque os homens usurparam o seu lugar. Ficarão remetidas ao papel de prenhas e parideiras. Barrigas de aluguer de borla. Nem para relações sexuais servirão. E isto enquanto não chegam os úteros artificiais, claro. Depois, nem isso. Serão apagadas, silenciadas, enfiadas em alguma cozinha, porão ou cave.

E não venham com tentativas de silenciamento e exclusão, insultando quem isto denuncia de homofóbico, transfóbico, intolerante, anacrónico. Se a invasão dos homens nas esferas das mulheres e se o esbulho dos nossos talentos, méritos ou dons não é machismo, patriarcado, opressão, então o que será?!

Não se trata de discurso de ódio
Aliás, há mais ridicularização das mulheres por homens que se fazem passar por nós, apresentado-se em modo caricatura e cravejados de maneirismos e meneios disformes, do que em qualquer problematização desta agenda. 
Aliás, é evidente que martelar esta ideologia serve sobretudo para dividir e reinar. 
Eis os orgulhosamente anti-mulher. Orgulhosamente Sós. Só eles. Os neófitos orgulhosamente sós. Ao pé disto, qualquer ficção de Margaret Atwood parece um históriazinha. Para meninas."
António Cabral (AC)

quarta-feira, 25 de abril de 2018

25 ABRIL
Retrato de Mulher

Algo de cereal e de campestre
Algo de simples em sua claridade
Algo sorri em sua austeridade
Sophia de Mello Breyner Andressen

AC

sexta-feira, 27 de outubro de 2017

MARIALVAS ? MACHISMO ? IGUALDADE de GÉNERO ?
Sol na eira e chuva no nabal ?
Nota prévia: não sou jurista, tenho opiniões e respeito as de outrem, mas as palavras sejam de quem for, e contrariamente ao que António Costa diz por exemplo do general Pina Monteiro e de outras pessoas, para mim não são sagradas. 
Ouvem-se, respeitam-se, concorda-se, ou discorda-se.
Como sempre acontece neste desgraçado País, a histeria, o politicamente correcto e as modas ocupam em frenesim as ondas nos OCS e nas famosas redes ditas sociais. 
É agora o caso, a propósito de mais uma deplorável violência doméstica apreciada em 2ª instância por um juiz da relação do Porto, e cujo acórdão faz furor e que, creio de facto, é mesmo muito discutível, para dizer o mínimo. 

Factos que me parecem corresponder à realidade nacional:
> existe violência doméstica em Portugal; um só caso que fosse seria inadmissível; existe sobretudo de homens sobre mulheres, mas já foram relatados nos OCS alguns casos de mulheres sobre homens; mais que violência, tem havido assassinatos;
> existe um processo na sociedade e ainda bem, muito lento, para que determinadas desigualdades entre homens e mulheres por exemplo, no acesso a certas profissões, ou ao nível de salários, se esbatam até que porventura um dia deixem de existir;
> as mulheres ao longo dos séculos mesmo no chamado mundo ocidental ou apontando só à Europa, EUA, Austrália, Nova Zelândia e Canadá, têm sido gradualmente mas muito lentamente menos desconsideradas, seja no âmbito familiar, direitos humanos, cívicos, religiosos, etc;
> a vida das mulheres, na Ásia, África, certas zonas das Américas Central e do Sul, havendo embora graduais excepções, continua a ser um drama se olhada à luz do que hoje, civilizados, nos guia;
> existe algum marialvismo?  sim;
> existem violadores, existem ordinários, existem grosseiros que não cedem o passo; existem pessoas, homens e mulheres também, que num transporte público cedem lugar a idosos e idosas ou grávidas, mas outros não o fazem, incluindo MULHERES, como já assisti.

As mulheres querem igualdade, e sou dos muitos certamente que concorda em absoluto. Não deve ser de outra maneira.
Caminhando para completar 7 décadas de vida, recordo como se fosse hoje, que a minha idosa mãe, 92, pôs-me aos 15 anos a fazer a cama e começou a ensinar-me a cozinhar coisas simples. O que me foi muito útil pela vida fora.
Hoje, perante a excelente cozinheira que é a minha mulher, ombreio com ela em todas as áreas da culinária e pastelaria/ doçaria, sendo que nas sopas ela leva vantagem.
 Isto para dizer que há certamente lugar à ponderação "árvore e floresta".
Quanto a bestas, há de facto muitas por aí, em todos os estratos sociais, mas creio abusivo considerar uma generalização brutal como vejo por aí fazer. 
Dá a sensação que é para ficarem no politicamente correcto, do lado certo da história só deles e delas.
Quando vejo escrito "machismo bera" fico incomodado, e creio que quem assim escreve ou fala se qualifica.
Tal como "machismo positivo" e outras expressões, como os "homens estão sempre a desvalorizar as mulheres". 
A "floresta" não será bem assim.

Eu pago a conta a quem convido, homem ou mulher, mas as contas devem ser repartidas, em igualdade de circunstâncias, se não houve convite expresso. 
Eu cedo o passo ás senhoras. Eu ofereço prendas, mas a minha mulher e muitas das nossas amigas o fazem também. 
A nossa infelizmente já falecida Cecília, entrada para a família aos 14 anos vinda da Beira-Baixa há muitas décadas ainda eu não tinha nascido, foi sempre família sem o ser de sangue, dormiu debaixo do mesmo tecto, comia á nossa mesa. E hoje esse exemplo está a ser repetido com outras pessoas.
Vejo que os meus netos, rapazes, estão a ser bem ensinados, e quando connosco estão alguns dias não notam grandes diferenças de comportamentos entre avós e pais.
 Por isso me parece haver precipitações e generalizações. Creio abusivas.
Mas é nisto em que estamos, na histeria e politicamente correcto.

