Se tentaste fazer alguma coisa e falhaste, estás em bem melhor posição que aqueles que nada ou pouco tentam fazer e alterar e são bem sucedidos. O diálogo é a ponte que liga duas margens. Para o mal triunfar basta que a maioria se cale. E nada nem ninguém me fará abandonar o direito ao Pensamento e à Palavra. Nem ideias são delitos nem as opiniões são crimes. Obrigado por me visitar
segunda-feira, 29 de junho de 2026
sexta-feira, 17 de dezembro de 2021
9 DEZEMBRO 2005 ⚓ 🔔
Este "parvalhão" deste navio, o "CP Valour" que parcialmente se mostra na fotografia, encalhou ao princípio da noite desse dia no Norte da ilha do Faial, numa altura em que o mar e o ar estavam mais do que frescos e agrestes, estavam bem Açoreanos, Atlânticos!
O tonto do comandante do navio imaginou-se provavelmente a pilotar um automóvel com raio de viração óptimo com o volante todo encostado à esquerda.
Esse verdadeiro incompetente esqueceu-se que estava era na ponte de um navio de tonelagem muito apreciável, vergastado por mar violento e impotente face ao vendaval/ ventania que estava. A volta que, imaginou, levá-lo-ia a ficar perto de terra e fundear protegido naquela baía do Norte da ilha, foi tão "fofinha" que o deixou em cima de rochedos, e por lá ficou até Setembro de 2006.
Foi um período muito curioso da minha vida. Foram meses e meses durante os quais pude confirmar várias coisas, como o profissionalismo de muitos militares e civis, que o trabalho de equipa quando competente e coesa dá frutos excelentes e cumpre a missão confiada, que as chefias quando dignas, competentes e de coluna vertebral inteira muito contribuem para bons desfechos, e como sempre na vida em todas as situações se tem de aturar imbecis criaturas. Alguns ainda por aí andam!
AC
quarta-feira, 1 de setembro de 2021
ACIDENTES MARÍTIMOS
Acidentes marítimos acontecem, mas este era só uma questão de tempo.Tenho uma curiosidade: os Srs. Eduardo Cabrita, António Costa e Marcelo Rebelo de Sousa já estarão a par deste acidente marítimo? Sim, refiro-me à célebre lancha da GNR, baptizada de ‘Bojador’, encalhada algures entre Carcavelos e a Parede.
A esta hora presumo que ainda alguém estará a ver que danos foram causados ao "novo brinquedo" da GNR.
Naturalmente, reconheço que é prematuro avançar com as causas da ocorrência, deverá ser instaurado o necessário inquérito para apuramento das causas e circunstâncias da situação em apreço.
Mas quase apostava que a tripulação da "barcoita" deve estar muito bem preparada, com os ensinamentos recebidos na Holanda e, presumo, que em Espanha, de modo a fazer inveja à Marinha.
E, apostava ainda, que a culpa do sucedido deve estar nas cartas hidrográficas e, claro, não tinha nada que haver por ali ROCHAS.
Por agora, e até ao praia-mar desta madrugada ficam a vigiar Carcavelos e a Parede! Ah, e devem estar a chamar cavalos marinhos para ajudar ao desencalhe.
AC
segunda-feira, 9 de dezembro de 2019
Um tolo (o comandante do fotografado) resolveu fazer uma curva com o barco junto à costa Norte da ilha do Faial, tal como se estivesse sentado num carro. Esqueceu-se do raio de giração, do vento e da ondulação, e do "escorregar".
Estampou-se nas rochas, naturalmente, rasgou o fundo do barco, e passou da fase "navegar" à fase "atracado aos rochedos" submersos, a partir de 9 de Dezembro de 2005.
Arranjou um trinta e um. Para ele, e para muitos.
E à conta deste acidente marítimo muitos portugueses e estrangeiros penaram meses e meses a fio.
Tenho um amigo que, por dever de ofício, esteve ininterruptamente na ilha do Faial de 10 de Dezembro de 2005 a 6 de Janeiro de 2006, lá celebrando o Natal e a passagem de ano juntamente com muitos mais que ali estavam também por dever de ofício.
Estar lá por dever de ofício, e estiverem, como lhes haviam ensinado, independentemente de tudo o mais, família distante, incomodidades, etc.
Um patetão em Lisboa ficou espantado por esse meu amigo não ter vindo para Lisboa para junto da família, para o Natal e para o bolo rei e rabanadas.
