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domingo, 15 de março de 2026

O   PODER
Com a caneta assinam as 
nomeações, os despachos, os memorandos, os cheques, os contractos, as cartas, as procurações, as sentenças, os tratados, as receitas, os empréstimos, os divórcios, as compras, os seguros, as contratações, . . . . . . . .
AC

quinta-feira, 25 de janeiro de 2018

A CANETA
Há tempos coloquei um post intitulado - PODER. Terminei assim:
A caneta!  Por trás de uma grande caneta, há sempre uma grande mãozinha!! 
No meu caso, a mão é banal, mas a já com certa idade (comprei em1991) caneta MontBlanc Meisterstuck 149 é excelente.
Vem isto a propósito do jornalismo/ dos jornalistas em Portugal, e por exemplo, do que por cá não consigo obter, saber, ser informado.
Quem me visita e lê sabe o que escrevi por diversas vezes acerca de jornalistas e OCS em Portugal, desancando-os muitas vezes mas, salientando sempre, e isso para mim é indiscutível, que uma sociedade saudável, livre, decente, equilibrada, em desenvolvimento, efectivamente democrática, não existe sem comunicação social assertiva, investigadora, que informe sobre o que cá e lá fora se passa. Sem filtros. E o mais livre possível dos poderes económicos/ financeiros.

As redes sociais, a internet, criam certamente dificuldades mas, por exemplo, certo "jornalixo" muito contribui para, a quebra nas vendas de jornais, não se ver noticiários televisivos.

Este "4º poder" como está neste momento não serve o País.

António Cabral

sábado, 7 de janeiro de 2017

PODER
O Poder. O que é o poder?
Há definições clássicas. Que se estudam designadamente em ciência política.
Existem vários tipos de poderes, o poder executivo, o legislativo, o judicial, o económico, o financeiro, o das ruas, o sindical, o corporativo, o militar, o do chefe, e por aí fora.
Célebre a frase - manda quem paga - ou a outra - quem paga o jantar encomenda a música
O verdadeiro poder é, tão só, a caneta.
Naturalmente, a mãozinha que pega na dita caneta.
A caneta que assina tratados, que concede empréstimos bancários com ou sem garantias escudando-se sempre, em qualquer dos casos, na informação dos serviços!
A caneta que decide a compra, ou a venda.
A caneta que atribui ou não verbas ou subsídios, que perdoa infrações ou delitos fiscais, que propõe a atribuição de donativos ás caridades várias, que distribui benesses a clubes de futebol, que subsidia jornalecos de propaganda amiga, que financia colectividades, que subsidia filmes e peças de teatro que poucos vão ver, que paga órgãos de comunicação social. 
A caneta que tira ou coloca certas e muito importantes vírgulas.
A caneta que assina ou não certos cheques, que assina estudos determinados, que antes encomendou esses estudos a certas instituições empresas ou mesmo a amigos, que coloca falsas notícias, que exonera e nomeia.
A caneta! 
Por trás de uma grande caneta, há sempre uma grande mãozinha!!
AC

sábado, 31 de outubro de 2015

O poder.
O poder é, geralmente, definido como a questão central da política. Como sempre acontece, a definição de poder é vista por muitas e diferentes perspectivas. Em toda a vida em sociedade, em todas as sociedades e desde sempre, o poder está presente em toda a nossa vida.
Poder pode e é, certamente, muitas coisas. Desde logo uma capacidade para impor. Um controlo sobre situações sociais. Um controlo sobre sociedade, sobre organizações.
O poder deverá ser, porventura, uma função, um serviço, designadamente para governar. Numa determinada perspectiva, pode equacionar-se as condições de legitimidade de exercício de poder.
Pela minha parte, discutível naturalmente, o poder significa que alguém tem na mão a caneta.
Com a caneta se propõem projectos de leis, se escrevem despachos, se elaboram orçamentos, se anulam concursos, se fazem ajustes directos, se alteram códigos para tornar impossível a demonstração das ilicitudes e dos crimes dos poderosos, se prolongam prazos, se transferem verbas, se assinam relatórios e pareceres.
Serão governantes ilegítimos os que, se impõem contra a vontade popular, ou os que abusam do poder de forma grave.
Naturalmente, a sede de poder, a soberba, a arrogância e o desprezo absoluto por todas as normas e regras que contrariem projectos pessoais, são catalisadores para o assalto ao poder, valendo de tudo.
Cabe ás sociedades procurar derrotar toda a canalha desse género.
AC