sexta-feira, 23 de junho de 2023

COISAS  ANTIGAS

Temos algumas coisas antigas. Várias daquelas que muitos hoje entre os 18 e os 50 anos desprezam, preferem mobiliário ou ornamentação IKEA (sem desprimor, sou cliente Ikea para várias coisas sobretudo  práticas). Ou, Moviflor, Conforama, que não fazem nada os meus gostos.

Opinião pessoal, naturalmente, mas a minha experiência de vida suporta muito esta afirmação. Mesmo na chamada família alargada, para lá de avós, pais, filhos e netos, vejo isso acontecer, por exemplo em sobrinhos e sobrinhas, em algumas cunhadas. Faz-me pena? Acho estranho? Registo, não discuto, respeito, apenas. Adiante.

Vem isto a propósito de uma preciosidade (das várias) que temos na residência fiscal. É a pequena caixa (12 x 7,5 x 4,5 cm) que mostro na fotografia e que, de tão velhinha, colapsou na tampa. Tampa que tem por baixo duas réguas coladas e em que no extremo existe orifício para acoplar ao corpo da caixa. 

Creio que pelas fotografias se percebe a "arquitectura" da caixa, as partes danificadas (régua que se separou e pedaço da mais à esquerda, que se manteve colada), o material de que me servi designadamente para raspar cola seca antiga, o material utilizado para restaurar. Agora vou deixar 24 horas a secar bem a cola para madeira e, depois, volto a montar. Ocupou-me cerca de 20 minutos esta tarde, mas merece, pelo valor sentimental (deve ter para cima de 90 anos, na família alargada/ ascendente), e pelo valor material (madeira e prata). 

E vale a pena sobretudo porque é nossa.

AC

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