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sábado, 23 de março de 2019

O REGIME, PARTIDOS, JORNALISTAS
O jornalista Paulo Baldaia escreveu em 19 de Março passado um artigo intitulado "O partido do Twitter". A base das suas considerações é acerca de um partido (??) aparentemente liderado por um tal deputado e ex-assessor de Pedro Passo Coelho, chamado  Miguel Morgado, político que, aparentemente, quer refundar a direita portuguesa.
Afirma Paulo Baldaia:
1º - .....Na síntese das ideias do que é o seu manifesto lá está o ADN do ódio que têm a tudo o que possa chamar-se socialismo...
2º - .....
para poder chegar ao poder e mandar às malvas a social-democracia....
3º - .....Esta Direita, que se quer refundar e federar, também não gosta do presidente.....
4º - .....Raramente se vê, entre eles, um pouco de apreço pelo presidente ter salvo o país de uma crise política de péssimas consequências económicas, e muito vezes se percebe o rancor que sentem por Marcelo não ter dissolvido o Parlamento e despedido a "geringonça"......
5º - .......lá estão também Alexandre Relvas, António Nogueira Leite ou Maria João Avillez, como fundadores fazendo exatamente da mesma maneira, com os mesmos de sempre......
6º - .......Quase nunca para apresentar uma ideia de sociedade que vá para além do não ao socialismo, insisto como se o PS não tivesse metido socialismo na gaveta, vai para mais de 40 anos......
7º - ......
Quase sempre a ofender, insultar, caluniar quem estiver contra o que defendem.......

Como sempre, respeito a opinião de outrem. 
Antes de ir ao que concordo ou discordo de Paulo Baldaia, uma pequena nota: só tenho o meu "Chapéus há muitos", não tenho conta em nenhuma das redes sociais, pelo que desconheço em absoluto tudo aquilo que levou o jornalista a tecer as suas recentes considerações.

Concordâncias e discordâncias com o escrito por Paulo Baldaia:
1º - concordo que muita gente não gosta nada de socialismo; eu não gosto, pelos exemplos caseiros e lá de fora; mas não tenho ódio, combato politicamente, em conversa com os meus amigos e conhecidos;
2º - ai não tenho dúvidas, a maioria quer é poleiro, concordo;
3º - tenho dúvidas que seja completamente assim; mas não é de admirar que haja reacções negativas à actuação de Marcelo, veja-se o caso das sucessivas promulgações com dúvidas e etc;
4º - Creio que se deve reconhecer, e estar grato a Marcelo, por tentar que as pessoas se aproximem das instituições, e nisso concordo com Paulo Baldaia; não tenho a certeza que alguns quereriam a dissolução da AR;
5º - concordo com Baldaia, os mesmos do costume, Relvas e cambada similar;
6º - o PS meteu o socialismo na gaveta, concordo, sim, mas meteu também a decência na gaveta, e nisso está igual a muitos à direita;
7º - quanto à questão da ofensa, bem isso observa-se em todos, oh Baldaia. E este é o grande problema de Portugal, alternativas decentes, que pensem na sociedade, não nos interesses privados.
AC

quinta-feira, 21 de março de 2019

A  PROPÓSITO  de  RIGOR
Que eu saiba, um/ uma artista não representa Portugal.
É um/ uma representante de Portugal num determinado evento, no caso de Leonor Antunes, na área da cultura.
Quem representa o País, formalmente, está bem claro na CRP.

Ainda quanto a rigor, parece que esta artista referindo-se à situação política na Alemanha terá afirmado - .....
Vivo em Berlim, o governo não é assim tão desinteressante, mas a extrema-direita está no parlamento e era uma voz até há muito pouco tempo proibida, digamos. Vou presumir que corresponde com o afirmado.

Posso estar enganado, mas a extrema direita ou qualquer outra formação não estavam proibidos, o que não tinham era qualquer representatividade relevante, FELIZMENTE, do meu ponto de vista.
Agora passaram a ter representação, têm voz, INFELIZMENTE, digo eu, mas isso resulta de uma coisa que se chama eleições.
Cidadãos estão enganados? Provavelmente.
Mas, não terão certas políticas contribuído para estes tristes ressurgimentos?
Eu acredito que é uma grande parte da explicação para este complexo e preocupante fenómeno.

Quanto à parte cultural propriamente dita, como dizia o meu pai, que tinha formação em Belas Artes - não digas que não gostas, que é horrível, diz só que não tens formação para entenderes.
Nunca me esqueço disto, embora confesse que, apesar da minha "incultura", acho que anda para aí muito mamarracho, e gentalha a viver à minha conta sem me pedirem autorização.

Quanto às reacções sobre as tiradas de Leonor Antunes, e como sempre, respeito a opinião de outrem mas, não me revejo em  algumas dessas tiradas/ opiniões, pois parecem-me condizer com a palavra DISPARATE, quer algumas dela quer algumas dos que a atacam.
AC