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domingo, 6 de abril de 2025

LIVROS

Nos últimos cinco meses tenho comprado bastantes livros.

Há um que não comprarei, pelo autor e pelo tema. 

Parece que se chama "Manuel Pinho é um homem honrado". 

AC

quarta-feira, 25 de outubro de 2023

ISTO ANDARÁ TUDO LIGADO?
Procurador do julgamento de Pinho e Salgado é padrinho da filha de ex-quadro do GES (FILIPA AMBRÓSIO DE SOUSA)

Além da juíza do julgamento do caso Pinho ser ex-mulher do ex-administrador do GES – que terá beneficiado do saco azul do BES –, o ECO sabe que procurador do MP é padrinho de uma das filhas do casal.
Já não bastava uma das três juízas do coletivo que julga Manuel Pinho, Ricardo Salgado e Alexandra Pinho ter sido casada com um ex-administrador do GES. O ECO sabe agora que o magistrado do Ministério Público (MP), Rui Batista, que está nesse mesmo julgamento, é amigo de casa e padrinho da filha mais nova desse mesmo ex-quadro do Grupo Espírito Santo e da juíza Margarida Natário.

Rui Batista, procurador da República, foi uma das testemunhas num processo – cujo recurso foi proferido em novembro de 2020 – que envolvia António Rio Tinto numa queixa de violência doméstica de 2014 (cuja queixosa era a própria magistrada) mas que acabou absolvido.

Nesse acórdão, a que o ECO teve acesso, é dito que “a testemunha/depoente é amigo quer do arguido quer de Margarida Natário, sendo padrinho da filha mais nova de ambos”, acrescentando ainda que o depoimento de Rui Batista revelou “um conhecimento próximo da família Rio Tinto e Margarida Natário”.

Juíza essa que anunciou na segunda-feira um pedido de escusa, depois de vir a público quem é o ex-marido. Margarida Ramos Natário abriu a sessão de segunda-feira do julgamento do caso EDP com a apresentação do pedido de escusa para que a Relação decida sobre a sua continuidade, na sequência das notícias que ligam o seu ex-marido ao GES, apesar de considerar que não mudou a sua capacidade para continuar no julgamento. “Farei por uma questão de respeito à justiça e à função de juiz“, notou.

O caso foi revelado na passada quinta-feira. Margarida Ramos Natário foi casada durante vários anos com António Miguel Natário Rio Tinto, atualmente a trabalhar no Dubai, mas que no passado desempenhou diferentes cargos em diversas entidades do GES – como a ES TECH Ventures SGPS e a Espírito Santo Informática –, chegando em 2014 a administrador no Novobanco.

Perante estas informações, os advogados de defesa de Pinho e Alexandra Pinho, submeteram um requerimento ao tribunal em que diziam que António Miguel Natário Rio Tinto, “foi remunerado através de uma conta sediada no estrangeiro titulada pela Enterprises Management Services Ltd., que, segundo a acusação, constituía o saco azul do GES“, acrescentando que enquanto era quadro superior da instituição liderada pelo ex-banqueiro Ricardo Salgado recebeu 1,2 milhões de euros via esse mesmo saco azul do GES.

Manuel Pinho, em prisão domiciliária desde dezembro de 2021, é acusado de corrupção passiva para ato ilícito, corrupção passiva, branqueamento e fraude fiscal. A sua mulher, Alexandra Pinho, está a ser julgada por branqueamento e fraude fiscal – em coautoria material com o marido –, enquanto o ex-presidente do BES, Ricardo Salgado, responde por corrupção ativa para ato ilícito, corrupção ativa e branqueamento.

Foi há dez anos, em 2012, que se deu a abertura de inquérito deste processo. O foco da investigação centrava-se nas suspeitas de favorecimento do Governo, na altura de José Sócrates, à EDP. Mas com o decorrer da investigação várias outras suspeitas foram nascendo, como a dos subornos superiores a cinco milhões de euros de Salgado, ex-líder do BES, a Manuel Pinho, à data ministro da Economia de Sócrates. E são estes os factos que estão em causa neste julgamento que já conta com seis sessões
.

Quando me questiono - isto andará tudo ligado? - é só uma pergunta, é só uma dúvida, legítima. 
Se uns são, habilidosos, posso interrogar-me ou não sobre, éticas alheias, desfaçatez alheia, ingenuidade alheia, velhacaria alheia, ou nulidades processuais súbitas?
AC

terça-feira, 24 de outubro de 2023

Juíza que foi casada com alto quadro do GES pede escusa do julgamento de Manuel Pinho
A juíza-adjunta Margarida Ramos Natário, que integra o colectivo de juízes que está a julgar Manuel Pinho, a mulher, Alexandra Pinho, e o ex-banqueiro Ricardo Salgado, e que foi casada com um alto quadro do Grupo Espírito Santo (GES), anunciou esta segunda-feira de manhã que vai suscitar junto do Tribunal da Relação de Lisboa o incidente de escusa. Isto significa que caberá ao Tribunal da Relação decidir se a magistrada deverá manter-se no julgamento
.

Pergunta para um milhão de Euros:
A Sra vai manter-se no julgamento?

Lê-se que o eventual pedido de escusa irá ser feito. Acontece que  apenas depois da comunicação social ter há dias posto a boca no trombone sobre situação do passado. Não é interessante?

O meu palpite - SIM - , vai manter-se no julgamento, pois já não está casada com o presumível usufrutuário do saco do GES, certo?
Aguardemos por, certamente, mais uma notável decisão do sistema de justiça.
AC

terça-feira, 14 de dezembro de 2021

A  JUSTIÇA  NÃO  PODE  FUNCIONAR  ASSIM

Disse ele. Não pode funcionar assim, o MP a aproveitar-se de mudança de juiz.

Será, quem sou eu para poder falar destas coisas com conhecimento de causa e formação adequada. Mas, lembrando-me do outro juiz, que levou pelo menos 14 ou 15 caneladas do tribunal superior, revertendo aquilo que um cidadão comum poderá dizer - as bacoradas jurídicas do juiz - será que o cidadão comum não se poderá interrogar acerca dos critérios bondosos desse juiz, tão ao gosto destes muito conhecidos advogados? Em que ficamos?

As pouca vergonhas vindas a público (que falta provar, naturalmente) é tudo inventonas? Eu sei o que pago mensalmente de eletricidade.

AC 

sábado, 24 de março de 2018

ESTAREI DISTRAÍDO ??
Retirado do expresso online: ......“A empresa fez importantes doações à Universidade Columbia ao mesmo tempo que o antigo ministro da Economia Manuel Pinho foi convidado para lá lecionar”, lê-se no documento que o matutino consultou....
Posso andar muito distraído, mas como cidadão o que gostava de saber ao certo, com rigor, com base em documentação, é se a U Columbia foi perguntada sobre eventuais doações recebidas da EDP e se respondeu ou não. Caso contrário continua tudo nesta porcaria nebulosa.
Claro que "a vestimenta ou o aspecto físico não fazem um monge" mas que esta fotografia é curiosa, é......
Ah, e neste como em outros casos envolvendo aparentes gabirus, sempre a aparecerem o mesmo tipo de "especialistas"!!
AC