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sexta-feira, 12 de fevereiro de 2016

PATOS.
Os cidadãos portugueses têm sido sempre desconsiderados, desprezados, espezinhados. Antes e depois do 25 de Abril. De salientar que antes de 25 de Abril havia muito mais que desconsideração, desprezo, espezinhar.
Mas nos tempos mais recentes têm aumentado o despudor, a arrogância, com que os políticos tratam os cidadãos.
O actual PM é, a meu ver naturalmente, um dos expoentes máximos da insolência, da desconsideração para com os governados. Tenta claramente emular uma série de paspalhos que o antecederam.
Mas como estou bem disposto, devo dizer ao novo messias que se arvora de ser PM, que os cidadãos não são patos.
Patos são, por exemplo, o pato-trombeteiro (anas clypeata), o zarro comum (aythya ferina), o pato de bico vermelho (netta rufina), o marreco (anas querquedula), o pato real (anas platyrynchos domesticus).
Os cidadãos ainda pensam pela sua cabeça, ainda que, infelizmente, muitos milhares dos meus concidadãos se continuem a deixar levar pelos amanhãs que cantam. A mim não me encantam.
AC

sábado, 18 de outubro de 2014

No País da pouca vergonha
Desde 25 de Abril não tivemos senão défice. Quanto ao que está para trás nem vou perder tempo.
O que creio corresponde à triste realidade, é que os OE (antigamente OGE) são sempre feitos para os que estão na fotografia abaixo.
É como me sinto tratado há muitas décadas. No meu caso mais precisamente desde 1966.
AC

quarta-feira, 5 de fevereiro de 2014

PATOS!!!
Não é de agora. Mas olhemos apenas ao século XX e XXI. I República com as suas "estabilidade" e "ética republicana" (?), ditadura militar e estado novo com tudo aquilo que se sabe, República com quase 40 anos no estado em que está.
Com matizes diferentes, foi sempre a mesma história, está a ser a mesma coisa.
Os cidadãos não contam, melhor, só contam para os impostos. Uns dizem que são números, outros que não. Números ou não, a realidade é que responsáveis primeiros fugiram para o estrangeiro, e os acólitos que por cá andam esgadanham-se na corrupção e por lugares na Europa e noutras paragens. Como se começa a ver, outra vez, para as europeias. Nem que seja preciso criar partidos vários.
Nos cartazes propagandísticos, põem tudo menos aquilo que não confessam publicamente, mas que no íntimo (pessoal, familiar e político) chamam a todos nós: PATOS.
E nós somos de facto. Por isso não nos revoltamos a sério.
Continuamos a aturar este regabofe, orquestrado pelos actuais pantomineiros, sob o ar carregado de falsa revolta dos pantomineiros anteriores, que orquestraram regabofes idênticos e alguns ainda piores.
Continuamos a atravessar as estradas e a correr riscos nas nossas vidas, e sofrer desmesuradamente, porque somos tolos, PATOS.
AC