A terminar, acerca da decisão do juiz da relação do Porto.
Diria, sempre presente a nota prévia, que me parece ser de considerar duas partes.
Um arrazoado de palavreado, com recurso a quase tudo e mais alguma coisa, e uma segunda parte que é a questão central da decisão, e aqui a parte talvez mais de técnica jurídica.
Em concreto, mais uma violência doméstica, ao que se lê com contornos vários incluindo infidelidade conjugal, e a pena decidida pelo juiz na segunda instância.
Do que fui lendo, e dentro daquilo que o sistema prevê e permite, a primeira decisão foi recorrida e o tal juiz do Porto continuou a manter que o homem agressor da mulher, podia ter pena suspensa.
Só entrando superficialmente na coisa, pois não sou jurista ainda que me fascine o direito e tenha presente alguns rudimentos que a carreira não me permitiu aprofundar e terminar, no mínimo ficam-me as maiores dúvidas sobre a necessidade e razoabilidade de conjecturas várias acerca do que se foi passando ao longo dos séculos na nossa sociedade e em outras, sobre o que padeceram as mulheres, e ainda hoje em muito lugar padecem. Portanto, para quê este argumentário, que objectivo?

A violência doméstica é crime face à lei e jurisprudência. 
Ponto final, parágrafo. 
Em linguagem básica, ter a cabeça enfeitada imagino que não seja coisa fácil de engolir. Mas acontece, a homens e mulheres, é crua realidade. 
Mas inaceitável que justifique violência sobre outrem, física ou psicológica. Ponto final, parágrafo.
A questão da decisão, além da indemnização, concretamente a pena suspensa, ela parece estar apoiada em estudiosos de direito, em jurisprudência, no âmbito da questão global da reabilitação. 
Pena suspensa diminui a população prisional, não complicando ainda mais o sistema e, claro, poupando muito dinheiro.
Em síntese, o histerismo e o politicamente correcto só abordam os deploráveis estupidez e argumentário, de rejeitar liminarmente. Pode, em tese, parecer que se compreende as atitudes de violência hoje totalmente inaceitáveis.
Mas há outra parte, não se discute a sentença confirmativa do juiz, no plano técnico jurídico. Tenho pena. 
Pessoalmente, as questões das penas suspensas são, para mim, tema muito importante, e que me deixam em certos casos com muitas dúvidas. 
Mas isso é uma questão de fundo e é outra história.
História que talvez se possa associar ao que deve ser entendido por falta disciplinar de um juiz, ou ao que o Tribunal Constitucional pode ou não apreciar.
Como digo, é outra história.
AC

Ps: esqueci-me de explicitar um pormenor, que me parece um POR MAIOR; é que o acórdão foi feito pelo tal juiz que parece ter atrás de si um historial "curioso" (!!??!) mas também por uma senhora juíza. Ninguém vasculha o perfil e curriculum da senhora? Interessante. 

quinta-feira, 23 de julho de 2015

Gravidez. Interrupção voluntária da gravidez (IVG).
É complicado formular juízos acerca de qualquer matéria ou assunto sem conhecer em profundidade todos os parâmetros relacionados.
É o meu caso acerca da gravidez, do aborto voluntário. Tenho dois filhos e dois netos.
Assisti a várias gravidezes, testemunhei o horror do sofrimento quando as coisas correram muito mal, infelizmente.
Não tenho, portanto, qualquer dúvida, de que uma mulher grávida passa automaticamente para a situação de ser frágil durante muitos meses e ás vezes até depois do nascimento da criança.
Por outro lado, a maioria das mulheres engravida dentro dos seus planos familiares, ás vezes lá vem um bebé fora de tempo (aquilo que usualmente se chama o quase neto), mas há certamente mulheres que engravidam em circunstâncias adversas da vida (desemprego, desavenças conjugais, etc) e infelizmente algumas porque foram brutalizadas.
Creio bem que a decisão de uma interrupção de gravidez deve estar em primeiro lugar na cabeça da mulher. E que uma IVG deve ser executada com os adequados apoios médicos.
E haverá certamente muitos casos em que a mulher terá poucos recursos para resolver a sua situação perante a decisão de uma IVG. Creio inaceitável que o sistema de saúde do País se possa alhear disto.
Mas isto dito, também se me afigura inaceitável que toda e qualquer situação de IVG fique isenta de alguma contribuição pecuniária.
Até por questões de equidade social, e apesar dos berros e histerismo de algumas criaturas que sempre se consideram superiores aos outros. Designadamente dentro da AR.
Porque convenhamos, se uma idosa de 90 anos, com a pensão de 392 euros e poucos cêntimos mais, está isenta de taxas moderadoras sempre que é ( e bem) atendida no SNS, querem-me convencer que todas as mulheres que até hoje foram fazer a IVG à borla no SNS, têm todas este tipo de recursos?
Vão fraturar para o diabo que as carregue.
Trate-se como não pode deixar de ser quem necessita e está em situação difícil na sua vida privada. Mas deixem-se de demagogias e de pouca vergonha.
AC