sábado, 8 de março de 2025

8  MARÇO   
DIA INTERNACIONAL DA MULHER

Neste dia ocorrem-me várias coisas:
1. Os trajectos de vida das, 
    1.1 minhas avós, avó paterna falecida tinha meu pai 8 anos, 
    1.2 minha mãe, agora com 99 anos, toda uma vida muito difícil,
    1.3 minha mulher,
    1.4 minha filha,
    1.5 minha filha do coração/ Nora.
    As três mais novas felizmente bem de saúde e de vida.

2. Os trajectos das
    2.1 mulheres comuns em Portugal, 
    2.2 mulheres portuguesas que se notabilizaram, 
    2.3 e das que circunstacionalmente tiveram alguma lamentável notoriedade por terem ocupado/ estarem a ocupar cargos públicos mas onde se mostraram (opinião pessoal naturalmente) claramente sofríveis ou mesmo medíocres.

3. Neste dia ocorrem-me ainda mais acentuadamente as injustiças, as desigualdades, o tanto que há sempre por fazer no mundo mas, em particular no meu País, que é o que primordialmente me interessa.

4. O dia internacional que hoje se celebra, cada um a seu modo (os deputados estão de fim de semana, celebraram (!) ontem!), partiu do horror acontecido na fábrica têxtil em Nova Iorque incendiada com imensas mulheres operárias fechadas lá dentro. Foi há muitos anos.
Por aqui, nós trocámos afectos e amor.

Na nossa fase contemporânea evoca-se a dignidade que lhes é devida, em exacta paridade com os homens.
Lembram-se disparidades salariais, cargos e profissões, facilidades de oportunidades e de acesso ou NÃO, a proteção mas sobretudo a falta dela em muitas circunstâncias da vida, com as subsequentes violências, etc.

Quando se olha para a juventude contemporânea, pessoalmente, encontro sinais evidentes de enorme preocupação.
As doenças sexuais que proliferam, a vacuidade no entendimento da vida e do mundo, a imbecilidade que grassa em adolescentes, jovens, homens, mulheres.

Quando se acha óptimo e moderno com 13/ 14 ou 16 anos ostentar/ mostrar o seu namoradinho parecendo com isso querer significar um grande novo patamar civilizacional, para mim que respeito as opções e opiniões de outrem, SEMPRE, parece-me pressa a mais, falta de "alicerces", sobretudo acima do pescoço.
Querem-me fazer crer que é sinal de modernidade, ausência de complexos, liberdade, igualdade, recuperação de dignidade?

Em Portugal há indicadores que mostram recuperação em vários domínios e níveis.
No emprego, profissões, formação, cargos na máquina do Estado e no mercado de trabalho em geral.

A pobreza, a violência doméstica não só mas particularmente sobre crianças e mulheres, são flagelos infelizmente persistentes.

E fora de Portugal, quanto ao mundo?
Bem, podemos reparar em países árabes e muçulmanos, particularmente no, Afeganistão, Irão, África, Ásia, nas Américas.
E, infelizmente, não é preciso dizer nada pois os horrores por lá subsistem, anacrónicos. Opinião pessoal, naturalmente.

Esperança, a última coisa a perder. Esperança por melhores dias.
António Cabral (AC)

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