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quarta-feira, 10 de junho de 2026

NÃO É SÓ NAS CIDADES E VILAS

É TAMBÉM NAS ALDEIAS


Não há serviços camarários nem das juntas de freguesia que consigam suplantar o egoísmo e a falta de civismo de muita gente, o desprezo de muita gente pelo ambiente dos locais onde vivem.

Há imensa gente egoísta, preguiçosa, desleixada, que bem podia usar o telefone a combinar a recolha de monos, mas não, é assim que procedem. 

Desconfio que nem daqui a 100 anos muitos portugueses se tornem civilizados.

AC 

domingo, 28 de agosto de 2022

As OVELHAS.
Os CICLISTAS, LEI, e ….. o Costume
As bicicletas passaram a ser equiparadas aos restantes veículos a motor.
Há as bicicletas e …….. sobretudo quem as utiliza.
E, como quase sempre em Portugal, muitos se arrogam dos direitos e nem querem saber dos deveres. 
Como é comum neste maltratado país, por via de muita coisa, se vem construindo uma cultura em sociedade em que muitos, e são cada vez mais, retiram da lei apenas os DIREITOS.

São constantes os maus exemplos que encontro na via pública. 
Refiro-me aos ciclistas em que muitos não cumprem os deveres consignados em lei. 
Já assisti a energúmenos gesticularem ordinariamente por serem chamados á atenção de não estarem a cumprir as normas do Código das Estradas. 
Na sociedade portuguesa está em desuso o - respeitar para ser respeitado

As bicicletas gozam da regra da prioridade, podem circular em todas as vias, incluindo bermas desde que não ponham em perigo os peões.

E um dos maiores problemas que detecto amiúde relaciona-se com a norma relativa ao direito de circular a par nas vias desde que com boa visibilidade e NÃO PROVOQUEM EMBARAÇO PARA O TRÂNSITO.  Não cumprir isto implica multa.
Constato frequentemente que se borrifam para este detalhe. 
Como se borrifam para o facto de que não devem andar em cima dos passeios.

A questão ciclistas, ou melhor, o comportamento arrogante e abusivo de muitos, é mais uma área em que bem se evidencia a má formação cívica de muita gente, a falta de educação, o egoísmo.

Vários dos que por aí se arrogam donos das vias públicas bem podiam olhar com atenção para esta fotografia.
AC

segunda-feira, 15 de agosto de 2022

N 4
Estrada nacional número 4.

Conheço-a muito bem, MAS MUITO BEM, há décadas.
Percorro-a imensas vezes, Montijo até Montemor-o-Novo e, depois, A6 e outras nacionais para, Évora, Estremoz, Borba, Vila Viçosa, Sousel, Arraiolos, Alandroal, Redondo, Reguengos de Monsaraz.

Uma das perigosas estradas nacionais. DIZEM! DIZEM!

Perigosa porquê?
Porque há muito acidentes, muitas mortes.

A culpa é da N 4! 
Mas, será mesmo?

Conheço-a muito bem, desde finais de 1969. Daí para cá, teve períodos com piso horrível outros com bom piso.
A partir de Setembro, variando um pouco de ano para ano, começam a surgir em certas partes da N4 nevoeiros. Ás vezes cerrados, outra vezes bancos dispersos, ás vezes a seguir a curvas.
A N 4 é madrasta, é perigosa, é mortal. Será mesmo?

Coitada da N4.
À boa maneira socialista a culpa é da N4. Sempre e só da N4!

A culpa dos acidentes nunca é:
> por completo desrespeito pelos limites de velocidade, e ao longo da N4 há imensas partes com limite a 50 Km/ hora;
> porque está nevoeiro e ainda assim, velocidade quero lá saber e vou arriscar ultrapassar;
> por estar a chover, muito ou pouco, e não se adequar a velocidade, circulando ainda mais devagar do que é permitido no lugar;
> por estar alcoolizado;
> por estar muito fatigado;
> por os pneus estarem com o piso gasto; etc.

Vem isto a propósito da minha mulher me ter chamado à atenção de que houve um acidente rodoviário trágico na zona de Pegões, que bem conhecemos.

Fui ver, andei para trás. Do que percebi, terá acontecido por volta das 0600 horas de hoje, um carro com um casal de namorados foi de encontro a outro carro conduzido por um senhor de profissão padeiro.
As imagens indiciam velocidades muito elevadas.

Independente de tudo o resto, aos três, R.I.P.

Mas, é-me perfeitamente legítimo pensar no seguinte:
> terão vindo das festas em Alcochete? Provável.
> terão bebido imenso? Provável, basta conhecer como conheço o ambiente destas festas.
> estaria o jovem casal um pouco fatigado ao sair da festa? Provável.
> estaria o carro em boas condições? Não sei.
> estariam a circular em alta velocidade? Muito provável.

Que culpa teve o padeiro? Provavelmente nenhuma.

De quem é a culpa ?

Obviamente da N 4!

António Cabral (AC)