quarta-feira, 14 de maio de 2025

ESPAÇO  INTERTERRITORIAL
PORTUGAL É, BASICAMENTE, UM TRIÂNGULO. 

O território nacional é composto pelo famoso rectângulo Ibérico mais as ilhas dos Açores e Madeira e os seus vários ilhéus.
Um triângulo, e inerente a este triângulo, um mar territorial de 12 milhas náuticas, mais uma enorme Zona Económica Exclusiva, o que acarreta uma brutal massa oceânica sob jurisdição nacional. 

Pendente na ONU, no departamento dos limites ou lá como se chamará actualmente, está desde 2013 o nosso pedido para alargamento da plataforma continental. Coisa que, ÓBVIA e CERTAMENTE, muito tem interessado Guterres, o tal "melhor e mais inteligente de nós todos"!
Sempre nos tem servido de muito, enquanto cá andou, e agora lá fora!

Daqui resulta um espaço interterritorial. ENORME.

Este espaço interterritorial tem alguma importância?
Que importância?

Podemos olhá-lo sob duas perspectivas: geopolítica e geoestratégica.

Na vertente geopolítica, tem a ver com o conceito de soberania, com a independência nacional, com a integridade territorial. Se a unidade geopolítica fosse quebrada, perder-se-iam os objectivos nacionais permanentes.

Na vertente geoestratégica, ou ocupamos de facto e fiscalizamos o espaço interterritorial, ou alguém progressivamente o há-se ocupar e dele retirar um dia os recursos do fundo do mar.

Ora como se vê há anos, o que é que estes assuntos interessam se é que interessam para alguma coisa comparados com: o futebol, as fugas aos impostos dos mercenários do futebol, as celebrações em Fátima, a Spinunviva ou lá como se chama, se desviaram ou não dinheiro de fundos Europeus para ajudar os filhotes a comprar casinhas com telhado de colmo, as fugas ao IMI, o festival da canção da Eurovisão, as preocupações com o Zelensky, as pessegadas diárias do Marcelo, os "cartoons" sobre o Trump, os serviços de limpeza da CM Lisboa (só a Mortágua se preocupa) os Macron Starmer e o Metz estarem em bicos de pés, as viagens constantes do Marcelo, o poder de influência do Erdogan, as férias das beldades e "influencers" várias, os casamentos namoros e novos amores das beldades, a ansiedade provocada pela possibilidade de um dos 4 dos nossos poder ser Papa, o execrável Putin, o democrata Xi, a batatada em Caxemira, o poder do filho de César nos Açores, o poder dos do costume na Madeira, os convívios do Nininho, se o Benfica será campeão ou se será o Sporting, etc.?

Nada, obviamente, só patetas se lembram destas coisas, mar, soberania, território, parvoíces é o que é!

Só patetas se atrevem a falar destas coisas, a lembrar que devemos ter Força Aérea e Marinha decentes e adequadas à nossa realidade territorial e interterritorial, para garantia da nossa soberania, para garantia da nossa independência, e assim contribuir para o planeamento de médio e longo prazo para arranjarmos capacidades de extração de recursos do fundo do mar em paralelo com, a protecção dos "nossos mares" e a preservação do ambiente e saúde do oceano, a proteção dos interesses nacionais.

Só mesmo patetas!

António Cabral (AC)

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