O choque, as traições e as seis horas de tensão. O início desastroso de Merz como chanceler no Parlamento alemão

Esta extraordinária fotografia que "roubei" ao Observador (e o texto) diz bem do que vai na Alemanha no ambiente político.
A Alemanha sempre foi, creio que continuará a ser, a defesa Europeia ou, dito de maneira diferente, o tampão ao que ao longo dos séculos veio ou pode vir da EurÁsia.
É a minha opinião, naturalmente.
A história mostra que esse "papel" trouxe consigo, também, ambições desmesuradas que levaram ao que se sabe.
Dizem os OCS que neste momento a "baralhação" na Alemanha é enorme.
E nesta altura volto aos meus pensamentos de há tempos e que é sobre a famosa Merkel.
Porque razão Merkel sempre escorraçou este agora chanceler, que o conseguiu ser agora com extrema dificuldade?
E os meus pensamentos voltam a outros tempo, a recordar Hitler.
Há muita gente por esse mundo fora que tem interiorizado que o que sucedeu na Alemanha entre 1923 e 1938 foi obra exclusiva de Hitler e da sua maquinação com os seus apaniguados e forças de camisas negras e castanhas.
A minha opinião é de que ele urdiu bem durante anos os seus planos mas, é minha convicção, o povo alemão facilitou e genericamente concordou.
Não vejo na história que o povo alemão fosse durante séculos um carneirinho manso.
Bismarck não unificou apenas por ser um artista. Teve bem a noção da sua "massa" populacional.
Naturalmente, admito poder estar a ver mal as coisas.
Vamos ver o que se segue na Alemanha.
E na Europa que, a seguir a 1941 talvez não tenha percebido completamente porque entraram os americanos na guerra.
Claro que se irritaram com o Japão.
Mas, vieram cá para salvar a Europa ou, para garantir que a Europa continuaria a ser um bom comprador?
Aguardemos.
António Cabral
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