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quarta-feira, 31 de julho de 2024

ESTRADAS, AUTO-ESTRADAS, o Costume 

Muitas pessoas pelo país fora se revoltam quanto ao estado de muitas vias rodoviárias.

Os protestos, em regra, nunca ou pouco chegam ao céu, céu que neste caso significa o governo central mais as autarquias. E poucas reclamações têm consequências. Para já não falar nos danos em pneus de que, teoricamente, se pode ser ressarcido. A prática é dolorosa.

A A23, por exemplo, que já tem uns bons anos e é massacrada com imensos camiões, só há relativamente pouco tempo tem estado a sofrer reparações de alguns troços. Mas há muitos quilómetros em que o carro treme mais do que se estivesse na máquina das inspeções periódicas.

Que dizer de certas ligações entre concelhos vizinhos?

E a A22 ? Um mimo!

AC


segunda-feira, 15 de agosto de 2022

N 4
Estrada nacional número 4.

Conheço-a muito bem, MAS MUITO BEM, há décadas.
Percorro-a imensas vezes, Montijo até Montemor-o-Novo e, depois, A6 e outras nacionais para, Évora, Estremoz, Borba, Vila Viçosa, Sousel, Arraiolos, Alandroal, Redondo, Reguengos de Monsaraz.

Uma das perigosas estradas nacionais. DIZEM! DIZEM!

Perigosa porquê?
Porque há muito acidentes, muitas mortes.

A culpa é da N 4! 
Mas, será mesmo?

Conheço-a muito bem, desde finais de 1969. Daí para cá, teve períodos com piso horrível outros com bom piso.
A partir de Setembro, variando um pouco de ano para ano, começam a surgir em certas partes da N4 nevoeiros. Ás vezes cerrados, outra vezes bancos dispersos, ás vezes a seguir a curvas.
A N 4 é madrasta, é perigosa, é mortal. Será mesmo?

Coitada da N4.
À boa maneira socialista a culpa é da N4. Sempre e só da N4!

A culpa dos acidentes nunca é:
> por completo desrespeito pelos limites de velocidade, e ao longo da N4 há imensas partes com limite a 50 Km/ hora;
> porque está nevoeiro e ainda assim, velocidade quero lá saber e vou arriscar ultrapassar;
> por estar a chover, muito ou pouco, e não se adequar a velocidade, circulando ainda mais devagar do que é permitido no lugar;
> por estar alcoolizado;
> por estar muito fatigado;
> por os pneus estarem com o piso gasto; etc.

Vem isto a propósito da minha mulher me ter chamado à atenção de que houve um acidente rodoviário trágico na zona de Pegões, que bem conhecemos.

Fui ver, andei para trás. Do que percebi, terá acontecido por volta das 0600 horas de hoje, um carro com um casal de namorados foi de encontro a outro carro conduzido por um senhor de profissão padeiro.
As imagens indiciam velocidades muito elevadas.

Independente de tudo o resto, aos três, R.I.P.

Mas, é-me perfeitamente legítimo pensar no seguinte:
> terão vindo das festas em Alcochete? Provável.
> terão bebido imenso? Provável, basta conhecer como conheço o ambiente destas festas.
> estaria o jovem casal um pouco fatigado ao sair da festa? Provável.
> estaria o carro em boas condições? Não sei.
> estariam a circular em alta velocidade? Muito provável.

Que culpa teve o padeiro? Provavelmente nenhuma.

De quem é a culpa ?

Obviamente da N 4!

António Cabral (AC)

terça-feira, 24 de dezembro de 2019

A PROPAGANDA do COSTUME
Ela aí está, lê-se que a GNR vai ter 4000 homens (e mulheres?) nas estradas.
O diabo é que nesta época do ano é também aquela em que mais tinta invisível se gasta no País.
Eu sei do que falo, pois normalmente entre 19 DEZ e 6 de JAN calcorreio várias auto-estradas A1, A2, A8, A23, A25, e várias estradas nacionais e municipais de vários distritos do Continente.
AC

