segunda-feira, 12 de maio de 2025

Trabalhadores da CP cumprem terceiro dia de greve sem serviços mínimos, não há comboios a circular
O Tribunal Arbitral refere que não decretou serviços mínimos nas greves na CP, porque a empresa alertou que uma circulação de 15% não garantia a segurança física dos passageiros
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Li há poucos dias esta notícia.
Ao que parece, três "pimpões" decidiram que a concretização da greve na CP estava lindamente dentro da legalidade. Nenhum reparo, parece, surgiu das "excelências".

O árbitro presidente, sobre quem algumas pessoas me dizem coisas simpáticas pois até conheceram o pai dele, aqui na velha Aldegalega, é um jurista que tem certamente méritos que não se contestam.

Milhares de pessoas estão certamente agradecidas aos três "árbitros" pela gentileza que lhes concederam, e que é a generosa possibilidade de, em vez de andarem nos comboios como muitas vezes na sua labuta fazem (ia dizendo habitualmente) terem a satisfação de respirar o ar puro durante horas nas longas filas de espera em que puderam ver as cores dos autocarros e imaginaram o seu interior, pois lá dentro dificilmente conseguiam entrar.

Chegar a horas ao trabalho?
Levar filhos às escolas?
Ir á consulta médica?

Irrelevências, para os ditos juízes arbitrais.
Excelências que terão usado os seus pópós como habitualmente, quiçá algum até pago pelo chamado Estado.

Mas mais, quer as milhares de pessoas que se viram e continuam a ver privadas dos excelentes comboios da CP, deviam estar ainda mais agradecidas aos doutores juízes arbitrais.

Porquê? 
Porque, tal como foi noticiado, não foram decretados serviços mínimos pois a sê-lo, os poucos comboios que assim fossem mandatos circular não estariam em condições de segurança.
Como se vê, privilegiaram a segurança das pessoas.
E ainda há quem se insurja contra a CGTP, os sindicalistas e a própria CP. Uns ingratos.

Ingratos não, pior que isso, uns autênticos fascistas, que não percebem que estas greves nada têm de política porque sim.

Política apenas porque é a direita que está formalmente no poder?
Qual quê, nada disso.
Houve tão só a manutenção da garantia do direito à greve, não foi nada de político, nem por se estar a poucos dias do 18 de Maio do corrente.

Juridicamente está tudo certamente limpinho limpinho.
Além de que o interesse da CGTP era, apenas, questões laborais e segurança dos milhares de utentes.

Em suma, do meu ponto de vista naturalmente, CGTP, sindicatos filiados e até a própria CP tudo fizeram para a salvaguarda dos milhares de utentes. Tão só.

E assim se prossegue com crescentes lucros na CP, lucros iniciados por Pedro Nuno Santos.
Quê? Quem disse?
Disse ele, ora essa e, portanto, é certamente verdade.

A lei da greve é má? Não sei.
As condições de trabalho na CP são horríveis? 
Não sei mas, arriscaria, se calhar não são assim tão más, devem ganhar menos mal para conseguirem sempre aguentar greves atrás de greves.

Ou é a CGTP que tem muito dinheiro e lhes paga? 
Não sei, mas gostava de saber. 
De saber isso e conhecer as tabelas salariais de todos os trabalhadores na CP, mas não só o salário base, tudo o resto que entra para o recibo mensal. Incluindo os dias em que ao longo de cada mês n-ao têm de ir ao trabalho.

A terminar, parece-me evidente que certas áreas, certos grupos, certos partidos, estão cada vez mais a querer ganhar na rua o que não ganham nas urnas para as suas cores.

Que votantes burros, devem achar!
AC

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