O REGIME ?
O SISTEMA ?
O ESTADO ?
O SISTEMA ?
O ESTADO ?
O que quiserem.
Eu serei um dos vários a quem muitos (legitimamente, pois estamos em democracia) designarão por pessimista ou outra coisa do género.
Não sou.
A opinião sobre cada um de nós cabe sempre a outrem.
Mas seu que sou, duro, frio, racional, realista, e penso pela minha cabeça. Assim sou desde os últimos dias dos meus 15 anos, quando na família (avó materna em particular, me começaram a designar por "escarapão".
O meu ponto é sobre o estado, doente, do regime em que felizmente vivo, vai para 52 anos.
Há inúmeros exemplos que o confirmam.
Fico-me por um aspecto ligado ao momento presente, as eleições.
No Domingo 11 de Maio, votaram uns milhares de concidadãos.
Por antecipação, no quadro da legislação em vigor, que isso permite.
Vota-se, pode-se votar por antecipação.
Naturalmente, certamente, que estes meus concidadãos na 6ª Feira 9 de Maio e no Sábado 10 de Maio, estiveram fechados em casa em rigoroso período de reflexão.
Não ligaram os televisores, não ligaram os computadores, não mandaram ninguém à rua comprar jornais ou revistas.
Fecharam as janelas para não ouvirem a gritaria e as vacuidades dos políticos nas arruadas e nos comícios.
Tiveram, certamente, um período de reflexão puro.
Como eu farei, COM GOSTO, a começar no dia 16 de Maio.
Como manda a lei, pressurosamente elaborada por ex titulares de órgãos de soberania, mantida por diligentes e actuais titulares dos ditos órgãos, sob o aplauso do comentador papagaio.
Será difícil encontrar exemplo mais caricato sobre o estado ridículo e podre deste Estado quase exíguo.
Quase.
Porque ridículo o está há muito, como ridículos são muitos dos titulares dos ditos órgãos.
Eu e muitos não merecemos isto.
AC
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