PORTUGAL
DEMOCRACIA e REALIDADE
Os Homens, as Coisas, as Palavras
"Entre os homens e as coisas estão as palavras.
Há muitos que usam as palavras supondo que são as coisas!
Quem usa as palavras supondo que são as coisas ilude-se, apenas, ou também pretende iludir.
Mas nem todos os que ouvem as palavras se iludem".
Infelizmente, estou convencido, de que a maioria se deixa iludir, particularmente a maioria que acredita cegamente nas suas seitas!
Se não se acabar com os equívocos, se urgentemente não surgirem linhas claras de pensamento estratégico, continuaremos
- a manter o "status quo",
- a manter distorções orçamentais,
- a aumentar as desigualdades,
- a decrescer na natalidade,
- a aumentar o facilitismo,
- a fazer crescer a corrupção,
- a manter a estagnação,
- a aumentar as barracas à volta das grandes cidades,
- a crescer a probabilidade de violências como as que crescentemente vão ocorrendo pela Europa,
- a descer no caminho para Estado exíguo ou mesmo Estado falhado.
Estão a perguntar-me?
Sim, estou a falar disto pensando em muitos dos ex e actuais titulares de órgãos de soberania (PR, AR, Governo, Tribunais), dirigentes partidários e outros, autarcas, jornalistas, militares, servidores do Estado, funcionalismo público, as ditas elites.
Estou a pensar nisto ouvidos que são agora os apelos vários com a descarada e habitual desfaçatez e cinismo que chegam de todos os lados neste pós 18 de Maio, e com governo empossado.
Se não se alterar o presente, continuarão felizes e contentes, com nivelamento por baixo, com lamaçal até ao pescoço.
Continuarão felizes e contentes como o Queirosiano Brigadeiro Chagas e dizendo como ele - Portugal é pequeno mas é um torrãozinho de açúcar.
Quantos querem ousar?
Quantos querem olhar para o futuro com esperança e confiança, com visão de longo prazo, certos de que vale a pena, e que é mais nobre do que arrastar este lamacento, corrupto e opaco presente?
Quantos querem ousar a sério, seriamente, cientes de que é preferível um fim com horror do que este horror sem fim, do que este deslizar sem parar para a cauda da Europa?
Veja-se por exemplo no PS, quem quer ousar?
Saltou Carneiro, um cinzentão educado, conhecedor da história da mulher de D. João IV. Dizem por aí que é o mais à direita dos líderes do PS seguindo-se ao mais à esquerda!
O resto encolheu as unhas à espera de uma versão actualizada Costa-Seguro. Que não tardará muito, é a minha convicção.
Gritam os do costume que é preciso cumprir Abril. E é, mas não é com nivelamentos por baixo.
Particularmente desde 1991 que se têm esquecido de o fazer.
Agora fingem-se espantados!
Têm-se gasto com os "amanhãs", querem a defesa (e bem) dos importantes e inegáveis direitos consagrados na CRP, Constituição que, infelizmente na minha opinião, quase nada tem quanto a deveres.
É é decisivo numa sociedade, os deveres de cada um de nós para com a sociedade e para com os outros.
Poucas vezes me iludi ao longo da vida, há muito que não me iludo, particularmente desde 1991.
Não enfileiro ao lado do Brigadeiro Chagas, nem dos pantomineiros ditos "habilidosos" que se servem dos lugares para que foram eleitos ou nomeados, em vez de servirem a sociedade.
Reformas. Pois. Ainda ontem salvo erro vi umas tomadas de posição de um apoiaste de Seguro, e que foi também ministro da reforma no tempo de Guterres. resultados à vista.
Mas agora é que vai ser, desta vez é que vai ser.
António Cabral (AC)
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