TER-SE-ÃO INSPIRADO ONDE E EM QUÊ ?
Se tentaste fazer alguma coisa e falhaste, estás em bem melhor posição que aqueles que nada ou pouco tentam fazer e alterar e são bem sucedidos. O diálogo é a ponte que liga duas margens. Para o mal triunfar basta que a maioria se cale. E nada nem ninguém me fará abandonar o direito ao Pensamento e à Palavra. Nem ideias são delitos nem as opiniões são crimes. Obrigado por me visitar
quinta-feira, 30 de outubro de 2025
TER-SE-ÃO INSPIRADO ONDE E EM QUÊ ?
quarta-feira, 29 de outubro de 2025
PROPOSTA de OE 2026 e o PS
O PS deu abstenção na votação na generalidade.
Incoerentemente com o que diz sobre a proposta do governo, que é tudo mau (provavelmente muita coisa má, mesmo) o PS absteve-se na votação.
Porquê?
Simples.
Se votasse contra a proposta de OE 2026 chumbava.
A Assembleia da República não pode ser dissolvida agora e apenas seis meses depois do novo PR eleito.
Resultado? Gestão do país por duodécimos. Isto não seria excessivamente dramático.
Dramático para o PS e outros é que é legítimo imaginar que o PSD capitalizaria dessa reprovação da proposta de OE 2026.
Isso é o maior temor para o PS.
O resto parece-me conversa da treta,
Conversa da treta que subsiste de uma ponta a outra, em todos os partidos, do Chega ao BE.
António Cabral (AC)
segunda-feira, 27 de outubro de 2025
Se EU fala com TU, TU fala com EU
Começou hoje na AR a discussão na generalidade da proposta governamental para o OE 2026.
O título deste texto resume bem o notável (???) nível dos debates parlamentares. Naturalmente que é a minha opinião, discutível como todas, mas a respeitar, discorde-se ou concorde-se com ela.
Antecipadamente anunciadas abstenções, e votos contra.
Temos abstenções diferenciadas, como a socialista abstenção exigente.
Estou a falar disto porque decidi esta tarde (estarei a começar a ficar louco?) ouvir a primeira ronda.
Antes de começar a segunda e certamente igualmente penosa 2ª ronda de perguntas ao PM, saí da sala. Agora, depois de um belo jantar caseiro, de guardar o carro, ter falado com am minha muito idosa mãe vou reproduzir o essencial do que recordo.
O chefe do governo anunciou cortes nos impostos, que nenhum imposto aumenta, abates na dívida do país, crescimento do investimento, passos importantes para iniciar a curto prazo construções como por exemplo a linha férrea de alta velocidade Porto-Lisboa, ou o aeroporto na zona do campo de tiro erradamente designado de Alcochete (terreno nos concelhos de Benavente e Alcochete).
Deu umas bicadas nos irresponsáveis da tribo do maior aldrabão político dos 51 anos de regime democrático que, com cativações e o não tratar de carreiras deixou graves problemas no ensino, na justiça, nas forças de segurança, na proteção civil, na função pública e na saúde. Bicadas que me parecem ajustadas.
Depois tivemos a habitual instrumentalização por parte de Ventura, os seus habituais e deploráveis números.
Foi o caso do ISP/ combustíveis.
A oposição apontou imensas e inqualificáveis esperas nos hospitais. E não apontaram as desgraças todas. Muito disto se deve aos oito anos de Costa mas a realidade é que está quase tudo a ficar bloqueado e o governo não consegue endireitar isto.
Ventura olha nos olhos as forças de segurança, Montenegro também. Muita palhaçada, lamentável. E agentes das forças de segurança arregimentados facilmente pelo Chega para ter uns rapazes nas galerias.
Montenegro diz querer garantir o futuro de todos nós.
A sessão teve os habituais momentos gloriosos de insultos e barulhos, barulhos e barulhos. Palhaçada habitual, um primor.
Montenegro exalta-se e responde a Ventura sobre a corrupção e a ditadura. Lamentavelmente, não houve e devia ter havido, todas as bancadas à esquerda do PSD a porem-se de pé e aplaudir o PM. Para isolar o Chega.
O PCP trouxe a cassete. Nada de novo.
O PAN irrelevante, como irrelevante Mortágua.
O Livre, por Tavares, com a vozearia e demagogia e superioridade moral habituais, e não disse qual será o sentido de voto da agremiação.
O PS, no cravo e na ferradura, com Brilhante e as suas pérolas. Abstenção exigente, mas muita e descarada ausência de vergonha na cara, esquecendo o lastro por eles deixado.
IL apontou ao monstro Estado que tem uma despesa que de facto me parece pornográfica.
Enfim o costume.
Mais ou menos como uma ampulheta. Vira-se quando chega ao fim a areia.
Assim é, assim continua, governos e oposições, oposições e governos.
Não saímos disto. Desgraçado Portugal e sobretudo desgraçados de nós.
AC