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terça-feira, 12 de maio de 2026

PAVÕES  e  PARDAIS
Há por aí tantos....que nos olham pesporrentes, e outros que nos viram as costas, porque para suas excelências (??) somos comuns, humildes.

AC

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2021

T E M P O

Não há, de facto, como o tempo, para tornar relativas certas coisas e certos juízos. Mas também se verifica, em certo tipo de gente, a arrogância e desonestidade intelectual imutáveis. Para nossa desgraça.

Até porque o tempo não é igual para todos, embora os relógios de todos indiquem o mesmo ritmo e a sua passagem.

AC

domingo, 26 de abril de 2020

O  DEPUTADO
Creio que ouvi bem na TV, ontem, que o deputado do CDS que botou discurso saiu do hemiciclo antes de começar a ser tocado o Hino Nacional.
Se corresponde exactamente à realidade, então não é preciso dizer mais nada, fica tudo esclarecido.
Repito, se foi exactamente assim, então, à esquerda e à direita, estamos a assistir a posturas bem lastimáveis.
Podem atazanar quem quiserem.
As pessoas decentes, não radicais, que nunca se vendem, que têm coluna vertebral e não cartilagem, que pensam pela sua cabeça, e que nunca foram "Maria vai com as outras", sabem dar valor ás coisas essenciais, sabem dar valor ao essencial que Abril representa, sabem o que são valores na vida, na sociedade, valores a preservar, sempre, independentemente do que pedantes carecas ou de cabelos brancos digam e escrevam.
AC

segunda-feira, 9 de dezembro de 2019

RECORDANDO
Um tolo (o comandante do fotografado) resolveu fazer uma curva com o barco junto à costa Norte da ilha do Faial, tal como se estivesse sentado num carro. Esqueceu-se do raio de giração, do vento e da ondulação, e do "escorregar".
Estampou-se nas rochas, naturalmente, rasgou o fundo do barco, e passou da fase "navegar" à fase "atracado aos rochedos" submersos, a partir de 9 de Dezembro de 2005.
Arranjou um trinta e um. Para ele, e para muitos.
E à conta deste acidente marítimo muitos portugueses e estrangeiros penaram meses e meses a fio.
Tenho um amigo que, por dever de ofício, esteve ininterruptamente na ilha do Faial de 10 de Dezembro de 2005 a 6 de Janeiro de 2006, lá celebrando o Natal e a passagem de ano juntamente com muitos mais que ali estavam também por dever de ofício.
Estar lá por dever de ofício, e estiverem, como lhes haviam ensinado, independentemente de tudo o mais, família distante, incomodidades, etc.
Um patetão em Lisboa ficou espantado por esse meu amigo não ter vindo para Lisboa para junto da família, para o Natal e para o bolo rei e rabanadas.
Com patetas assim não é por isso de espantar a progressiva degradação de certas instituições.
No dia 1 de Janeiro de 2006 o mar estava assim, calmo.
Mas até à sua remoção, em 20 de Setembro de 2006, quando o monstruoso rebocador Maersk Achiever finalmente o arrancou aos rochedos, a maior parte do tempo apanhou pancada grossa.
António Cabral