Com patetas assim não é por isso de espantar a progressiva degradação de certas instituições.
No dia 1 de Janeiro de 2006 o mar estava assim, calmo.
Mas até à sua remoção, em 20 de Setembro de 2006, quando o monstruoso rebocador Maersk Achiever finalmente o arrancou aos rochedos, a maior parte do tempo apanhou pancada grossa.
António Cabral
quarta-feira, 18 de abril de 2018
CARLOS CÉSAR
......."O presidente do PS e líder da bancada socialista, Carlos César, garantiu esta terça-feira à noite, na SIC Notícias, que a duplicação de apoios de deslocação aos deputados das ilhas é “legal” e “eticamente irrepreensível”.........
Visam diminuir a representação democrática?
Eticamente irrepreensível?
sábado, 17 de março de 2018
Entre outros foi o Tolan aqui há uns anos, o "Prestige" e outros sustos, sempre possibilidades de ocorrência de acidentes marítimos graves, sobretudo na vertente de derrames e consequente poluição. Em portos, barras, nas áreas sob jurisdição nacional.
Há poucos dias foi um navio espanhol que se enterrou nas areias perto do Bugio. Está no Beato, atracado, para averiguação quanto a danos, para o habilitar a prosseguir depois a viagem interrompida.
Nesta 6ª feira ouvi uma notícia na TSF dando conta de umas reclamações para que nos portos passem a existir meios potentes para acudir a eventuais tragédias marítimas. Este o essencial da notícia.
Como de costume, o bom senso, a racionalidade, sobretudo o conhecimento (???), a virem ao de cima, à boa maneira TUGA. Devem querer um rebocador como este "salvadego" que creio veio da zona de Gibraltar e arrancou finalmente o barco espanhol ás areias do Bugio.
Não sabem, aparentemente, o que se passa por esse mundo fora no âmbito deste complexo negócio que é o de salvamento de navios acidentados, o negócio ligado aos acidentes marítimos.
A fotografia supra mostra o CP Valour, dias após se ter estupidamente espatifado no Norte da ilha do Faial (9DEZ2005). Nada comparável ao que se passou agora no Bugio. Assunto que acompanhei durante meses. Eu e muitos outros.
O Valour foi uma chatice, uma enorme complicação; a "cena" só acabou perto do final de Setembro de 2006, depois de muito ser desmantelado no local, depois de retirados poluentes, retirados contentores, depois de muito trabalho, o qual permitiu que o destroçado navio fosse finalmente arrancado das rochas onde estava preso.
Entre muitas outras coisas, foi decisivo o puxão final do monstruoso rebocador "Maersk Achiever". O Valour foi rebocado para alto mar, mas apesar de muito remendado durante os meses, acabou por não resistir aos "ferimentos", foi metendo água, acabou por se afundar na tarde de 20 de Setembro de 2006.
O supra referido é apenas para indicar que continuo essencialmente um ignorante nestas matérias, mas tenho algumas noções acerca de acidentes marítimos, dos porquês de muitas das ocorrências, das dificuldades na resolução das tragédias marítimas, dos aspectos jurídicos envolvidos, da complexidade técnica e de algumas das empresas existentes a nível mundial habilitadas para realizar salvamentos desencalhes e retirada de cargas perigosas e cargas altamente poluentes.
Sendo portanto, apenas um curioso nestas áreas, ainda assim só posso fazer um pequeno e disfarçado sorriso quando ouço notícias como a desta 6ª Feira.
Devem querer um "Achiever" em Lisboa, Porto, Funchal, Ponta Delgada, Sines, Faro e...........talvez nas Berlengas!
Perdoai-lhes Senhor, que não sabem o que dizem.
AC
Ps: sobre este acidente marítimo, recebi mais tarde um excelente livro, que me foi oferecido por quem dirigiu com sucesso a retirada do navio daquela baía no Norte do Faial. Deixo a fotografia da capa.
quarta-feira, 7 de outubro de 2015
Vejo muito pouca televisão.
Alertado, fui usar a tecnologia para, andando para trás, ver na CMTV uma entrevista a Moita Flores, Rui Pereira e a um oficial representando a Marinha, a propósito da tragédia na Figueira da Foz.
Recomendo visionar.
Salvo melhor opinião, mais um exemplo do Portugal contemporâneo.
Atente-se nos considerandos, nos comentários, nas justificações, nos desejos.
AC


