quinta-feira, 8 de maio de 2025

A MEMÓRIA dos REFORMADOS
e a desonestidade intelectual de muitos políticos

Eu deixei a vida activa em Dezembro de 2006.

Lembro-me bem quem começou com cortes na minha pensão de reforma.
Era PM o inqualificável (opinião pessoal, naturalmente) José Sócrates que era também secretário geral do Partido Socialista (PS)

Lembro-me bem quem anunciou a necessidade da vinda daquilo que se chamou a Troika.
Foi a governação PS/ José Sócrates pois levou Portugal a essa situação.

Lembro-me bem que depois de chegarem os representantes do FMI, do BCE e da Comissão Europeia foi delineado o tal desgraçado memorando que, depois de assinado, daria lugar a que recebêssemos  um monte de dinheiro.

Lembro-me que na discussão desse maldito memorando participaram designadamente pessoas do PS, presumo que do Banco de Portugal e alguns representantes do PSD como por exemplo um também inarrável (opinião pessoal, naturalmente) de apelido Catroga. 

Lembro-me que Sócrates / PS perderam as eleições, que Passos Coelho foi empossado PM, que foi feito o trabalho que havia a fazer depois do descalabro Sócrates / PS.

Lembro-me perfeitamente que foi colocado o interesse do país à frente de tudo o mais. Fizeram o que devia ser feito.

Mas também me lembro, como se fosse hoje, das diversas barbaridades proferidas nomeadamente por Passos Coelho e o seu Gaspar, como ao longo do tempo aqui escrevi. Não esqueço.

Não esqueço, a questão das gerações, do emigrem, e de muitas outras inacreditáveis afirmações e posturas, muito para lá do que havia a fazer para tirar o país da miserável situação a que tinha sido conduzido por Sócrates /PS. Como continuo hoje cheio de dúvidas quanto a determinadas decisões como a EDP, a TAP, etc.

Não esqueço a sequência das coisas e das situações.

Lamentavelmente, por execrável sectarismo e sobretudo por uma enorme ausência de cultura, é facílimo convencer uma enorme parte de idosos que tudo começou com Passos Coelho. PS = santinho!
Não, não começou.

Portugal está a centímetros de se tornar definitivamente um Estado exíguo com crescente tendência para se lançar na definição de Estado falhado.

António Cabral (AC)

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