domingo, 30 de junho de 2019

PORTUGAL,  um PAÍS de.... BURACOS  ??
Se não é,........ parece muito!!!!!
Buracos nas estradas, sejam municipais, nacionais, ou auto-estradas. Passem na Via do Infante /A22, só para dar um exemplo.....
Buracos na banca, os conhecidos e acontecidos desde o 25 de Abril de 1974.
Buracos na subsequência das 3 bancarrotas.
Buracos em várias autarquias.
Buracos nas contas hospitalares.
Buracos nas empresas tuteladas pelo Estado.
Buracos no Autódromo do Estoril.
Buracos em fundações.
Bem, o melhor é parar de enumerar..........
Mas está tudo lindo e rosáceo.
AC

sábado, 4 de agosto de 2018

PEÕES,  PASSADEIRAS,  AUTOMOBILISTAS, CICLISTAS
Existem estudos, estatísticas, etc, sobre a mortandade nas nossas estradas.
E existem, diariamente, as notícias relatando os camiões que se viram em dias em que não choveu, os atropelamentos e fugas subsequentes, os relatos radiofónicos matinais sobre Lisboa (2ª circular, IC19, A5, A2, túnel do Grilo etc), Porto (VCI, ponte do Freixo etc).
Um massacre.
Ainda hoje, segundo ouvi no rádio do carro pouco passava das dez da manhã quando regressava apressado para casa, ouvi que num nó perto da Vila Franca de Xira, um camião se "esbardalhou todo" como hoje em dia dizem os putos. Apesar de não estar a chover, tenho a certeza que foi por causa da chuva e do mau estado da via. DE CERTEZA!
Mas nunca nada se sabe sobre as consequências para os condutores dos camiões que causaram horas de interrupção das vias rodoviárias, o que vai sendo feito para tentar encontrar os que fogem/ fugiram dos acidentes, o que lhes aconteceu depois de caçados, etc.
Por alturas do Natal, Carnaval, Páscoa, relatam-se as grandes operações da GNR, sempre com muita pompa, e depois os relatos  comparando estatística com anos anteriores.
Mas, deve ser impressão minha, basicamente continua mais ou menos tudo como sempre, um bocadinho de menos mortos aqui, um bocadinho de mais acidentes ali, as cenas caricatas da fita métrica a meio da estrada. Depois dizem que o Eça era exagerado.
AC

terça-feira, 10 de abril de 2018

OS ACIDENTES rodoviários, A CHUVA, a GNR e o RESTO
Começo pelo resto. O que é o resto, neste caso?
É a incompetência, o desleixo, o facilitismo, a pouca vergonha, a ausência de responsabilidades desta gentinha toda, das elites civis, políticos, sucessivos titulares de órgãos de soberania, forças de segurança, e cidadãos que se sabem impunes.
Um cocktail explosivo.
Já dei a minha opinião sobre este trágico assunto, por mais de uma vez. Eu e muitos mais, mais importantes do que eu.
Só rezo aos anjinhos para que continue a não haver nenhum safardana a vir para cima do meu carro e da minha família.
Hoje de manhã, pelo menos já houve um, um camião estoirado na 2ª circular.
Claro que foi a maldita chuva, não é?
Há dois dias foi no IP2, um autocarro cheio de estudantes do secundário.
Claro que foi a maldita chuva, não é?
Neste caso concreto, IP2, que conheço muito bem, posso estar enganado mas, pelo que noticiaram e pelas imagens, ia jurar que se deu na zona nas rectas e curvas apertadas na descida para a barragem do Fratel. Com sinais, por exemplo, "teste travões", e vários limites de velocidade.
Mas claro que foi a chuva, não é?
E porque é que nunca se noticia o que aconteceu, depois do apuramento dos pomposos departamentos das forças de segurança?
E como eu estou convencido de que, para além da chuva ter sido e continuar a ser a culpada de todos os acidentes numa percentagem de 99,99%, já agora podiam noticiar sem dizer o nome, que naqueles acidentes 0,01% ocorridos no dia tal no local X à hora Y, a culpa foi do condutor ou dos condutores envolvidos. 
E, nesses casos, inibi-los de conduzir por dois anos, por exemplo.
É, eu sei que sou mal disposto; entretanto vão morrendo pessoas.
Mais um exemplo desta lamentável sociedade. 
Morre-se assim, diariamente, continuamente, alegremente (parece), mas o cão pode jantar no restaurante!
Prá frente Portugal
AC