FORÇAS ARMADAS (FA), em Portugal,
a QUE ESTADO VÃO CHEGANDO ??
Nomeadamente nos últimos 30 anos, pelo que se foi sabendo por aí, no passado glorioso dos governos de virar páginas uns quantos pensaram em dizer a jovens para passar umas noites em quartéis.
Houve uma "interessante" criatura que afirmou ter de haver mais mulheres em postos superiores para diminuir a incompetência.
Outros, superintendiam aparentemente em NADA.
Outros e outras ainda arranjaram forças para mais e variadas e rebuscadas retóricas.
Entretanto, nas FA as coisas são o que são, as realidades não se podem esconder. Não há pés destapados porque as mantas são curtas; há uma realidade que Sea aproxima do - ter quase apenas o ventre tapado!
Os chefes militares durante esses anos foram afirmando a suas angústias mas também satisfeitos em fazer sempre todas as missões e até mais com menos recursos.
Desde Dezembro passado foi-se ouvindo de alguns chefes militares que, por exemplo, a questão do pessoal (a falta dele) está num patamar insuportável, não é possível continuar assim.
Claro que esta palavras são minhas, mas creio que estou a interpretar os senhores mais ou menos bem.
O chefe da Força Aérea insiste nos aviões americanos F-35, creio que é esta a sigla dos brinquedos desejados.
O chefe da Marinha insistiu (eu que nada percebo destas coisas tenho a sensação de ser adequado) por exemplo no tema submarinos, como creio que, se percebi bem, em mais navios do tipo dos actuais NPO (patrulhes oceânicos) e referiu a questão dos recursos humanos numas perspectivas que me pareceram sensatas.
Agora, este governo pediu a Bruxelas que as despesas com a defesa não contem para as "contas certas e défice".
Isto referido, que sensação tenho, o que penso que vai na realidade acontecer?
Atrever-me-ei a afirmar o seguinte:
1º - Vão tratar de comprar mais aviões Falcon para as deslocações a que hoje em dia a UE obriga constantemente: creio que muitas podiam ser substituídas com o recurso á tecnologia actual, conversas à distância, em que todos se ouvem e falam, dispensando-se o sistema actual e as inerentes brutais despesas,
2º - No Exército, se calhar ainda há sonhos de esquadrões de blindados,
3º - Na Força Aérea querem certamente vários F-35,
4º - Na Marinha gostarão de ter, JUSTAMENTE, os navios adequados à dimensão oceânica sob jurisdição nacional, adequados às responsabilidades militares e de serviço público que essa dimensão implica e obriga,
5º - Mas, sobretudo, com estes senhores do PSD e similares e pior ainda com socialistas formalmente a governar, o que vai acontecer é basicamente a continuação do "status quo" que grassa há décadas, o de não se definir de uma vez por todas, que FA Portugal deve ter, tendo presente:
a. a dimensão oceânica sob nossa jurisdição,
b. as missões de soberania que isso impõe,
c. as inerentes missões militares de defesa do território,
d. e as missões decorrentes da nossa integração na UE , na ONU e na NATO.
Quanto faltará para, por exemplo, os marujos terem de comprar a "roupita" com os tostões do seu bolso?
António Cabral


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