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quarta-feira, 1 de maio de 2024

AINDA os 50
OS   DISCURSOS
O Inquilino em Belém fez por nos dar uma lição de história. 
Lembrou personalidades várias, creio que neste aspecto esteve bem. Ponto!

Oa representantes dos partidos com assento parlamentar discursaram.
Em alguns casos . . . . mas como sempre respeito as opiniões de outrem. Depois, discordo ou concordo.

Como sou Republicano não gasto tempo com monarquia!

Mais uma vez, não é novidade, houve palavras para todos os gostos e para todos os. . . . . desgostos!

Do Livre, BE, PCP e de certa forma também PS, assinalados os perigos que no entendimento deles se colocam cada vez mais no nosso presente. Alertas para populistas, populismo, saudosistas.

Não houve grande novidade, do meu ponto de vista naturalmente, mas  o populismo está aí bem vigoroso, infelizmente. 
Haverá alguns saudosistas, alguns bem estúpidos (opinião pessoal naturalmente) mas creio que é discurso que ou mudam alguma coisa ou continuarão a definhar em votos.

O discurso de Pedro Nuno Santos pareceu-me muito fraquinho.

Gostei bastante da maioria das palavras, do tom, da jovem deputada do PSD.

Gostei de partes do curioso discurso de Rui Tavares.

Gostei do tom calmo (afinal consegue) com que Mariana Mortágua falou.

Não apreciei nem o discurso nem o tom do IL Rocha.

Apreciei alguma partes do discurso do CDS, não gostei nada de outras.

Quanto ao deputado Ventura gostava de saber quantas horas esteve a preparar aquele improviso.
Adicionalmente, gostava de saber se endereçou agradecimento comovido ao professor doutor Marcelo pela ajuda recebida!
 
O Presidente da Assembleia da República fez um bom discurso. Notável o seu gesto a recordar que, AFINAL, houve algumas vítimas, fruto do desvario dos esbirros da polícia política repressiva.

Fez muito bem em privilegiar a moderação e as soluções concretas, fez bem em chamar à atenção dos porquês de tantos portugueses zangados, fez bem em lembrar que legitimamente todos queremos cada vez mais melhores condições de vida, fez bem em enfatizar que os problemas devem ser resolvidos e a resolução virá de uma boa governação.

E se tudo isto é verdade, opinião pessoal naturalmente, os desafios que se nos colocam são imensos, e todos e sobretudo a juventude temos de olhar para eles, e enfrentar os problemas.

Porque, efectivamente, o 25 de Abril de 1974 não é apenas um marco na nossa história, não pode ser apenas isso, a data marcante da nossa história, deve ser uma Revolução contínua, moderada.
António Cabral (AC)

segunda-feira, 29 de abril de 2024

AINDA os 50
Programa do Movimento das Forças Armadas (PMFA), 
e o Programa e Orgânica do Governo Provisório. 

O PMFA tinha, 
- medidas imediatas (exercício do poder pela JSN, extinção das estruturas repressivas, amnistia de presos políticos, controlar fuga de capitais, abolição da censura e exame prévio), 
- medidas a curto prazo (estrutura da JSN, governo civil provisório, definição de que o período transitório era até haver Constituição aprovada e edição de presidente da república e Assembleia da República e enumeração de responsabilidades do governo provisório a tem caberia lançar os fundamentos da nova vida na sociedade portuguesa), 
- e considerações finais (definindo a extinção da JSN logo após a Constituição e edição dos órgãos de soberania, restringir a acção das Forças Armadas à missão específica de defesa da soberania nacional)

A história subsequente mostrou que algumas coisas correram de forma bem diferente. 

Quanto ao governo provisório a Lei 203/74 estabeleceu as competências atribuídas, a orgânica desse governo e a organização do Estado.

António Cabral 

sexta-feira, 28 de abril de 2023

REPRODUZO  TEXTO  de  21/12/2021


COMEMORAÇÕES - 50 anos 25 ABRIL 1974

No dia 17 de Dezembro escrevi isto.

OLHA  OLHA………..INTERESSANTE…….
Do Expresso online - Divergência entre Eanes e Vasco Lourenço levam Marcelo ao comando das comemorações dos 50 anos de Abril. Ao contrário do que estava previsto, já não será Ramalho Eanes mas sim Marcelo Rebelo de Sousa a presidir à Comissão Nacional das Comemorações dos 50 anos do 25 de abril.

Não é, curioso, interessante, intrigante, …….patético talvez?
Porque terá sido? 
Como a transparência é aquele grande activo conhecido deste Portugalinho e, portanto, os cidadãos comuns não têm direito a saber o que se passa nas "altas esferas" (altas…. !?!?) será assim legítimo imaginar potenciais razões para o desaguisado que agora se vê anunciado no Expresso.
Eanes foi PR. Vasco sempre se manifesta como um donozinho disto.
Quando foi do 25 de Novembro de 1975 as coisas correram bem entre eles? Será resquícios dessa época? 
Bom, tenho mais que fazer do que perder tempo com esta coisinha.
AC
Acabei de ler agora o último Expresso, jornal completo. Li dois textos, página 13 e contra-capa do caderno primeiro, que abordam esta questão da estrutura das ditas comemorações e de certos senhores, a qual pode ou não, envolver cerejas em cima de bolos!
E lido o semanário vou então perder um "poucochinho" mais de tempo com isto, pois fez-me voltar, mais uma vez, ao que sempre tem acontecido em Portugal, e que neste período democrático infelizmente se mantém como marca de água deste regime, por acção de senhores que teimam em se considerar muito importantes e muito acima dos cidadãos comuns. Mais uma vez, com a desfaçatez de vários protagonistas, está à vista a transparência, um dos mais valiosos activos deste tão maltratado país.

E do que se lê no Expresso, o que é legítimo concluir?
> Que Eanes se fartou há seis meses (expressão minha) e Marcelo soube logo.
> Dos porquês da coisa, o povo ignaro não tem de saber.
> Ramalho Eanes e Vasco Lourenço não estão agora na tal estrutura para as ditas comemorações.
> Marcelo Rebelo de Sousa assumiu o comando da coisa.
> Os donozinhos disto quase tudo não farão de figurantes decorativos.
> Os dois militares deixam de estar na estrutura, mas contam sempre com eles, diz o Expresso, sem explicar se é a pensar já nos lugares protocolares onde se sentarão em tribunas etc.
> Vasco Lourenço já teve problemas com Eanes (só?) no passado! Oh! 

Por este tipo de coisas e outras, não é de admirar que os cidadãos comuns se cansem de certos protagonistas, e de certas coisas.
Há anos que não tenho paciência para certo tipo de criaturas, nem para este tipo de coisas, nem para esta "transparência" (!?!?) tão politiqueira que acaba por, devagar, minar o que devia estar sempre nos nossos corações, pelo ideal e pureza iniciais. 
Mas o ego de certas criaturas inchadas de soberba, e não só…………..
AC


Voltei a ler este meu texto, e volto a pública-lo,  depois de ver o Expresso de 21 de Abril de 2023.